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 Fanfuck: Ankoku no Sekai - Fantasia (+16)

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Sophia Blood

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MensagemAssunto: Fanfuck: Ankoku no Sekai - Fantasia (+16)   Sex Nov 25, 2011 8:06 am

Well, well. Vou postar outra fic minha, e vou tirá-la do Nyah, já que aquilo ta me deixando com raiva ò.o9

Capítulo 1

Era uma noite chuvosa, Sophia andava pelas ruas, após mais um longo dia em sua faculdade, localizada em Urbis Lamiam. Havia muitas lendas de vampiros naquele local, não que Sophia acreditasse. Afinal, como vampiros iriam existir?
Ela estava quase chegando a seu apartamento, quando sem querer, acabou derrubando o molho de chaves. Quando se abaixou para pegá-las, foi jogada contra a fria parede de pedras que ficava em frente ao prédio, um rapaz loiro, mais alto que ela, a prensava contra o muro, quando se deu conta, parte de sua blusa foi aberta, expondo seu pescoço.
“Minha Deusa, serei morta!” – Os sentidos da jovem gritavam, quando ela sentiu a mordida. “Estou sendo atacada por um vampiro?!” Pouco depois, ela avistou outro, ruivo, um pouco mais robusto, ele tirou o que a mordia de perto, mas era tarde, Sophia desmaiou apenas sentindo o impacto do frio chão contra seu corpo imóvel.

Quando acordei, estava em um grande e luxuoso quarto, deitada em uma cama de casal, as cobertas eram de pura seda, assim como as fronhas, tudo naquele recinto era muito luxuoso! Eu senti uma ardência em meu pescoço, e vi que havia um curativo ali, mas, por algum motivo, eu apenas me lembro de ter derrubado o molho de chaves no chão e sentir uma pancada nas costas, e agora, estou aqui. Eu levantei e me surpreendi por estar vestida com um elegante vestido preto, que ia até meu joelho, e havia uma pequena bota para que eu calçasse (ao menos foi o que pensei).
Corria uma agradável brisa lá fora, andei pelos jardins do palacete. Havia muitas árvores e canteiros, eu avistei uma elegante fonte, que mais parecia uma cachoeira...
Spoiler:
 
Ao me aproximar, vi que diversos peixes nadavam pelo lago, sentei à beira dele, em cima de uma das muitas pedras, quando toquei a água, estava bem gelada, continuei andando, até achar um pé de amoras, subi na árvore, mas quase caí quando vi um homem me observando.
-Ei! Não vá cair daí de cima! –Ele se aproximou apreensivo
-Não se preocupe, estou me segurando... Aliás, quem é você e que lugar é este?
-Meu nome é Ariel Magnus. E esta... É sua nova casa. –Ele vestia trajes formais, diria até da monarquia francesa, seu cabelo ruivo estava solto, e eu vi seus caninos...
Spoiler:
 
-Você é um vampiro! –Meu tom de voz foi apreensivo, mas firme. Ele apenas acenou, e um segundo depois estava sentado no galho à minha frente.
–E você também é a partir de agora... Senhorita?
-Sophia Dhellende.
Spoiler:
 
-Hmm... Teremos que mudar seu primeiro nome, o que acha de Juliani?
-Ficarei com meu próprio nome. –Seus olhos verdes brilhavam, e sua palidez era impressionante.
-Entendo. Quanto quem a atacou. Meu, bem, “irmão”, Chase, não conseguiu controlar a sede e... Bem, sinto muito por isso. –Ele apontou para meu pescoço com uma expressão de culpa.
-E pensar que há um dia eu era apenas uma estudante de química... –Suspirei e o encarei – Para que serve este lugar?
-Exatamente para o que está sendo usada, uma morada de vampiros. –Ele sorriu. –Meus, Hmm, pais. São do conselho de vampiros, então eles disponibilizaram este lugar para mim...
-Quantos são ao todo?
-3, contando comigo. –Ele desceu de árvore e estendeu os braços. –Ajuda?
-Aceito. –Quando vi, já estava no chão.
Ariel me mostrou cada canto do palácio, e me entregou um mapa, caso eu me perdesse. Ele disse que o antigo dono foi encontrado morto de fome em uma das diversas asas da casa.
-Bem... –Senti meu estômago reclamar – Estou com fome... Onde fica a cozinha?
-Fome? –Ele parecia estranhar. –Tem certeza disso?
-Sim, meu estômago está reclamando, preciso comer algo. Por quê?
-Porque vampiros não sentem fome. Só sede, mas apenas dias depois da transformação. –Ele arregalou os olhos e saiu correndo.
-Ei! Ariel! Não me deixe falando sozinha! Droga! –Fui atrás dele, e o encontrei na biblioteca, onde havia diversos pergaminhos em cima de uma mesa, Ariel os estava analisando.
-Droga, droga, droga! –Ele sentou-se na cadeira, bagunçando os cabelos ruivos
-O que foi Ariel? –Ele me olhou com certa apreensão, levantou-se, ficando a minha frente.
-Você é uma mestiça... –Ele disse
-Mestiça? O que é isso? –Ele pegou meu braço e me arrastou pelo palácio, o som de suas botas batendo apressadamente contra o chão de mármore, e sua expressão me diziam que algo estava errado.
-Uma mestiça... É uma humana metade vampiro, metade humana. É muito perigosa por não saber controlar sua sede como os vampiros. Embora na maioria dos casos, ela perca a consciência antes mesmo de sentir sede.
-O que vai acontecer comigo? – Perguntei, ele me olhava com certo... Temor, quando ele me disse, me recusei a acreditar.
-Ou eu mato você, ou eu mesmo transformo você, já que Chase está sem condição.
-Como assim? – Ele gentilmente me conduziu para dentro de um grande aposento, devia ser dele. Era ricamente decorado com tons neutros, e com diversos quadros de paisagens, ele me fez sentar a beira da cama.
-Temo que não dê certo... Há quase cem por cento de chance de você se tornar uma vampira mestiça, basicamente, um vampiro que suga o sangue de outros vampiros...
-E o que vamos fazer? –Ele me encarava.
-Se me permitir posso tentar transformá-la do jeito certo.
-Não tenho escolha. Vá à fren... –Senti meu pescoço ser perfurado novamente, mas desta vez a sensação foi diferente, eu não senti dor, ou aquele frio que senti de primeira vez. Eu me sentia bem, e confortável nos braços de Ariel, eu suspirei, e decidi que era melhor me deixar levar pela sensação do torpor em minha mente, embora eu me sentisse angustiada, pressionada para ser exato...
Quando acordei, me senti desorientada por alguns minutos, só depois percebi que Ariel me segurava, sua camisa tinha um pouco de sangue, e ele me olhava com aqueles olhos brilhantes dele.
-Como se sente? – Ele me fitava de certa forma arrependido por ter bebido meu sangue.
-Um pouco tonta, mas nada de mais... –Abri um sorriso para ele – O que houve com sua camisa?
-Nada de mais... Apenas algumas gotas de sangue. Olhe-se no espelho.
Quando fiquei de frente ao espelho, vi o que ele tinha dito: Estava quase tão pálida quanto papel, meus olhos continuavam da mesma cor: Castanho-claros, mas com certo brilho a mais, quando sorri, vi os caninos pontiagudos, embora fossem menores do que imaginei.
-Eles saem pra fora no momento do ataque. Até lá, se parecem com caninos normais...
-Aaah... – Estava escuro lá fora, lua cheia, pelo visto fiquei adormecida o dia inteiro, quando me virei para falar com Ariel, ele estava trocando a camisa. – Ei!
-Hã? O que foi? –Ele me olhava, eu podia ver o tórax dele, e as cuecas também, maldito hábito de usar as calças lá em baixo!
-Não fique seminu na minha frente! –Eu cobri os olhos com as mãos, e instantes depois ouvi gargalhadas. – Por que está rindo? Não tem nada de engraçado nisso! – Ele tirou as mãos da frente de meu rosto, me forçando a olhar pra ele. Ele vestia uma calça preta, rasgada no joelho direito, com uma corrente, uma camisa com as mangas arrancadas, com um dragão vermelho, e um All Star cano longo preto.
-Acostume-se. –Ele disse sorrindo de forma maliciosa – Posso espiar você quando... –Eu lhe dei um cascudo na cabeça, me impressionado pela força, pois o fiz bater o rosto no chão. –Ai! Por que fez isso?
-Pervertido. –Eu saí do quarto, deixando-o com seu sorriso metido para trás.
Encontrei algumas roupas no meu quarto, e vesti uma calça jeans xadrez cinza, uma All Star preto com caveiras, e uma camisa do Nightwish, além de pôr aqueles braceletes com tachas.
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MensagemAssunto: Re: Fanfuck: Ankoku no Sekai - Fantasia (+16)   Dom Nov 27, 2011 10:24 am

Capítulo 2

Quando saí, os portões estavam abertos, então resolvi dar uma caminhada pela cidade, eu vestia um sobretudo preto por cima, já que estava frio. Encostei-me na beirada de uma ponte, que passava por cima de um rio, onde eu costumava brincar com meus amigos na infância.
Certamente que aquele palacete era-me familiar, havia um garoto que morava lá, sozinho, com seus criados. Diziam que seus pais haviam morrido, e o garoto tinha herdado tudo, ninguém chegava perto da casa do garoto, por medo. Eu fui a única a entrar na mansão, na época tinha um pé de amoras vermelhas perto do muro, eu pude pular para o outro lado com facilidade, e ao explorar o local, acabei encontrando o garoto sentado na beira de uma cachoeira, brincando sozinho. Quando me viu, ficou com medo, mas logo deixou que eu me aproximasse.
Seu nome era Alexander Colt, incomum não? Ele me disse que tinha 12 anos na época (dois anos a mais que eu). Que ele vivia sozinho com seus mordomos e faxineiras, e que seus pais trabalhavam fora da cidade. Nós passamos a tarde conversando, e quando voltei, meus pais me deram uma surra por entrar na mansão. Foi quando os boatos de que moravam vampiros lá começaram a se espalhar...
Eu ia todos os dias na mansão, brincar com Alexander, ele me contava histórias onde vampiros eram boas pessoas, e que não machucavam por querer. No início, achei que fosse coisa da cabeça dele, mas ele ficava obcecado por isso.
Foi então que a mansão pegou fogo, todos que estavam dento morreram, e o local ficou desocupado até três anos atrás, quando um nobre reergueu a antiga casa, fazendo pequenas modificações no local, impedindo que alguém entrasse.
A lua refletiu sua luz sobre mim, só então notei: Uma marca de lua minguante na face da mão esquerda, a marca dos vampiros, de acordo com os livros que eu li. Tratei de cobrir minhas mãos com as luvas que eu havia trazido comigo.
Durante vários dias, eu ai até a ponte, eu me sentia melhor, a sede passava e toda a angústia sumia... Mas, em uma noite as coisas foram um pouco diferentes...
-Sophia, é você? – Eu avistei um rapaz, eu o reconheci como Eric, um dos meus melhores amigos antes do ataque.
Spoiler:
 
-Agora entendi... –Ele sacou uma arma, certamente Eric Edwardian era um caçador de vampiros, e eu sabia bem disso!
-Eric, não faça isso... –Eu levantei minhas mãos, em posição defensiva. – Eu não fiz mal algum!
-É só mais um dos milhares de vampiros que dizem isso... –Ele ajeitou os óculos e quando vi, ele havia sido jogado contra um dos pilares da ponte.
-Você está bem Sophia? – Ariel perguntou, sua postura havia mudado completamente. Os cabelos soltos e desgrenhados, suas roupas, rasgadas (mais que o normal) e seus olhos, completamente vermelhos...
-Estou. O que aconteceu?!
-Apanhei de um urso aqui perto... –Ele disse indiferente
-Urso?! O que fazia lutando com um... Urso. –Então entendi. Vampiros não costumavam atacar humanos, pois atacavam animais! (nada a ver com Crepúsculo!).
-Outro vampiro? – Eric se levantou. – Chamou reforços Sophia? – o Sangue escorria pelo canto de sua boca.
-Na verdade, eu vim por livre vontade. Um Vampire Hunter hã? Há tempos que não vejo um legítimo.
-É de família... – Ele atirou, e Ariel foi ao chão. Eu só percebi que havia arrancado a arma de Eric e o prensado contra o chão depois...
-O que você fez?! –Eu disse, toda a raiva me fazia querer dilacerar o pescoço de Eric. E ele pereceu entender. Eu o joguei contra o pilar, fazendo cair.
-Calma... Vampiros não morrem com tiros. –Ariel disse se levantando lentamente – Aliás... Nem lembro como morremos. Mas, eu sei como ele vai morrer.
Eu senti uma forte pancada nas costas, Ariel havia sumido e Eric estava no mesmo lugar, parece que Chase conseguiu se soltar afinal. Eu me levantei calmamente e chutei a arma de Eric para dentro do córrego que passava por baixo da ponte, ele me olhou temeroso. Certamente com medo de morrer.
-Eu não vou matá-lo. – Disse rispidamente. – Irei esperar Ariel voltar e aí decido o que fazer com você. Até lá... – Eu sorri de uma forma macabra – Vou te manter amarrado aqui. – Fui até a mansão e voltei com uma corda, Eric ainda estava no mesmo lugar. Eu o amarrei no pilar de forma com que ele fosse incapaz de fugir.
(Ariel’s POV)
Quando acho que eu não teria mais problemas, o Chase foge! A decisão de que eu deveria tomar conta de um mestiço e torná-lo apto a viver na sociedade foi uma piada! Por causa disso Sophia foi transformada e agora eu tenho que correr atrás dele, e o pior é que eu não o encontro!
-Chase! Apareça agora! – Novamente sem resposta... E se... Me*da!
Eu voltei a mil para a ponte, e não deu outra: Eric foi atacado e Sophia tentava conter Chase, quando fui interferir, ela foi jogada na água, consegui deter Chase, e usei a corda que estava em Eric para amarrá-lo. Depois, tirei Sophia da água, e ela me ajudou a levar Eric e Chase para a mansão.
-O que faremos? – Estávamos na biblioteca, lá tinha sofás à frente de uma lareira, e como é inverno, é bem confortável...
-Não faço ideia, Eric foi transformado, não há dúvidas... – Eu disse – Teremos que mandá-lo para a corte, eles verão o que pode ser feito. Se for aceita a decisão do anti-veneno, ele pode retornar a forma humana.
-Por que isso não foi usado em mim? – Embora Sophia esteja aceitando a situação, entendo que ela queira sua vida de volta.
-O efeito funciona em até 24 horas, você ficou desacordada por 20 horas, para chegarmos ao conselho levaria no mínimo 5 horas.
-Levasse-me dormindo. – Ela levantou-se e saiu da biblioteca.
Peguei mais alguns pergaminhos contendo informações sobre vampiros mestiços. Embora fossem raros, eram os mais perigosos, pois uma mordida de um deles poderia transformar até vampiros puros em mestiços.
Deviam ser umas 6 da manhã, estava amanhecendo e eu estava quase dormindo em pé, fui em direção ao meu quarto, e vejo Sophia debruçada sobre a sacada da sala de estar. Ao me aproximar, vejo o que eu mais temia: ela estava com sede. E muito pelo visto!
-Sophia? – Toquei seu ombro, ela virou, e seus olhos estavam vermelhos.
-O que foi? – Sua voz era um fiapo, de alguma forma, tenho que impedir que ela continue com sede, ou será um problema, e dos grandes...
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MensagemAssunto: Re: Fanfuck: Ankoku no Sekai - Fantasia (+16)   Sab Dez 03, 2011 5:57 pm

Capítulo 3

-O que está se sentindo? – Perguntei
-Mal, me sinto tonta, com muita sede e não é de água!
-Acho que consigo algumas bolsas de sangue pra você. – Eu disse
-Não quero sangue... – Ela olhava para a lagoa, aquela vista certamente trazia paz.
Spoiler:
 
(Essa é a vista do palácio.)
-Você vai ficar doente assim. – Ela me olhou apreensiva. – Não é tão ruim, garanto.
-Sei. – Ela me acompanhou até a cozinha, havia um freezer com diversas bolsas de sangue, foi uma boa ideia “pegar emprestado” do banco de sangue da cidade afinal.
-Pode escolher. – Ela olhou por um instante e pegou uma bolsa de O-, que pertencia a ela mesma...
Ela rasgou um pouco da bolsa e começou a beber, tomando cuidado para não escorrer para a roupa. Ao terminar ela fez uma cara de nojo.
-Tem gosto de água! – Estranho. Geralmente sangue tem um gosto particular para cada vampiro.
-Ah, é mesmo... – Lembrei – Você só vai gostar de sangue de outros vampiros... Isso eu não posso conseguir
-What The F*ck? Como assim?
-Vampira mista lembra?
-Ah é... E agora? O que faremos?
-Infelizmente, você não pode morder nenhum de nós. Pois nos transformaria em vampiros mistos. Então, a melhor opção e uma transfusão.
-Você vai pôr seu sangue em saquinhos? – Ela parecia não acreditar
-Tens alguma opção melhor?
-... Não. – Ela disse por fim.
Extraí cinco bolsas de sangue, e Sophia as guardou no frigobar que ficava em seu quarto. À noite, teríamos que convencer o conselho a permitir que Sophia viva conosco. Ou teremos problemas.
-Ei Ariel... – Ela puxou a manga de meu casaco.
Spoiler:
 
-Que foi? – Ela fez uma careta fofa para tentar me persuadir.
-Posso ir à cidade? Posso, posso? – Seus olhos brilhavam, quem olhasse diria que ela não tem mais de 15 anos, mas conheço a quão problemática ela pode vir a ser.
-Não. – Eu disse seriamente
-Por quê?! Nháá, eu queria suco de uva! – Ela ficou emburrada, que ótimo.
-Eu trago pra você. – Ela me olhou emburrada e disse.
-Eu cansei de ficar aqui dentro... Não tem nada pra fazer!
-É perigoso, já pensou se um Vampire Hunter devidamente treinado te encontra? – Ela me olhou.
-Eu faço uma carinha kawaii e saio correndo!
Spoiler:
 

-Venha comigo... – Ela me seguiu até um quarto em especial: O quarto do Chase.
-O que tem aqui? – Eu não gostaria de mostrar o que Chase virou depois da transformação. Mas ela precisa saber o que acontece com esse tipo de vampiro.
-O Chase está aqui. – Peguei uma fotografia dele antes da transformação e dei para ela:
Spoiler:
 

-Ele é bonito! – Ela disse
-Isso foi antes... – Quando abri a porta ela deu um grito, ele estava acorrentado e estava desse jeito:
Spoiler:
 
-Ariel... – Ele gemeu
-O que aconteceu com ele?! – Ela entrou no quarto e eu a segui.
-Isso é o que acontece quando um vampiro ex-humano perde sua consciência para a sede...
-Não podemos reverter a situação dele? – Ela parecia determinada a qualquer coisa.
-Você pode transformá-lo. Caso contrário, ele irá morrer em dias.
-Mas... – Ela me olhava suplicante
-Que cheiro é esse? – Ariel farejou. – Essa não! Um humano entrou no pátio!
-E qual é o problema? – Sophia me encarava
-Eric está solto! – Eu a arrastei para fora do quarto e tranquei a porta, depois saí correndo para o pátio, e vi Eric e uma garota rindo e conversando normalmente.
-Shizuka?! – Sophia exclamou.
(Sophia’s POV)
-Shizuka?! – Exclamei, como ela entrou aqui? E por que Eric não a atacou?!
-Yo Sophia-Chan!
Spoiler:
 
-O que faz aqui? Como entrou? Como achou esse lugar? Por que não foi atacada? Por que eu to tão nervosa?!
-Eita! Calma aí! – Ela abanou os braços freneticamente, fazendo-me respirar fundo. –Primeiro, vim te ver, segundo: pulei o muro, terceiro: eu te segui outro dia até aqui, e como assim “não foi atacada”?
-Er... Bem... – Droga, falei demais!
-Shizuka... – Eric começou – Você não devia ter vindo aqui. Entendo que queira ver Sophia, mas é perigoso para você ficar.
-Por quê? – Ela olhava para nós – E quem é o ruivinho atrás de vocês? – Ela apontou para Ariel
-Meu nome é Ariel Fushi. Sou o dono deste lugar.
-Prazer, Shizuka Minarai, ao seu dispor! – Ela se curvou gentilmente – Mas por que é perigoso?
-Shizuka... Promete-me três coisas? – Sophia perguntou
-Claro! – Ela respondeu prontamente – Quais coisas?
-Que você não vai espalhar o que eu te disser. Que não vai sair correndo e que não vai dar chilique quando souber o que eu vou te dizer?
-Ta bem. Mas o que é tão ruim que eu não posso falar pra ninguém?
-Somos vampiros Shizuka. – Ariel falou
-Vampiros? A ta, e eu sou a Marlyn Monroe com aquele vestido!
-É verdade. – Eric disse. – Fomos transformados, e agora estamos aqui... – Ele disse pesadamente
-Então... Vampiros realmente existem... E uma mordida transforma?
-Isso mesmo. – Sophia disse se aproximando de Shizuka – Não tem medo?
-Um pouco, mas acho que tudo o que é desconhecido dá medo. – De certa forma Ariel relaxou um pouco. Shizuka ficou mais um pouco e foi embora, prometendo que voltaria no dia seguinte.
Eu e os garotos voltamos até a “cela” de Chase, quando Eric viu o estado em que Chase se encontrava, não teve dúvidas: Ele aceitou transformar Chase. É claro que ele seria um vampiro misto, e sua recuperação seria lenta. Mas vale a pena tentar.
No outro dia, fui levar um pouco de comida para Chase, ele estava adormecido, e sua aparência já estava voltando ao normal. Eu deixei a bandeja ao lado da cama, e fui saindo, quando ouvi ele me chamar:
-Sophia, não é? – Sua voz era fraca, mas eu podia ouvi-la com clareza.
-Sim. – Me virei e ele estava sentado, apenas com uma calça de moletom, já que ele suou muito durante a noite. – E você é Chase...
-Kyoki, Chase Kyoki. – Ele sorriu fracamente – Minhas sinceras desculpas pelo que aconteceu com você. Mas o cheiro do seu sangue era ótimo! E eu tava morrendo de sede sabe?
-Sei... – Eles falam com naturalidade... Tipo, ah, provoquei uma pandemia mundial que matou milhões, mas eu tava entediada sabe? – E agora? O que você vai fazer?
-Não sei... Ainda to meio mal, mas daqui a alguns dias já vou estar apto a vagar por aí de novo... E o Ariel? Ele te transformou?
-Foi. – Eu alcancei a jarra de sangue para ele.
-Soube que a noiva dele vem pra cá. – Noiva?! Eu deixei um prato cair no chão, e Chase abriu um sorriso idiota – Aaaaah, então alguém estava interessada nele!
-Urusai! – Eu juntei os cacos de porcelana e pus na bandeja. – Não estava interessada nele, só fiquei surpresa com a notícia de que ele tinha uma noiva, afinal, ele não me disse nada. – O olhei com indiferença, e era verdade!
-O nome dela é Adelle Fudotokuna. Ela é uma princesa do reino vampiro, e uma das pouquíssimas sangues-puros que ainda existem.
-Entendo. E quanto a nós? Tenho certeza de que ela não vai aceitar vampiros mistos aqui. Principalmente por Ariel ter me dado o sangue dele.
-É... Pera aí! Ele te deu o sangue dele? – Ele deu um pulo
-Sim, ele me deu umas bolsas de sangue. Por quê?
-Caramba! Dar o sangue a outro vampiro é um ato de extrema confiança, e você deve um favor a ele! – Ele ainda sorria – Vem cá. Esse sangue é seu né?
-Sim. Não quis pedir pra ele ou pro Eric, e sangue humano não é bom pra nós. Então pensei: Se o sangue de vampiro é o que nos atrai, mas não podemos mordê-los, e se o sangue de um vampiro mestiço servisse? Não haveria problemas já que somos “iguais”, assim por dizer.
-Bem pensado. Embora prefira morder seu pescoço a beber de um jarro.
-Preferia quando você ficava quieto! – Eu disse rispidamente, ele riu. Felizmente ele estava melhor, mas ele me tira do sério!
-Você é uma graça. Mas me diga, o que o conselho disse sobre nós? – Ele estava sério, e percebi a tensão ao tocar nesse assunto
-Ariel não me disse nada, mas acho que coisa boa não vai ser. – Ele assentiu
-Que tal andarmos um pouco? Minhas pernas estão dormentes!
-Vou trazer uma roupa pra você vestir. E pelo amor da Deusa, não se troque na minha frente! – Eu disse saindo.
Vasculhei o armário do antigo quarto de Chase, e achei uma roupa para um dia de inverno. Uma camisa e uma calça, peguei um par de meias e um tênis, pronto.
Enquanto andávamos pelo pátio, eu eventualmente tinha que ajudar Chase, pois ele perdia o equilíbrio. Ao avistar Ariel, ele estava com uma garota, um pouco mais baixa que ele:
Spoiler:
 
-Sophia? Chase? – Ele estava visivelmente desconfortável ao nos ver.
-Quem são eles? – Ela perguntou melosamente
-É a noiva dele. – Chase cochichou ao meu ouvido
-São meus amigos. Sophia Dhellende e Chase Kyoki. – Ele disse indiferente
-Prazer! – Ela abraçou Chase, mas ao me ver, se conteve a um aperto de mão.
-Prazer em conhecê-la Senhorita Adelle. – Disse me curvando.
-É. Que seja. – Ela respondeu – Vamos Ariel! – Ela o puxou para longe de nós, deixando-o irritado.
-Nojenta... – Eu disse. Chase riu, e nos sentamos em baixo de um antigo carvalho que residia no centro do pátio. – Não confio nela!
-Não confie mesmo. Ela pode parecer fofinha, mas é uma cascavel. – Ele disse – Ela já armou para que eu perdesse minha credibilidade no conselho.
-Achei que não se conhecessem.
-E não nos conhecíamos, até agora. – Ele disse. – Posso apoiar minha cabeça no seu colo? To meio tonto. Sem segundas intenções, juro!
-Ta, pode sim. – Ele se deitou e usou minhas pernas de travesseiro, o engraçado e que ele brincava com as fitas do meu vestido. – Acho que teremos problemas com o casamento deles.
-Por que acha isso? – Ele estava distraído com as fitinhas.
-Ela não vai nos querer por perto.
-Aposto que não. Mas acho que podemos dar a volta por cima. Afinal, Ariel não vai obedecer como um cego a ela.
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MensagemAssunto: Re: Fanfuck: Ankoku no Sekai - Fantasia (+16)   Sab Dez 10, 2011 6:10 pm

Capítulo 4


-Espero que não... Mas diga-me, como vampiros morrem afinal?
-Há três possibilidades: 1ª: uma estaca no coração, o normal. 2ª: eles podem morrer de sede, mas acho pouco provável. E 3ª: se tiver a cabeça arrancada. O método mais cruel na verdade.
-Sol?
-Só sensibilidade. E não dormimos em caixões como pode ver. Alho tem um cheiro ruim para qualquer um, por isso não gostamos, água benta nem faz nada e um crucifixo é só um símbolo religioso, nada mais.
-Hmm. E quanto a lobisomens?
-Ah! Nem me lembre deles! Eles só morrem com prata, sabe o quão difícil é fazer balas de prata?
-Então eles existem...
-E eles são tão cruéis quanto... Ah sei lá, mas eles são cruéis.
-Hmm, e como eu encontro um deles? – Eu estava determinada a descobrir tudo o que eu conseguir sobre o conselho, se necessário, até me envolver com o inimigo eu farei!
-Sei lá, eles vivem em sociedade, mas se transformam quando querem, ou quando a lua cheia aparece. É isso o que sei. – Chase realmente sabia de muita coisa, e aposto que sabe de muito mais.
-Eu vou sair, avise o Ariel de que não voltarei tão cedo. – Eu cuidadosamente coloquei a cabeça dele no chão e me levantei.
-O quê? Como assim? Aonde você vai?! – Eu não queria falar sobre aquilo.
-Passear! – Abri um falso sorriso, que Chase pareceu aceitar.
-Ta bom, mas não demore. Ariel vai ficar uma fera comigo se você transformar alguém! – Ele riu um pouco, o que me fez sorrir. Era bom ver que ele estava bem.
-Vou com você. – Eric apareceu em meio às árvores. – E não diga não, vou do mesmo jeito.
-Ta bom né. Então eu vou pegar algumas coisas pra viagem e já volto. – Fui ao meu quarto e peguei as bolsas de sangue, algumas roupas e uma maletinha de primeiros socorros. Quando voltei, Eric já estava pronto.
Primeiro passei na faculdade onde eu estudava, precisava ver uma pessoa: Kyo Yokubo, meu colega de classe. Entrei sozinha, pois não queria muita atenção.
-Kyo! – Ele acenou para mim e veio em minha direção. Ele era considerado Kawaii
Spoiler:
 
-Oi Sophia-san! – Ele tinha descendência nipônica, então falava em japonês com freqüência.
-Como vai? – Nos sentamos em um banco perto de uma fonte, ele tinha um sanduíche e uma garrafa de chá em mãos.
-Bem. Por que você sumiu? Eu fiquei preocupado, achei que tinha sofrido um acidente ou algo do gênero!
-É... Pode-se dizer que foi isso. – Eu sorri – Mas e você? Como estão as aulas?
-Ainda estudamos anatomia. Nada que você não conheça. Mas, vai voltar pra faculdade não vai?
-Eu não posso. – Eu me sentia culpada, pois Kyo era perseguido por um grupo de Punks da faculdade, então eu o defendia sempre, mas agora...
-Entendo. Ah! Akira-sensei! Como é bom vê-lo! – Um cara não muito mais velho que nós (uns 20 eu suponho) se aproximou. Era Akira Bitoku, professor de anatomia
Spoiler:
 
-Ah... Oi Kyo e Sophia? – Ele ficou me olhando por um tempo – O que faz aqui?
-Vim dar um tchau para o Kyo. Vou me mudar... – Essa era uma das desculpas que sempre funcionavam.
-Ahh... Bem, tome cuidado à noite, parece que vampiros estão a solta. – Ele era um dos Vampire Hunters invictos que restaram, e tinha uma aprendiza, sua irmã mais nova Saeko Eisei, ela fora adotada, então não tinha o mesmo sobrenome.
-Vampiros? – Disse em tom de deboche – Acha mesmo que eles existem?
-Sim, e eu sei que você também sabe muito bem disso. – Seus olhos cautelosos fixavam em mim de uma forma ameaçadora.
-Que seja. – Kyo quebrou o silêncio. – Contando com tudo o que é bizarro nessa cidade, vampiros são o de menos. – Eu me levantei e beijei o rosto de Kyo, depois, Akira apenas apertou minha mão.
-Até logo! – Eu virei para ir embora, quando cheguei ao portão, fui parada por Akira-sensei.
-O que aconteceu? – Ele pegou meu cachecol e puxou, mostrando a cicatriz das mordidas. –Ahhh... Vampira mista é?
-Não te interessa. – Tentei puxar o cachecol de volta, mas ele era mais forte, de certa forma.
-Muita exposição ao sol te deixa fraca. E... Por que não atacou Kyo?
-Sangue humano não me satisfaz. – Eu disse, por fim, ele soltou o cachecol e abriu um sorriso
-Ta desconfiando do conselho não ta?
-Exato. E a noiva de meu amigo não me deixa em paz. – Confessei.
-O irmão do Kyo é um lobisomem, o nome dele é Kouta Yokubo. Mas cuidado, ele é... “malandro”.
-Ta bom. Vou me cuidar. – Eu agradeci e saí pelos portões, Eric me esperava logo adiante.
-Achei que não voltaria. – Ele sorriu – Conseguiu algo?
-Kouta Yokubo. É um lobisomem. – Ele arregalou os olhos, Kouta era colega de Eric em química, e ele sabia muito bem como Kouta era.
-Tem certeza? – Pousei minha mão no ombro esquerdo dele e disse:
-Akira-sensei me disse. Ele é um Vampire Hunter invicto lembra? – Ele assentiu, peguei minhas coisas e seguimos adiante.
Ao chegarmos à casa de Kouta, era à beira de um lago, e era um belo chalé de madeira, eles viviam em uma floresta (típico não?) e Kouta veio até nós, apreensivo:
-O que vampiros querem aqui? – Ele era ríspido, mas sua face demonstrava deboche:
Spoiler:
 
-Oi Kouta... – Eric disse.
-Eric?! Cara, o que fizeram contigo?! – Ele ficou surpreso, e ao me ver disse – Foi ela que te mordeu? Devo estraçalhar o pescoço dela? Ou então... – Eu bati com a maleta na cabeça dele, e ele soltou um grunhido.
-Ou quem sabe calar essa sua boca grande e nos escutar? – Eu estava de mau-humor, detesto gente que fala demais! – Meu nome é Sophia Dhellende, e precisamos de sua ajuda.
-Claro gata! – Outra maletada, odeio quando me chamam assim... É vulgar!
-Da pra parar com isso? – Eric disse, provavelmente para nós dois. – Bem, podemos entrar?
-Claro! – Ele abriu o portão da casa e nos conduziu para dentro. Sentamo-nos em uma mesinha, e eu comecei a falar.
-Eu tenho certas dúvidas sobre o conselho de anciões. – Ele me escutava. – Tenho um amigo que vai se casar com uma princesa vampira. E eu tenho certas preocupações quanto a nossa estadia no local onde estamos.
-Entendo... – Ele disse sério – Bom, o conselho de anciões é formado por 6 Vampiros de sangue puro, e seus filhos são os próximos anciões, porém, os anciões devem se casar entre eles, digo, um ancião com outro, para a linhagem continuar invicta. Por mais nojento que seja, até traição eles aceitam, contanto que seja com um puro-sangue. Os registros que eu tenho são vagos, mas acho que podem te ajudar a abrir os olhos com esses vampiros. – Ele foi até uma estante e depositou um livro antigo na minha frente.
Spoiler:
 
-Divirtam-se! – Ele ia saindo
-Aonde você vai?! – Eu perguntei
-Eu? Ora, preciso caçar! Ou acha que eu gastaria meu dinheiro com comida artificial? – Ele sorriu e saiu, nos deixando sozinhos.
-Quer que eu leia? – Eric perguntou.
-Quero sim... – Ficamos horas em cima daquele livro, até que ele achou algo interessante
-Ei! Olha isso!
“Junho, 26, 1579. 8ª reunião do conselho de anciões, eu, Jared Fushi junto com minha esposa Katherinne Kyoki decidimos que era melhor que vampiros e humanos aprendessem a conviver em sociedade. Embora os outros anciões não acreditem em minha ideia, principalmente Fudotokuna. Acredito que eu tenha que agir por meu filho Kaoru, pois esse conselho está cheio de hipócritas que se dizem puros-sangues.”
“Setembro, 30, 1590. Meu marido Jared foi brutalmente assassinado pelos membros do conselho, atualmente estou escondida com lobisomens e deixo aqui minhas últimas palavras, pois os conselheiros estão aqui:
Ao meu filho Hitachi: Mesmo não tendo puro-sangue, eu o amo tanto quanto amo Kaoru, espero que carregue meu sobrenome com orgulho, e nunca se esqueça:Vampiros foram manipulados a achar que são monstros! O conselho é perverso, e só quer o controle sobe os demais vampiros.
Aos que estiverem lendo isso: O ancião da tribo de lobisomens sabe onde se pode encontrar o tesouro que os anciões tanto almejam: o vampiro puro. O sangue dele é capaz de transformar até um humano em algo muito mais poderoso que um vampiro puro-sangue. A família Dhellende é responsável por sua segurança. Hellena Dhellende é a atual guardiã, por favor, que um descendente dos guardiões leia isso e encontre o sangue, por favor, destrua o conselho corrupto que se expande cada vez mais!
Eles entraram, e eu deixo meu último depoimento no assoalho de uma velha cabana, e junto dele, a chave de mansão de Alexander Colt”
-Isso é terrível! Espere. Chase tem o sobrenome Kyoki, e ele me disse que Adelle o desacreditou no conselho, e se ela soubesse da história da traição de Katherinne? E outra coisa, como assim os Dhellende são guardiões? – Minha cabeça estava cheia demais, eu precisava descansar dessa loucura...
-O ancião atual disse que sabe tudo que o antigo ancião disse a ele, todos são assim. – Kouta entrou com alguns peixes em uma rede – Posso falar com ele se quiserem.
-Por que faria isso? – Eric disse
-Ora, porque foram esses hipócritas que nos restringiram a essa região! – Ele mostrou seus caninos em um largo sorriso – E porque Kyo não merece viver nesse inferno.
-Certo. Tem algum aliado? – Perguntei
-Claro! E você deu sorte, ele é filho de um conselheiro! Komuro Chujitsudo.
-E ele está aqui? – Eric perguntou, um rapaz desceu as escadas do chalé.
-Me chamou Kouta? – Ele deslizava suavemente pelo chão até parar ao lado do amigo.
Spoiler:
 
-Sim Komuro, está é Sophia Dhellende. Ela é uma vampira mista, e quer detonar o conselho de anciões.
-E eu sou Eric Edwardian, já que Kouta não me apresentou – Os dois apertaram as mãos e Komuro me conduziu até o lado de fora.
-É um prazer conhecê-la Srta. Dhellende. A que posso ser-lhe útil?
-É um prazer. Bem, você deve conhecer minha família, não é? – Ele assentiu, então prossegui – Eu gostaria de iniciar minhas funções como guardiã. Se fosse possível.
-Ora, você já faz isso há muito tempo! Você por acaso recebeu um pingente contendo um líquido vermelho de sua mãe ou tia?
-Já, eu inclusive o escondi na praia perto de nossa antiga casa. Por segurança.
-Em uma... Praia? – Ele devia estar pensando que eu era louca
-Eu sei sua exata localização, posso pegá-lo a hora que quiser. – Ele acenou e chamou Kouta.
-Vamos a uma praia. – Ele disse, providencie roupas para Sophia, por gentileza.
-Eu não gosto de biquínis. – Tudo bem que era inverno, mas a água sempre era quente em Miami, sim, morei em Miami antes de vir para Urbis Lamiam. – Eu gostaria de ir o mais rápido possível, se não se... Importam. – Os dois vestiam nada mais que um calção e uma camisa, nem chinelo usavam. Eu tirei as meias e os sapatos, vesti um vestido mais simples e pus um chinelo.
-Kouta, está de acordo em nos levar? – Ele acenou com seu sorriso metido e logo se transformou.
Spoiler:
 
(de quatro patas ele tem a metade da minha altura...)
-Não vão subir? – Ele perguntou, se uma pessoa se transformar em lobo já é estranho, se transformar em um lobo que fala é pior ainda!
-Vá à frente, assim posso te segurar caso ameace cair. – Komuro disse, eu obedeci, apesar de ser inverno, os pelos dele eram bem quentinhos, então Komuro subiu atrás e pôs seus braços segurando o pescoço de Kouta.
-Só cuida pra não quebrar meu pescoço, ta? – Kouta disse – Muito bem, apertem os cintos que o titio Kouta vai decolar! – Quando ele saiu correndo fui automaticamente lançada contra Komuro, que me segurou com um dos braços.
Chegamos em tão pouco tempo, que cheguei a me perguntar onde estávamos, eu estava muito tonta e com ânsia de vômito, fui até um chalé com estátuas de dragões, eu tinha uma amiga chamada Tami, que morava ali, quando me viu me levou imediatamente para o banheiro, e convidou os rapazes a entrar.

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MensagemAssunto: Re: Fanfuck: Ankoku no Sekai - Fantasia (+16)   Sex Dez 23, 2011 7:29 am

Capíchulo 5 xD


Quando fui para a sala, ela me ofereceu um chá de flores de cerejeiras, estava delicioso, me pergunto onde ela consegue tudo isso, ela tinha uma tatuagem de um dragão branco que ia de seu ombro direito até a face da mão esquerda, e o incrível é que ele parecia se mover de acordo com o ângulo que você olhava.
-Bem. Por onde começamos? – Kouta vestia um quimono emprestado, Tami ensinava Kendo em Miami, por tanto ela tinha diversos quimonos em casa.
-Eu agradeço sua compreensão senhorita Kamuya, estamos procurando um antigo pingente que Sophia diz ter escondido na praia. – Komuro disse.
-Ah, sim. Eu o encontrei há alguns anos e está guardado em meu quarto, eu já volto. – Quando voltou, trouxe uma caixa de jóias, e dentro dela estava o pingente.
(este é a porta jóia)
Spoiler:
 
(e este o pingente)
Spoiler:
 
-Obrigada por proteger meu pingente. – Eu agradeci, quando o peguei, sua forma se alterou para esta: (só finja que o centro tem uma pedra com líquido vermelho dentro ta?)
Spoiler:
 
-Ué?! – Eu me espantei, Komuro começou a rir.
-Cada guardiã tem uma... Peculiaridade quanto ao pingente. No seu caso, este é o formato que se adapta com você. – Eu o coloquei no pescoço, por algum motivo, me senti mais determinada a partir daquele momento. Eu iria descobrir os podres do conselho e acabar com todos que estivessem em meu caminho!
Ao voltarmos, Eric saiu da casa apressadamente e veio até minha direção, puxando-me para longe dos outros, a sua face demonstrava terror, e, quando ele começou a falar, sua voz tremia como eu nunca havia visto:
-Ariel está aqui, e está furioso! Ele quase brigou com Chase por ter deixado você sair da mansão, ele realmente ta uma fera!
Quando entrei, Ariel realmente estava com uma cara de raiva, Komuro entrou logo em seguida pondo-se a minha frente, impedindo-me de passar.
-Ariel... – Ele disse ríspido, eu localizei Chase sentado no sofá, o rosto dele estava vermelho, consegui ir até ele.
- O que aconteceu? – Eu disse
-Ele tava raivoso, eu disse pra não demorar. – Ele deu um sorriso – Descobriu algo?
-Você nem imagina. – Eu disse baixinho, e sorri de modo sádico – Acho que posso derrubar o conselho.
-O que faz aqui Chujitsudo? – Ariel zoava frio
-Vim aqui para proteger aquilo que você tentou destruir. – Ele olhou de canto em minha direção – Achou que o sangue estava com ela não é? Por isso deixou que Chase a atacasse.
Eu não podia acreditar, Ariel deixou que Chase me atacasse, pois pensou que o sangue estava comigo?! Quer dizer que ele estava me usando todo esse tempo?!
-Explique-se – Meu tom de voz saiu mais sério do que imaginei
-Vai mesmo acreditar em um renegado? Komuro foi expulso do conselho, pois não ia de acordo com as ideias deles.
-Eu não ia de acordo com a chacina que fariam para encontrar o maldito sangue do criador! Você queria que matássemos todos os guardiões para encontrar o sangue e se deliciar do poder dele! – Komuro mostrou suas presas, seus olhos demonstravam muita raiva – E minha família pagou o preço de idiotas como vocês! Eles não mereciam terem sido mortos por uma corja feito vocês, que se dizem ser sangues-puros, Você não vai encostar um dedo em Sophia, nem que eu tenha que te matar para tal!
Eu me levantei e fui até Ariel. Komuro me olhou como se eu fosse burra ou algo, eu me concentrei ao máximo e dei um tapa no rosto de Ariel, que o fez atravessar a parede do chalé.
-Se você chegar perto de mim novamente... Eu arranco sua cabeça e exponho em praça pública, ouviu?! – Eu realmente zoei ameaçadora, estava tomada pela raiva, e não podia acreditar que Ariel tinha sido capaz de matar a família de Komuro pelo sangue.
-O que? Vai mesmo...
-Cala a boca Ariel! – Eu gritei, Kouta pôs a mão em meu ombro e disse bem alto:
-Entre aqui de novo pra ver o que te acontece. Eu vou devorar até seus ossos, vampiro nojento!
Quando vi, Kyo estava do meu lado, e estava com uma postura quase tão ameaçadora quanto a do irmão.
-Espero não ter problemas com você de novo Ariel. Lembra o que aconteceu da última vez não? Sua raça foi massacrada.
-Olá? Alguém em... Casa? – Akira entrou no chalé e ao ver a cena, pôs uma garota que reconheci como Saeko para trás dele – Parece que eu cheguei em boa hora afinal. – Ele tinha uma katana na cintura, e Saeko portava dois revolveres.
-Bem vindo, Akira-san! – Disse Kouta – Estávamos expulsando Ariel daqui agora mesmo! – Ele deu um sorriso macabro
-Eu... Digo, nós adoraríamos ajudar, certo Saeko? – A garota acenou com firmeza.
Spoiler:
 
-Certo... – Ela disse.
-Bem, acho que devemos jogar o “ruivinho” no lago! Quem apóia? – Komuro pôs a mão no ombro de Kouta e interviu.
-Lembrem-se de que não devemos nos precipitar. Ele vai a julgamento pela manhã, e precisa estar em “bom estado” quando chegar lá. Amarrem-no de cabeça para baixo na árvore até a hora do julgamento, eu me responsabilizo pelo transporte. – Komuro se virou para mim – Você é uma pessoa... Interessante. – Ele fez uma reverencia e em seguida subiu as escadas para seus aposentos.
-Sophia, por que não vai com ele? – Kyo disse, eu resolvi obedecer, então subi as escadas, Komuro me esperava lá em cima.
Seguimos em silêncio até o quarto dele, estava bem arrumado, e não tinha o cheiro viciante de sangue como o palácio de Ariel. Em comparação, este era um lugar bem mais simples, porém, bem mais aconchegante.
-Quer se sentar? – Sua voz tinha saído calma, e até gentil, bem diferente das últimas horas. – Desculpe por eu ter me descontrolado há pouco.
-Eu não me importo. – Eu disse sorrindo. – Como as coisas ficarão daqui para frente? – Ele apenas me observava.
-Não tenho certeza. Ariel é poderoso. – Houve ênfase no é, senti uma ponta de medo. – Ele tem chances de se safar, e pior, eu tenho chances de levar a culpa... – Ele suspirou
-Não é justo. – Eu disse com firmeza, Komuro estranhou – O conselho está cada vez mais corrupto, e agora os justos é que levam a culpa? – Eu me assustei por não haver uma ponta de histeria em minha voz – Eu simplesmente não consigo aceitar.
Quando olhei novamente, os olhos de Komuro estavam vermelhos, e ele procurava algo em sua geladeira particular. Diferente dos outros vampiros, ele se controlava, mesmo com sede.
-Desculpe, mas você pode pedir para Kyo vir aqui? – Eu fiquei pensando um pouco, Kyo estava com um lenço no pescoço quando chegou...
-Sabe que o sangue de um vampiro ajuda a controlar melhor a sede não? – Komuro me encarava surpreso.
-Não vou beber seu sangue. – Eu suspirei
-Você é chato mesmo hein? – Ele continuou em silêncio – Eu tenho algo de errado por acaso? – Ele se levantou e veio até mim.
-Não, claro que não! Eu apenas... Não me sinto confortável te pedindo esse favor. – Ele disse meio sem jeito.
-Que favor se sou eu quem está oferecendo? – Eu disse chegando mais perto, Komuro era cerca de 10 centímetros mais alto que eu, e sua beleza deixaria qualquer uma doida.
-Por que faz isso? – Fora que sua voz deixa até mesmo eu meio desconcentrada – Por que doa seu sangue como se não fosse nada?
-Não é assim. Acredito que, se sou uma guardiã, como você mesmo disse, devo ajudar da maneira que eu puder. Eu me enganei a respeito de Ariel, e não pretendo cometer o mesmo erro novamente. E aí, aceita ou não? – Era incrível como ele se controlava.
-Se eu beber seu sangue, terá que ser só o seu. Não posso ficar trocando toda hora. Concorda com isso? – Eu assenti. –Pois bem. Espero que Kyo não fique bravo comigo. – Ele disse rindo baixo
Ele abriu a gola de meu vestido, deixando meu pescoço à mostra, eu fechei os olhos, e senti a ‘picada’, mas não me deixou nervosa ou aflita, pelo contrário, fez tudo o que me preocupava sumir instantaneamente. E durou bem menos tempo do que outras vezes, Komuro mantinha uma dieta saudável, então bebia quantidades menores de sangue.
-Doeu? – Ele perguntou me estendendo um lenço, vendo que eu neguei, ele sorriu – Como você deve ter percebido. A mordida de cada vampiro tem uma diferença. Essa diferença demonstra a personalidade. O que você sentiu quando foi mordida por Chase?
-Medo, angústia. Além de muita dor. – Eu disse
-Com Ariel foi diferente?
-Eu me senti frustrada, pressionada eu diria.
-E agora? Como se sente?
-Exatamente o contrário. – Eu disse sorrindo, eu amarrei o lenço no pescoço, para disfarçar as marcas que ficaram.
Quando descemos, todos jantavam alegremente, pude ver Ariel pendurado em uma das árvores mais altas e não pude conter o riso. Logo estávamos comendo junto com os outros, Kouta fez peixe assado, tudo ia bem, quando fomos interrompidos pela porta voando.
-O que diabos o Ariel faz pendurado lá?! – Era Adelle – Anda! Quero uma explicação!
Komuro lentamente se levantou e caminhou até Adelle, que exibiu um sorriso metido, para meu desgosto. Ele pôs as mãos no bolso do casaco e disse:
-Ele está lá, pois invadiu uma área proibida a vocês, e se não quiser ir parar lá também, sugiro que se retire. – Pelo olhar dela, estava com muita raiva, quando ela me viu tive certeza disso.
-Ah... Você. – Ela disse com nojo – Eu devia saber que estava com essa corja. – Ela se virou mas eu fui mais rápida, em um piscar de olhos, eu estava segurando seu ombro.
-Corja, são vocês, que se autodenominam puros-sangues. E sim, estou com eles. Algo contra? –Ela apenas me olhou com desprezo e respondeu:
-Eu gostaria que você não me tocasse. – Eu ia responder, mas Komuro gentilmente me impediu.
-Ela tem razão. Vai que você pega um tétano? – Eu comecei a rir, junto com todos. Adelle obviamente se ofendeu.
-Eu vou levar Ariel. E vocês vão se arrepender! – Komuro segurou o braço de Adelle
-Não, você não vai levá-lo. Se encostar nele, sua cabeça vai rolar antes que pisque seus olhos. – Ele falava ameaçadoramente.
Eu deitei no sofá, mas por algum motivo, não consegui dormir, eu fui até a entrada da casa e logo avistei Ariel pendurado, ele balançava com a força do vento. Embora não parecesse ser ele, quando me aproximei, vi o que tinha acontecido.
-Oi... – Chase disse, ele estava pendurado no lugar de Ariel. – Acho que fui surpreendido.
-Ah, você acha? – Eu disse. – Cadê ele Chase?
-Bem atrás de você. – Eu gelei. Eu gritei o mais alto que consegui, senti uma forte dor no tórax e desmaiei.
-Sophia?! – Komuro gritou ao encontrar a jovem em uma poça de sangue. Ariel a tinha matado?
-Eu não a matei se é o que está pensando. – O ruivo disse encarando o mais velho – Sabe Komuro, o seu problema é que tem uma quedinha pelas guardiãs. Elas nem servem para nada! – Komuro permaneceu com Sophia nos braços.
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MensagemAssunto: Re: Fanfuck: Ankoku no Sekai - Fantasia (+16)   Qua Dez 28, 2011 2:16 pm

Capítulo 6


Embora Sophia continuasse desacordada, Komuro sentia o corpo dela esquentando-se lentamente, então resolveu deitá-la, por precaução.
-Sabe qual o seu problema Ariel? – O ruivo sorria de forma debochada. – É que você subestima aos outros. – Komuro se afastou, enquanto Sophia levantava-se lentamente.
Os olhos da jovem estavam vermelhos, seu rosto perdeu toda a expressão que um dia existiu, quando ela abriu a boca para falar, seus caninos reluziam, e sua voz era tão impressionante, a ponto de deixar até mesmo Komuro com medo.
-Você não presta mesmo... – Ela disse – Acha que um simples ataque daqueles me mataria? Francamente!
O sangue que antes pertencia a Sophia se tornou um círculo no chão, aos poucos, labaredas foram se formando e logo, Sophia e Ariel estavam cercados pelas chamas ardentes. Os outros chegaram e viram a cena, igualmente com medo.
-Komuro, o que diabos está acontecendo?! – Era Kouta quem perguntava
-Nunca vi nada igual. Mas presumo que Sophia despertou. – O vampiro disse.
-O que pretende fazer? Queimar-me? – Ariel perguntava
-Exato. – Não havia expressão no rosto da guardiã – Você matou a todas nós, e agora irá pagar Ariel. – Percebia-se que existiam mais de uma voz quando a jovem falava, não era apenas Sophia, mas todas as guardiãs que um dia existiram.
O pingente que residia no peito de Sophia agora planava loucamente, com um brilho intenso, as chamas aumentaram, tornando o calor insuportável até para vampiros, mas por algum motivo, Sophia parecia não sentir nada.
-Seus crimes Ariel, serão julgados por nós. As guardiãs que protegem os vampiros, e também, aquelas que estão aptas a matarem vampiros.
Ouviu se um grito e as labaredas sumiram, Ariel havia sido desintegrado e Sophia estava parada, fitando o horizonte (ou qualquer outra coisa). Em segundos, a jovem foi ao chão.
Eu acordei meio desorientada, percebi que estava no quarto de Komuro, minha cabeça girava e eu me sentia muito tonta. Flashes da noite anterior ecoavam em minha mente, me perdi em meus pensamentos, até que Komuro entrou no quarto.
-Ah, você acordou! – Ele sorriu e se aproximou – Como se sente?
-Olha, bem mal. – Ele assentiu e sentou-se perto de mim – O que aconteceu?
-Não se lembra?
-Minhas lembranças estão confusas, minha cabeça gira... – Ele pareceu entender.
-Creio que seja melhor deixar que suas lembranças voltem em seu devido tempo. – Ele sorriu – Quer comer algo?
-Eu aceito uma limonada. – Eu disse com um sorriso débil. Em seguida ele saiu do quarto.
Quando ele voltou, trazia consigo uma garrafinha de sangue, eu fiz uma careta, mas ele não quis saber. Eu bebi o sangue, e me senti bem melhor, em seguida bebi a limonada, que por sinal estava perfeita: doce, mas ácida!
-Melhor? – Ele perguntou, vendo que eu assenti, ele continuou a falar. – Creio que teremos que nos mudar.
-Por quê? – Eu disse, Komuro ficou com cara de poucos amigos.
-Apenas me escute está bem? É melhor assim. – Ele disse levantando.
-Certo. Mas para onde iremos? – Ele voltou a sorrir antes de falar
-Para minha casa! – Ele levou a bandeja ainda sorridente, eu não entendi o porquê.
Mais tarde, naquele mesmo dia, eu desci e fui até o pátio, havia marcas de queimado pela grama, ao me aproximar, novos flashes de memórias vieram-me na cabeça.
“Então eu matei Ariel, eu sou a responsável por toda esta destruição, e por minha causa teríamos de nos mudar!”
-Interrompo seus pensamentos? – Era Eric – Sei o que parece, mas não é sua culpa. – Ele dizia indiferente – Komuro está preocupado por causa de Adelle, ela vai ficar louca quando souber.
-Ela tem seus motivos afinal. – Eu disse – Aaahh, por que minha vida é uma reviravolta de loucuras?! – Eu me joguei deitada na grama
-Porque se não fosse, não seria sua vida. – Ele disse sentando ao meu lado
-É... Mas eu queria um dia normal. – Eu fechei meus olhos e pude ouvir o barulho que a natureza provocava.
-Vejo que alguém gosta daqui! – Kouta disse jogando-se ao meu lado
-Gosto do som que este lugar tem. – Eu estava quase dormindo, quando ouvi um barulho estanho vindo das árvores.
-Isso não é nada bom! – Kouta disse – Sophia entra agora! – Eric praticamente me arrastou até a cabana, Komuro logo desceu as escadas e saltou para fora, junto com Kyo.
-Onde estão os traidores? – Eu ouvia apenas um sussurro, mesmo assim, parecia ser bem ameaçador.
-Não há nenhum traidor aqui. – Era Komuro quem falava.
-O jovem Fushi foi morto aqui, e queremos o autor, caso contrário, temos permissão de exterminar qualquer um que nos impeça. – Senti um arrepio em minhas costas, Eric também estava nervoso, Chase se aproximou de nós calmamente, ele segurava o diário que eu e Eric lemos, então eu soube: ele estava com raiva... Muita raiva!
-Saiam da frente. – Ele disse ríspido.
Quando ele se aproximou, os demais se afastaram, e eu só pude vê-lo jogar o pesado diário no rosto do vampiro encapuzado que ali estava. E logo uma briga começou.
O que para mim pareceu durar uma eternidade, na verdade foram alguns míseros segundos. O vampiro desconhecido foi ao chão, e Chase ficou parado, apenas olhando para o vampiro que se contorcia.
-Isso é de dar medo. – Eric disse.
-Concordo plenamente. – Eu disse.
-Não faça isso! Por favor, deixe-me viver! – Eu podia ouvir o vampiro implorando, porém Chase permanecia parado.
-Vocês não tiveram piedade com minha família. – O ouvi dizer. Em seguida, o vampiro foi literalmente desintegrado, ele simplesmente virou pó!
-Melhor não comentarmos sobre isso. – Eric disse
-Acho que devemos subir. – Ele concordou, então subimos as escadas até o corredor, nos sentamos no chão, e alguns instantes depois, Kyo apareceu.
-Sei que viram tudo. – Ele disse. – Não o culpe, Chase está passando por uma fase bem difícil. – Ele sorriu de canto.
-Nós sabemos disso. Fui eu quem encontrou a citação sobre os antepassados dele. – Eu disse
-Eu sei. Por isso mesmo você deve ir com calma.
-Ele me culpa? – Kyo fez que não, em seguida me estendeu a mão, me ajudando a levantar.
-Vamos comer algo? – Ele ajudou Eric a levantar também, então, descemos até a sala onde Chase estava esparramado pelo sofá.
-Ele parece exausto. – Eu comentei
-Existem muitas coisas das quais você não sabe sobre os vampiros Sophia, mas com o tempo você aprenderá. – Kouta disse devorando um peixe – Bah! Até pareci o Komuro falando agora! – Obviamente houve algumas risadas.
-O dia em que você for como eu Kouta, eu me mato! – Todos riram, era bom ver que o clima não estava tenso, apesar de tudo...
No dia seguinte, fui acordada bem cedo, Komuro me propôs uma caminhada, então eu topei. Quando saímos, fomos até a beira da lagoa que tinha nos arredores de Urbis Lamiam, realmente é um lugar lindo: a areia é bem clara, e a água cristalina. Havia uma grande variedade de animais na área, e de acordo com Kouta, os peixes eram enormes!
-Está tão pensativa, aconteceu algo que te incomoda? – Komuro perguntou
-Na verdade, estava pensando no que Kouta disse ontem.
-O que quer saber? – Ele falava em tom amigável, embora Komuro fosse cauteloso, comigo a história era outra, e eu ficava feliz por ser assim.
-Por que Chase ficou tão cansado? Digo, o que aconteceu? – Ele assentiu
-Por que não sentamos ali? – Ele indicou um tronco convenientemente a beira d’água.
Caminhamos até o tronco, Komuro ficou em silêncio por um tempo, provavelmente pensando no que me dizer, por fim, ele suspirou e começou a falar.
-Bem, alguns vampiros possuem “habilidades” diferentes, como por exemplo, eu. No meu caso, eu sou um vampiro com afinidades com elementos. Este é o seu caso também. No caso de Chase, ele é o tipo de vampiro com poderes psíquicos, como você mesma pôde presenciar.
-Entendo. E se me permite perguntar... Com qual elemento você tem afinidade? – Ele riu um pouco antes de me responder.
-Você é mesmo curiosa! – Ele disse sorrindo – Bem, o meu elemento é a água. Mais alguma pergunta? Ratinha de livros?
-Aff. – Ele sorriu – E qual o dever das guardiãs? – Ele ficou extremamente sério.
-É complicado. Mas, o que eu posso te adiantar é o seguinte: vocês prezam pela paz entre os vampiros.
-Quais as funções do sangue que carrego?
-Há muito tempo atrás, o primeiro vampiro criou o conselho dos anciões, porém, ele previu que seus aliados se voltariam contra seu criador, então, ele deu seu sangue para uma humana pela qual era apaixonado, criando assim, a primeira guardiã. Também armazenou a mesma quantidade de sangue em um pingente, caso algo acontecesse às guardiãs, elas poderiam ressurgir, e, para garantir que o conselho nunca as machucasse, ele nomeou duas famílias de vampiros para proteger as guardiãs.
-Aí é onde você entra.
-Exato.
-Qual é a outra família? – Ele desviou o olhar
-A outra família não existe mais... Eles se revoltaram no século passado, então...
-Entendo. – Eu disse – Deve ser difícil tomar conta de mim. – Ele sorriu novamente
-Não é tão difícil quando eu posso estar perto. Quando você era criança era pior! Você vivia se machucando!
-Eu sou desastrada! – Começamos a rir até Kouta nos interromper.
-Desculpe atrapalhar o casal, mas um representante do conselho que te ver Komuro. – Pelo tom de voz de Kouta, a coisa era séria.
Voltamos rapidamente até a cabana, onde mais homens encapuzados nos fitavam, Komuro se adiantou a minha frente, impedindo eles de se aproximarem, eu pude ver os olhos de um deles: vermelhos puros.
-Não estou gostando disso. – Eu cochichei para Kouta.
-Nem eu.
Entramos na cabana, Chase e Eric estavam alarmados, prontos para agir, se necessário. Kyo não estava, o que me fez crer que ele havia ido para a faculdade, já que era segunda-feira.
-Fiquem aqui dentro. – Ouvi Kouta dizer a mim e Eric – Eles são perigosos, e eu não quero que se machuquem ok? – Ele disse saindo.
-Por que sempre ficamos de fora? – Eric estava indignado, já se passou meia-hora desde a chegada dos estranhos. Quando vimos, Komuro e os outros entraram, mas, não pareciam muito felizes.
-Vamos dar o fora daqui amanhã mesmo. – Kouta disse – Façam suas malas!
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MensagemAssunto: Re: Fanfuck: Ankoku no Sekai - Fantasia (+16)   Qui Dez 29, 2011 6:25 am

Capítulo 7

No dia seguinte, pela manhã, nós saímos em carros, cada um não levava mais do que umas duas malas, nos despedimos de Akira e Saeko, Eric perguntou se eu não queria ver Shizuka, eu neguei, era melhor ela não saber o que estava acontecendo.
-Onde fica sua casa? – Eu perguntei a Komuro, deixar Urbis Lamiam nunca passou pela minha cabeça, e agora estou eu, viajando com um bando de vampiros renegados (e lobisomens também!) para o desconhecido.
-Em Ankoku no Sekai... É uma cidade de vampiros e outras criaturas renegadas. Ficaremos seguros lá até decidirmos o que fazer. – Ele disse olhando pela janela. – Não se preocupe, nada vai acontecer a você.
-Eu não estou preocupada comigo, estou preocupada é com vocês! – Eu disse – Estão se arriscando por mim, sendo que tudo o que eu tenho feito é dar problemas para vocês.
-Ih, nem te estressa com isso! – Kouta disse – Antes de você aparecer, nossos problemas era conseguir comida, e pagar as contas! Eu prefiro chutar uns traseiros a isso! – Ele disse abrindo um largo e brilhante sorriso. – Komuro tem razão, relaxa!
-Quanto tempo é de Urbis Lamiam até Ankoku no Sekai? – Eric perguntou. (o carro era grande mesmo ta.)
-Alguns dias, os municípios de criaturas têm uma rígida segurança, é preciso passar por diversos lugares antes de se chegar à entrada da cidade. Ainda mais se tratando de uma cidade subterrânea. – Kyo disse.
-Teremos que descer uma longa lomba para chegar até a capital dos estados vampiros, onde o conselho fica. De lá, passaremos por mais duas cidades: Yami no Sekai e Blessing Of The Nile. – Komuro disse
-Eles têm criatividade pra nomes hein! – Chase de repente falou, achei que ele estivesse dormindo!
-Você nem imagina... – Komuro disse
Após um dia e meio, chegamos até a capital: Nemo (pronuncia-se Nímou), lá, ficamos em um hotel, mas o mais impressionante, eram os detalhes feito em um cristal que brilhava lindamente, a cidade era tão bela! A arquitetura lembrava casas do século XIX, o que me deixava muito encantada, era a enorme fonte de água cristalina no centro da cidade. Todos os vampiros vestiam longas capas, e todos usavam cabelos curtos, de acordo com Komuro, apenas os vampiros do conselho podem usar cabelos longos, um sinal de poder diante dos outros... Resumindo: eu teria de cortar o cabelo!
Ficou bem curtinho, mas ficou bem legal, bem mais prático eu diria! Komuro conseguiu algumas das capas para nós, obviamente, Kyo também teve que cortar o cabelo, e acredite se quiser, ficou muito estranho!
-Eu odeio esse lugar. – Ele disse.
-Te entendo. – Kouta afirmou
-Logo sairemos daqui. Prometo. – Komuro disse – Vamos comprar algo para comer, sim?
-Eu vou com você – Chase disse, e logo os dois saíram
Eu andei pelo hotel, Komuro recomendou que eu não saísse, mas disse que eu poderia fuçar a vontade pelo hotel, desde que não me metesse em confusão!
-Você é nova por aqui? – Ouvi uma voz feminina atrás de mim, quando me virei, vi uma criança de cabelos tão loiros que eram quase pratas, os olhos eram de um azul elétrico e a pele quase tão pálida quanto a minha.
-Sou, meu nome é Alicia. E você?
-Yoshioka Kimy. É um prazer conhecê-la Alicia. – Ela sorriu, e pude ver que suas presas estavam começando a se formar. – O que veio fazer em Nemo?
-Ah... Vim passar um tempo por aqui, eu queria viajar por estas terras.
-E para onde vai depois daqui? – Eu não podia dizer que iria para Ankoku no sekai, todo vampiro sabia que aquele era um lugar para renegados.
-Pretendo ir para vários lugares... Nenhum em especial. – Ela pareceu satisfeita com a resposta – E você, o que faz aqui?
-Vim destruir o conselho de anciões. – Ela estava séria. – E você também, certo Sophia Dhellende.
-Como você... – Ela sorriu
-Sou prima de Chase! Venha, não tem nada interessante por aí.
Quando entramos no quarto, Chase e Komuro já haviam retornado. Quando avistaram Kimy, Chase veio como um louco para cima da prima.
-Kimy!!! – Ele a apertava em um abraço – Que saudade! Como nos encontrou? Não, esquece, isso não é importante, mas diga-me como está? – Eu notei que ele estava sendo completamente falso. Mas, resolvi ficar calada.
-Me solta! – Ela o empurrou e em seguida uma fumaça branca tomou conta do quarto, e Kimy havia se tornado adulta. - Você nunca muda não é? – Até mesmo sua voz havia se tornado mais grossa.
Spoiler:
 
-Ela é uma bruxa vampira. – Komuro me explicou – Por isso é capaz de se transformar.
-Komuro! Quantos séculos! Eu achei sua amiga uma graça! – Ela se referia a mim? Eu acho que sim, pelo jeito que Komuro corou.
-Obrigada... – Eu disse meio sem jeito
-Bem, o que faremos de agora em diante? – Kouta perguntou.
-Seguiremos viagem ora! – Ela disse sentando-se em uma poltrona – Ou acha que os guardas do conselho nos deixarão em paz por muito tempo?
-Kimy tem razão. Precisamos sair da cidade o quanto antes. – Komuro disse – Descansaremos esta noite e amanhã partiremos no horário diurno, quando todos estão recolhidos.
-Vamos arrumar as bagagens! – Disse Chase com falsa empolgação
-Komuro... – Kimy disse assim que todos, inclusive Sophia saíram – O que pretende com essa jovem?
-Você me conhece. – Ele disse – Eu me interessei por Sophia, tenho certeza de que ela possui mais segredos do que imaginamos.
-Ela tem dado sangue para você não é? Há quanto tempo está sem beber sangue?
-Alguns dias. – Komuro terminou de arrumar suas malas. – Se não se importas, eu gostaria de dormir agora.
-Está bem. – Kimy deixou o quarto do vampiro, rumando para o seu próprio...
Por algum motivo, eu não consegui pregar o olho durante a noite, não sei se era empolgação para a viagem, ou por ter algum mau pressentimento quanto a ela. Eu me levantei, eram dez e meia, caminhei pelos corredores do hotel quando me dei conta de onde estava: em frente ao quarto do Chase.
-Ainda acordada? – Eu quase dei um salto quando ele apareceu por trás de mim. – Eita, calma! Não quis assustar você.
-E você, o que faz acordado? – Perguntei, ele abriu a porta do quarto e nós entramos.
-Tenho um mau pressentimento quanto a essa viagem. Você também eu presumo. – Eu concordei com a cabeça.
-Chase, por um acaso você ainda tem aquelas bolsas de sangue? – Ele fez que não, eu estava com sede há algum tempo...
Eu me surpreendi quando ele abriu sua camisa, expondo o pescoço. Eu podia sentir todos os sentidos aguçados, Chase sorriu de forma leve para mim.
-Eu não me importo. – Ele se ajoelhou a minha frente – Beba Sophia, vai te fazer melhor.
Eu senti minhas presas furando a pele dele, mas por algum motivo, ele pareceu gostar. O gosto e cheiro do sangue dele me deixavam muito extasiada, eu bebi apenas o suficiente, embora tenha sido difícil saber quando parar...
-Só isso? Achei que meu sangue tivesse um gosto melhor. – Ele disse sorrindo
-É difícil parar, acredite. – Ele assentiu então me lembrei que ele bebe o sangue de Eric. – Mas você tem razão, eu também tenho um péssimo pressentimento, acho que algo vai acontecer...
Ele terminou de fazer um pequeno curativo, e em seguida pôs uma roupas cobrindo a mordida, já que era inverno, ninguém desconfiaria de um cachecol ou uma blusa de gola alta.
No dia seguinte, levantamos cedo e já partimos, as estradas eram todas em despenhadeiros, então Kouta teve de tomar um cuidado redobrado nas curvas, ou todos nós cairíamos. Quando finalmente chegamos a Yami no Sekai, ficamos na casa de uma velha amiga de Komuro: Kimiko. (muitos nomes com k não?)
Spoiler:
 
-Oh, da última vez que você veio, não trouxe uma cambada de gente... Então presumo que esteja indo para Ankoku no Sekai, estou certa?
-Sim. – Os olhos de Kimiko se arregalaram a me ver. – Ah sim, Kimiko esta é Sophia Dhellende, Sophia, esta é Kimiko Ayashi.
-É um prazer conhecê-la – Eu disse fazendo uma reverência.
-Igualmente, entrem! Seus quartos estão preparados. –Ela disse rumando para a cozinha – Komuro, eu posso falar com você?
(Komuro’s POV)
Eu sabia exatamente o que aconteceria a seguir, Kimiko é tia de Sophia, e a única em que eu posso confiar para protegê-la caso algo me aconteça.
-O que pretende trazendo-a aqui? – Ela disse irritada
-Ela foi transformada Kimiko, eu preciso tirá-la das vistas do conselho. – Ela suspirou
-Ela já sabe que foi prometida a você? – Eu fiz que não, se depender de mim, Sophia não precisará se casar comigo.
-Não pretendo forçá-la a isso. Ela poderá fazer suas próprias escolhas...
-Ah Komuro... Você continua ingênuo, e ao que parece, você se apaixonou por ela. Certo?
-Eu não quero falar sobre isso. – Sim, é verdade, mas eu prefiro vê-la feliz.
Eu subi para meus aposentos, quando vejo Sophia olhando pela janela, não resisto e me aproximo dela, que logo percebe que eu estou ali.
-Começou a chover. – Ela disse
-Chove com freqüência aqui. – Eu disse, tirei meu casaco pondo sobre os ombros dela – Não vá ficar doente.
-Como você é chato! – Ela disse rindo, depois que ela se recolheu, fiquei olhando pela janela por mais um tempo, o suficiente para eu ver o que mais temia: rastreadores.
-Kimiko! – Eu desci as escadas correndo, logo todos estavam na sala, preocupados. – Kimiko, há rastreadores aqui!
-Eu sei. – Ela disse baixo – E se continuar gritando como uma bicha vai atraí-los. (nenhum preconceito! Juro!)
-O que faremos? – Ela me olhou com cara de deboche.
-Sophia, quer ver o que Komuro pode fazer na chuva? – Vi os olhos dela brilharem, então deixei meu casaco com ela e saí para a chuva usando apenas uma calça e camisa.
Eu me concentrei ao máximo, não poderia falhar, Sophia estava a postos caso algo me acontecesse. Respirei fundo, várias vezes antes de a água começar a me obedecer. Meus olhos se tornaram vermelhos e a água começou a ficar suspensa no ar, e em seguida uma grande quantidade de anéis d’água se formaram ao meu redor. Eu fechei meus olhos, e quando os abri novamente, toda a água se transformou em finas agulhas de gelo sendo lançadas na direção dos rastreadores.
Trovões e raios iluminavam todo o local, os rastreadores controlavam a eletricidade, então eu estava em desvantagem, mas quando eu fui ser atingido, uma parede de fogo surgiu a minha frente, mesmo com a força da chuva, a parede era imensamente flamejante, e mesmo uma corrente elétrica não pôde atravessá-la.
-Ninguém toca nele. – Sophia disse se aproximando. – A não ser eu, claro. – Ela acrescentou baixo, o que eu me fez rir.
-Veio salvar minha pele guardiã? – Ela assentiu, e seus olhos se tornaram vermelhos também, em seguida, o local em que os rastreadores estavam virou um mar de chamas, mas por incrível que pareça apenas os rastreadores foram queimados. Este tipo de poder apenas pode ser controlado por guardiãs com séculos de treinamentos.
-Komuro! – Eu havia caído me sentia fraco, muito fraco... – Ele precisa de sangue, urgente! – Essa foi a última coisa que ouvi antes de desmaiar.
Quando acordei, senti muita dor. Eu sei que quando um vampiro fica muito tempo sem beber sangue, começa uma crise de sede, o que gera muita dor.
-Ah! Você acordou! – Sophia disse entrando no quarto – Não me preocupe daquele jeito. – E ela estava séria.
-Eu vou ficar bem. – Foi difícil manter a voz calma, mas Sophia percebeu.
Ela abriu a camisa, expondo o pescoço, imediatamente meus olhos ficaram vermelhos, e eu senti minha garganta secar...
(Chase’s POV)
-Então vocês vão assim que Komuro levantar? – Kimy perguntou
-Sim. – Eu disse, mesmo ela sendo minha prima, não gosto dela. Ou melhor, não consigo gostar dela. – E você não vai junto.
-Por quê?! – Ela viu meus olhos ficarem vermelhos e saiu. Eu andava muito nervoso ultimamente, falta de sangue eu diria. Komuro infringiu uma dura dieta a mim, ele disse que por causa de Ariel, eu havia ficado viciado em sangue.
-O que te aflige? - Kyo sentou ao meu lado, o garoto era legal. Embora tivesse apenas 14 anos, e ele fez faculdade de medicina!
-Apenas quero resolver minhas coisas com o conselho e dar o fora daqui. – Ele assentiu em silêncio, tenho conversado muito com ele. Gosto do garoto.
-Sophia e Komuro se tornaram muito íntimos. – Era uma afirmação – Isso é bom...
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MensagemAssunto: Re: Fanfuck: Ankoku no Sekai - Fantasia (+16)   Sab Jan 07, 2012 4:44 pm

Capítulo 9


-É, mas por que isso é bom?
-Sophia sempre esteve sozinha. Nunca se abriu com ninguém, talvez eles se dêem bem.
-Aaah. – Komuro já é outra história, ele pode parecer bonzinho, mas pode ser tão cruel quanto qualquer um. Eu sei bem disso. – O que você acha do Komuro?
-Eu não sei ao certo, ele não me parece uma pessoa confiável como Sophia acha. Não o conheço direito, mas se Kouta confia nele, não há nada que eu possa fazer. Por quê?
-Por nada. Só acho que a Sophia deveria saber sobre ele...
-Ouvi meu nome três vezes! – Ela apareceu do nada, nos dando um susto. – O que falavam sobre mim?
-Que você devia tentar uma máquina de tortura medieval pra ver se cresce! – Ela ficou uma fera comigo, mas foi engraçado vê-la ficar vermelha!
-Ah vai-te catar Chase! – Ela disse saindo. Sophia não deveria ouvir de nós a verdade...
Quando voltamos para dentro, Kimiko havia preparado uma refeição, ótima por sinal! Eu recebi uma pequena dose de sangue, e fui dormir. Quando levantei na manhã seguinte, todos dormiam menos Sophia, que tentava inutilmente não quebrar nada...
-Cuidado com isso hein! – Eu disse- Esse vidro é bem afiado.
-Eu sei... Derrubei por acidente quando fui pegar um pouco de sucrilhos! – Ela juntou os cacos, mas eu senti aquele cheiro inebriante...
-Sophia... Você se cortou? – Ela arregalou os olhos, tinha furado o dedo. Eu me afastei o máximo que pude, não iria atacá-la. Depois de um tempo, consegui me controlar, e fui ajudá-la a limpar a cozinha...
-Tem se controlado melhor não é? – Ela sorria – Isso é bom!
-Parece que a dieta do Komuro me fez bem afinal. – Ouvi passos na escada, era Eric descendo sonolento.
-O que aconteceu? – Ele disse coçando um dos olhos, seu cabelo estava desarrumado e o pijama bem amassado... Nem calçar algo ele não fez. – Senti cheiro de sangue enquanto voltava do banheiro...
-A Sophia furou o dedo com um caco de vidro. – Eu disse pegando o saco de lixo com os fragmentos do jarro. Ele imediatamente despertou de sua sonolência.
-Você ta legal? – Ele disse apreensivo, deu pra perceber a pequena “quedinha” dele pela Sophia.
-Sim, não foi nada demais! – Ela disse corando – Como vocês se preocupam demais!
-Você ainda não viu nada... – Ele disse chegando perto de mim – Eu levo esse aqui, leve o outro. Ta? – Peguei o segundo saco de lixo e saímos.
-Melhor se acalmar Eric. Assim Komuro logo vai perceber. – Ele diminuiu o passo, acompanhando meu ritmo.
-Acho até que ele já percebeu. Eu tenho temores a respeito dele, e se ele for como Ariel? Se só quiser usar Sophia?
-Bem, aí ele terá um grande problema! – Eu disse sorrindo – Tenho meus contatos também sabe? – Ele pareceu relaxar.
-Mesmo assim, melhor não baixarmos a guarda. – Quando vi, Eric foi lançado ao chão, e eu levei um chute nas costelas, tão forte que fez meu corpo partir uma árvore!
-Vocês nunca tiveram a guarda levantada! Idiotas! – Uma garota de cabelos negros nos encarou.
Spoiler:
 
(eu que fiz... ñ.n)
-Ah não! Você não! – Eric disse.
-Quem é? – Perguntei tentando não gemer de dor.
-Meu nome é Samanta Shuryo. Sou uma Vampire Hunter, na verdade... A melhor de todas. – Sua voz não era de quem se gabava, ela estava séria. – Procuro Sophia Dhellende. Sei que ela está com vocês.
-Sou eu. – Sophia se aproximou sorrindo – Como posso ajudá-la? – Quando a morena viu o pingente que Sophia carregava, sorriu de orelha a orelha.
-Ora, você pode começar me deixando treiná-la! – Sophia ficou séria, mas estava incrivelmente calma.
-Como? – Samanta se aproximou de Sophia, pondo a mão direita em um dos ombros dela.
-Sou da segunda família de protetores das guardiãs. Estou aqui para treiná-la, te ensinando a usar seus poderes, tanto elementares, quanto psíquicos.
-Mas Komuro disse... – O sorriso de Sam sumiu.
-Ele não é confiável. Acredite. – Uma rajada de água passou bem perto das duas, e lá estava ele.
(ponham para escutar)
-Então você sobreviveu... – Ele disse – Não importa, vou matar a todos mesmo! – Ele lançou mais uma lâmina de água em direção a Sophia e Sam, mas Sophia revidou com uma lâmina de fogo, evaporando a água.
-Não mesmo. Só por cima do meu cadáver. – Os cabelos de Sophia se elevaram, e seus olhos ficaram vermelhos, logo tudo ao redor começou a voar com a força do vento. Samanta teve que se agarrar a uma árvore. – O que acha de brincarmos um pouco? – A voz dela estava diferente, como na vez em que Ariel fora desintegrado.
-Acho interessante, guardiã. – Ele drenou toda a água das plantas ao redor e lançou agulhas de água em direção a Sophia. A mesma criou uma parede de fogo para deter as agulhas, mas algumas passaram cortando sua pele.
Um mar de chamas azuis foi em direção a Komuro, ele desviou com certa dificuldade, se queimando na perna, mais agulhas voaram, mas Sophia as evaporou antes que chegassem perto. O calor aumentou drasticamente, uma onda de chamas se criava atrás de Sophia, e o pingente balançava freneticamente.
-Ignis mare veteri alica... Igneus draco! – Um imenso dragão de fogo foi em direção a Komuro, queimando tudo ao redor: plantas, árvores... Até mesmo pequenos animais pegavam fogo!
Mas o dragão se desintegrou antes de tocar em Komuro, que ficou imóvel no chão, certamente inconsciente pelo calor...
-Parece que ainda não consigo usar esse tipo de feitiço... – Sophia disse pousando levemente no chão. – Samanta, treine esta garota. Ela terá o prazer em ser sua aprendiza... – Logo depois, Sophia (ou alguma das guardiãs passadas) desmaiou no gramado. E a tamanha destruição que havia ali, sumiu...
Refugiamos-nos no chalé que Sam possui nos arredores da cidade, ele possui uma floresta de árvores de cristal, então ninguém que não conheça o local consegue encontrar o chalé. Komuro foi deixado para trás, e Sophia começou a treinar com Sam.
-Concentre-se! – Era a 15ª vez que Sophia tentava partir uma árvore com o ar, ao que parece, o único elemento que ela sabe controlar é o fogo... – Aaaah, não adianta, você é mesmo inútil hein!
-Ei! É só o segundo dia de treinamento! Como acha que eu vou conseguir desse jeito?!
-Não podemos perder tempo, é só questão de tempo até que o conselho nos encontre, e se isso acontecer, é decapitação em praça pública! Então, corta logo essa árvore!
Sophia fechou os olhos e respirou fundo, seu cabelo aos poucos levitava, uma corrente de ar foi se formando ao seu redor, como um círculo. Uma linha o cruzou, e uma rajada de vento cortou a árvore, logo em seguida, mais quatro linhas se cruzaram dentro do círculo, e mais quatro rajadas em direção a arvore. No círculo, um pentagrama havia se formado, e a árvore tinha sido partida em finas lâminas de diamante, tão finas quando cristal, e tão afiadas quanto uma navalha...
-Muito bom! Agora vá descansar, sei que isso é exaustivo! – Sam disse ajudando Sophia a andar. – Vou fazer um café, aceita?
-Claro. – Sophia respondeu, embora estivesse exausta, ela não queria recusar as gentilezas da Sam.
A garota fez um ótimo lanche para os demais, embora estivesse apreensiva, tentava ao máximo não demonstrar, já que o progresso de Sophia era muito bom.
-Teremos de voltar para a superfície, como, eu não faço ideia. Mas vou pensar em algo. – Ela dizia enquanto partia uma torta de maçã. – Gostei do resultado hoje Sophia.
-Valeu! – Ela disse sorrindo – Mas, por que você não usa poderes elementares ou psíquicos? – Sam ficou séria
-É algo que apenas vampiros podem fazer. – Ela disse triste.
-Não seja por isso! – Chase disse – Você pode até escolher por que vai ser transformada.
-A questão é: A linhagem precisa continuar, ser transformada não é a única opção da minha vida. – Ela disse séria
-Sammy tem razão. – Sophia disse – É melhor para ela, que continue a ser humana. Além disso, ela nem precisou de tais poderes para detonar vocês dois. – Sophia apontou para Chase e Eric.
-Ei! Quem te deu permissão de me chamar assim? – Ela ficou visivelmente nervosa com o novo apelido
-Fomos pegos distraídos, caso contrário, ela não teria chance! – Chase disse
-Na verdade... Teríamos apanhado ainda mais... – Eric falou, o que fez os outros, menos Chase, rirem
-Nisso eu concordo! – Sam disse – Não é preciso poderes especiais para acabar com dois meliantes como vocês!
-Sinto muito garotos, mas ela tem razão! – Sophia disse
-Bah! De que lado tu estas afinal hein?! – Chase disse
-Do mais lógico! – Sophia respondeu rindo.
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MensagemAssunto: Re: Fanfuck: Ankoku no Sekai - Fantasia (+16)   Seg Jan 09, 2012 8:24 pm

Capítulo 10


Fui acordando aos poucos, Eric me fitava, ainda preocupado por causa do ritual, confesso que ainda estava um pouco cansada, aquela coisa toda me deixou sem forças. Mas parece que Eric está bem, e isso é a prioridade agora.
-Você está bem Sophia? - Ele perguntou – Eu não me lembro do que aconteceu.
-Eric... - Eu comecei. - Tenho algo para te falar...
Depois de contar o que havia acontecido, ele permaneceu em silêncio, eu realmente estava temerosa quanto a reação dele, não queria que nossa amizade fosse por água abaixo.
-Eu... Não sabia que você faria isso por mim. - Ele disse corando. - Obrigado.
Eu o abracei, não pensei nas consequências na hora, mas sentir o suave perfume de sua pele, e ser envolvida por seus braços foi a melhor coisa que já me aconteceu. Apoiei minha cabeça em um dos seus ombros, e permanecemos assim por um longo tempo.
-O que estão fazendo? - Sam perguntou ao entrar no quarto. - Kawaii!! - Ela sorriu
-Nada de mais! - Eu disse me soltando, ficando muito vermelha.
-Sophia-chaaaan! - Chase gritou entrando no quarto. - Vem pra um piquenique com a gente? - Ele sorriu
-Era o que eu ia perguntar... - Sam disse. - Querem ir? Vamos até uma lagoa aqui perto, pra relaxar desse clima de guerra. - Ela sorriu
-Claro! - Eu disse – Será uma boa. Quer ir Eric?
-Claro. Só vou fazer umas coisas antes e já encontro vocês. - Ele disse sorrindo.
-Hai! - Sam disse ao puxar Chase e a mim para fora do quarto.
O calor do corpo de Sophia ainda estava presente em meu peito e em meus braços. Eu sabia que, mesmo com todo aquele treinamento que a Sam nos proporcionou, eu ainda não era forte o suficiente para lutar contra o conselho. Eu precisava ficar mais forte.
-Que demora do Eric. - Eu disse – Vou ver o que acontece.
-Só não demore Sophia-Chan! - Chase gritou
Ao entrar no quarto, a mala dele havia sumido, e havia uma carta na mesa de cabeceira ao lado de minha cama, segurando minhas lágrimas, eu a peguei e comecei a lê-la.

Sophia, sei que você provavelmente lerá isso logo após eu ter saído, então serei breve:
A única coisa que tenho feito foi dar-lhe trabalho, em meu estado atual, serei apenas um peso morto para vocês, então partirei em busca de um treinamento efetivo, provavelmente não voltarei a tempo, então... Por favor, se cuide.
Eric Edwardian, seu amigo eterno.


-Eric! - Gritei pela janela, eu o avistei no portão, sorrindo para mim.
Sem pensar, saltei da sacada de meu quarto, me surpreendendo pela velocidade que eu possuía, ouvi Sam e Chase me chamarem, mas nem liguei, eu não vou perder meu amigo!
-Onde você pensa que vai? - Alexander perguntou, me parando.
-O Eric vai... - Ele sorriu penosamente
-Ele já foi... Não há nada que você possa fazer. - Ele disse – Se saíres, será morta. - Senti meus joelhos cederem, então, me derramei em lágrimas. - Não fique triste, ele vai voltar.
-Cale-se! - Eu gritei de raiva, fazendo-o ficar pasmo. Me levantei, secando minhas lágrimas e erguendo a cabeça. - Eu vou atrás dele. E ninguém vai me impedir! - Eu disse saltando o portão.

-Sophia! - Kouta gritou, mas eu o segurei.
-Não adianta. Deixe-a ir, será melhor para os dois afinal. - Sorri.
-Mas Sam! - Eu o encarei friamente. - O-Ok...
-É melhor você voltar viva Sophia-Chan! - Eu gritei


Andei pela estreita estrada que levava a uma pequena cidade, lá, perguntei por Eric, uma jovem me disse que ele estava partindo da cidade, então corri o máximo que pude, quando o avistei, me contive em segui-lo cautelosamente.
Depois de uns dois dias de viagem, eu estava exausta e com fome. Ele almoçava em uma pequena taberna, eu entrei, e sentei a sua frente, deixando-o surpreso.
-Antes que você me mande embora, eu estou morrendo de fome, e a culpa é sua. - Chamei um garçom e fiz meu pedido.
-O que faz aqui?! - Ele perguntou
-O que acha? Caçando borboletas! - Ironizei. - Se você acha que vai fugir de mim, está muito enganado! - Disse
-Sophia... - Ele sorriu – Parece que vamos treinar juntos.
-É o que está parecendo. - Eu sorri de volta.
Depois de uma ótima refeição, e de um bom banho, confesso que todo aquele cansaço começou a pesar, Eric alugou um quarto em uma pousada, e eu desmaiei assim que me deitei.
Eu acordei lentamente quando os primeiros raios de sol apareceram, não avistei Eric de imediato, o que me fez ficar muito frustrada.
-Maldito... - Eu disse, até ele entrar no quarto com algumas compras.
-Oh, você já acordou! - Ele disse surpreso. - Achei que dormiria o dia inteiro!
-Confesso que estava mesmo cansada. - Eu disse sem jeito – Ne, o que você trouxe? - Perguntei esquecendo completamente minha irritação anterior.
-Alguns suprimentos para a viagem. O próximo vilarejo fica há três semanas daqui. Então achei melhor levar algo, caso não consigamos durante o caminho. - Ele me viu sorrir. -O que foi?
-Você sempre temeu vampiros. Até se tornou um caçador. - Eu estava triste. - E eu acabei com sua vida. Por minha causa você se tornou um vampiro.
-Baka! - Levei um cascudo – Pare de se martirizar, até parece que você é uma emo!
-Não me ofenda! - Eu resmunguei
-Então pare de ser chorona e levante essa cara. - Ele disse – Eu escolhi esse caminho, e não me arrependo. E antes que penses bobagem, não foi só por você, mas também porque o mundo atual não está do jeito que deveria, o conselho controla muito mais do que pensamos. E é por isso que eu vou lutar ao seu lado.
-Obrigada. - Eu disse, ele me estendeu a mão, me ajudando a levantar. - Então, o que faremos?
-Vamos a um ferreiro em lyhyt miekka, ele vai fabricar uma espada anti-vampiros pra mim.
-Mas não vai te fazer mal? - Perguntei.
-Ele disse que não, eu colhi alguns fragmentos de cristais. Ele fará a empunhadura disso, por tanto, não vai me fazer nenhum mal. - Ele sorriu.
-Faz sentido... - Admiti. - Bem, então vamos senhor samurai. - Pisquei para ele, pegando uma das mochilas que ele carregava, confesso que não estava pesada, embora eu nem possa dizer concretamente...
-Certo, só não fique me irritando pela caminho! - Ele disse.
Eric entregou a chave para a balconista, que nos desejou uma boa viagem. Ao anoitecer, estávamos em uma estrada que passava por um curioso bosque, alguns animais estavam vigilantes perante nossa presença. O que de certa forma eu até já me acostumei, afinal, animais são bem mais sensitivos do que humanos.
Ouço um bater de asas frenético, Eric apressa o passo, logo eu o sigo também. Porém, conforme prosseguíamos, ouvimos um grito estridente, provavelmente de uma mulher.
-O que será isso? - Perguntei baixo.
-Existem vampiros rebeldes nessa área, provavelmente estão caçando. - Mais a frente, um garoto de cabelos negros, estatura alta, pele pálida e olhos vermelhos foi jogado contra uma árvore.
Spoiler:
 
Um outro vampiro, de cabelos ruivos e longos, olhos vermelhos e estatura média, apareceu coberto de sangue.
-Ei, calma cara! Você tá perdendo o controle! - O moreno dizia. - Ah, esquece...
O ruivo partiu para cima do outro, quando vi, uma rajada de fogo queimou o atacante, o moreno se levantou, limpando a poeira da roupa, ajeitando os cabelos.
-Ai ai... Esses vampiros que perdem a cabeça por sangue... - Os olhos dele voltaram a ser azuis, aparentemente a cor natural. - Podem sair vocês dois, não vou atacá-los
-Estamos de passagem. - Eric disse
-É eu sei. - Ele sorriu – Você é Eric Edwardian e você – Ele olhou para mim – Sophia Dhellende, certo?
-O que te interessa? - Perguntei.
-Sou um Vampire Hunter. - Ele disse – Acabei sendo transformado, mas continuo com minha função. Me disseram que vocês rumam para lyhyt miekka, ver meu pai, o ferreiro, então pensei que poderia acompanhá-los.
-Entendo. - Eric disse – Você deve ser Valon Valkoisen. Filho Candle Valkoisen. (sim, o pai dele se chama “vela”)
-Isso aí. - Ele sorriu mais ainda – Pelo visto está informado das coisas!
-Também sei que você caça vampiros por recompensa. - Eric me passou para trás.
-Realmente. Eu fazia isso, mas desde que o conselho tomou nossa vila, escravizando a todos, minha meta tem sido destruir o governo vampírico. - A amargura em suas palavras era presente.
-Se tentares algo, vais se arrepender. - Eu disse.
-Estou consciente disso, princesa. - Ele assentiu. - Bem, meu pai mandou estregar isso, caso encontrasse vocês. - Ele estendeu uma espada para Eric. - A empunhadura ainda não está completa, mas deve servir pelo caminho.
-Obrigado. - Eric disse pondo a espada em suas costas. - Vamos prosseguir então?
-Isso! - Valon disse animado. - Podemos visitar um pequeno acampamento de refugiados, lá poderemos descansar!
-Por mim tudo bem. - Eu disse, deixando Eric sem escolha.
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MensagemAssunto: Re: Fanfuck: Ankoku no Sekai - Fantasia (+16)   Seg Jan 30, 2012 9:31 pm

Capítulo 11


(Foi onde eu parei no Nyah, daqui para frente é inédito ;D)

Cruzamos a floresta com calma, e em silêncio. De acordo com Valon, a área era vigiada por capachos do conselho, tornando a movimentação um tanto perigosa. Quando finalmente chegamos, era um lago, completamente deserto.
-Agora, eu tenho que achar a maldita pedra... - Valon disse entrando n'água. - Aqui. - Ele pressionou algo para baixo, e um alçapão perto de um grande eucalipto se abriu, e de dentro, uma garotinha loira apareceu.
-Valon-nii-sama! - Ela disse feliz. - Rápido, antes que te vejam!
Ao entrarmos, havia poucas pessoas, cerca de quinze ao todo. A garota logo nos trouxe um pouco de comida, e um cálice de sangue.
-Somos todos vampiros aqui. - Valon disse. - Não tenham medo, eles são meus companheiros. - Ele dizia aos outros.
-Quem são vocês? - A garotinha perguntou sorrindo.
-Meu nome é Sophia, e este é Eric. Estamos indo até o vilarejo onde o pai de Valon mora. - Eles ficaram inquietos.
-Aquele lugar foi escravizado, poucos conseguem entrar, e ninguém além de Valon consegue sair. - Uma mulher que julguei ser a mãe da garota disse.
-Eles conseguem, acreditem. - Valon disse devorando um pedaço de melão. - São mais poderosos que eu. - Ele sorriu.
Descansamos durante o dia, e ao anoitecer partimos em direção ao vilarejo, ao chegarmos perto, um enorme muro feito de bamboo cercava o lugar, e a única entrada possuía dois guardas, provavelmente vampiros.
-O que acha? - Valon perguntou.
-Eu ainda não aprendi a controlar poderes psíquicos... Então teremos de ser discretos.
Fomos sondando ao redor do muro, até que encontramos um ponto cego, Eric correu e usou uma rocha criada por mim para pegar impulso, pulando o muro. O segundo foi Valon, e depois eu pulei.
Ao pousar do outro lado, me surpreendi com a tamanha pobreza do lugar: casas praticamente juntas, havia um o outro mercado, e nenhuma escola, o que me fez crer que as crianças haviam sido executadas, ou estudavam em casa. Valon nos conduziu até um pequeno chalé, com uma placa puída que dizia “ferreiro”. Quando entramos, um senhor de cabelos longos e negros, olhos igualmente azuis, pele escura, um tanto suja, e roupas puídas e gastas estava tirando um cochilo em uma cadeira.
-Pai! - Valon disse sacudindo o homem, que bateu com uma marreta no “agressor”.
-Não vão roubar meu dinheiro seus ratos! Ah, Valon, é só você! - Ele riu.
-É p-pai... - O garoto gemeu tentando não desmaiar por causa da pancada.
-O que aconteceu? Por que está no chão? - O velho perguntou.
-Você... Bateu com a marreta nele. - Eu arrisquei dizer.
-Ah. - O senhor disse – Isso sempre acontece, deixe-o aí por algum tempo que ele ficará bem. Mas quem são vocês?
-Sou Eric Edwardian, trouxe os fragmentos de cristais para a espada. - Eric disse tirando uma bolsinha e a espada, entregando-as para o homem.
-Ah sim! Agora me lembrei! - O homem disse. - Meu nome é Candle, venham, venham!
-Mas e Valon? - Perguntei meio incerta.
-Vai tirar um cochilo por um tempo! - Candle riu adentrando um dos aposentos da cabana.
-O-Ok... - Eu disse por fim.
Seguimos por um estreito corredor, com algumas portas, no final dele, havia uma porta de metal, Candle a abriu, revelando sua sala de trabalho, uma fornalha ao fundo, com algumas mesas, e um recipiente com água, para mergulhar as armas forjadas.
O ambiente era extremamente abafado, o que me deixava desconfortável, o homem pegou a espada e os cristais, após aquecer o metal, ele fundiu os cristais, e quando ficou pronta, a espada estava reluzente, a empunhadura brilhava intensamente, o homem a cobriu com tiras de couro gasto, ele disse que era para disfarçar, pois se soubessem quem éramos, seríamos mortos antes de sairmos da vila.
-A propósito, o colar que carrega consigo.. - Candle começou – É muito fácil roubá-lo, sugiro que o transforme em algo mais útil.
-Tipo o quê? - Perguntei
-Algo como uma arma, na qual você não irá perder ou se desfazer. - Valon disse ao cambalear para dentro da sala
-Mas uma arma pode ser destruída. - Eu disse
-A Sam não te ensinou uma magia de invocação? - Eric perguntou baixinho
-Ensinou, mas só para coisinhas pequenas, e em momentos de extrema necessidade. - Respondi em sussurros
-Ué, transforma em uma katana, assim você pode invocar durante uma luta. - Ele disse.
-Não podemos perder mais tempo aqui. - Eu disse
-Certo. - Eric disse normalmente. - Eu agradeço sua gentileza. Mas temos que voltar. - Ele sorriu. - Muito obrigado pela espada. E Valon, se quiseres vir conosco, eu apreciaria.
-Okay. Acho que posso conhecer lugares novos afinal! - Ele sorriu de orelha a orelha.
De volta a mansão... (autora sempre quis escrever isso!)
-Ela morreu? - Chase perguntou – Já se passaram duas semanas.
-Para de rogar praga idiota! - Dei-lhe um cascudo – Sophia não morreu, caso contrário eu saberia.
-Ah é é Sam? - Ele maliciou, ótimo... Dei outro cascudo. - Para com isso droga!
-Então para de falar besteira! - Respondi frustrada.
-Credo, como vocês brigam... - Kyo dizia enquanto lia, esticado no sofá, com Baihua deitado ao lado. Para maior desespero de Chase!
-Parecem até namorados! - Kouta disse, atirado no tapete. - Sophia e aquele mala do Eric devem voltar logo. Então para de falar m*rda Chase.
-Crianças energéticas huh? - Alexander entrou. - Sophia-san voltou, junto com Eric e mais um garoto gótico estranho.
-Gótico? - Um desconhecido disse estranhando.
-Não liga Valon. - Eric disse. - Esses são: Alexander, o dono da casa, Chase, um tarado chato, Kyo, um garotinho gênio, Kouta, irmão do Kyo e lobisomem, Sam, mestra da Sophia e a única humana aqui acho... Baihua hu, o “gatinho” do Alexander.
-Aaaan... - Ele dizia
-E esse. - Eric apontou para o garoto. - É um Vampire Hunter, mas foi transformado, como eu. - Ele deu um sorriso amarelo.
-Sei. - Eu disse me aproximando. E descendo os punhos nas cabeças de Sophia e Eric. - Como ousam! Gastei suor, sangue e tempo treinando vocês e o que fazem? Somem!
-Ai! - Sophia reclamou. - Ao menos trouxemos um aliado! Acho... - Ela acrescentou baixinho.
-Ta bom... - Eu disse por fim. - O que faremos agora Alex? - Perguntei.
-Bom, vamos nos arrumar e rumar à capital, para destruirmos o conselho. - Ele disse sorrindo.
Partimos durante o dia para a capital Nemo, fomos bem mais rápido do que da última vez graças aos incríveis carros de Alexander! Claro que Kouta adorou pilotar uma daquelas máquinas, e confesso que gostei de poder ter pego carona em uma delas!
-Adorei esses carros! - Sam disse – Realmente, você é útil pra alguma coisa Alexander! - Ela bricou.
-Obrigado. Acho. - Ele disse – Lembrem-se de manterem os capuzes, ou teremos problemas.
Andamos pela linda cidade, alguns moradores nos observavam, mas logo voltavam a fazer o que queriam, a sede do conselho estava bem a nossa frente, e Alexander tirou a capa.
-Ora do show! - Ele se concentrou, e uma enorme parede de gelo surgiu em volta do prédio, todos ficaram pasmos, e os guardas tentavam derretê-la, completamente em vão. - É tão gelada quanto o próprio polo Norte~ - Ele cantarolou
-Bem, deixem comigo. - Eu disse. Uma rajada de vento destruiu a porta da frente, e nocauteou os guardas dentro do edifício. - Vamos!
Chegamos a sala do conselho sem problemas, haviam sete conselheiros. Eles nos encaravam, e ao retirarmos nossas capas, eles ficaram aflitos, principalmente ao me ver.
-O-O que uma guardiã faz aqui?! - Uma das mulheres disse – Dei ordens expressas para que Ariel a matasse.
-Tem razão. - Eric disse – E Ariel está morto por causa disso.
-Por isso que Fudotokuna sumiu... - Um homem disse. - Não importa, iremos matá-la aqui mesmo!
-Não tenham tanta certeza. - Chase disse, seus olhos estavam vermelhos, assim como os de todos os vampiros naquela sala (com exceção da Sam, Kouta e Kyo). - Vocês, mesmo sendo do conselho de anciões, não são páreos para nós.
-E quem é você? - Uma mulher disse
-Chase Kyoki. - Ele disse sorrindo
-Como?! - Os anciões exclamaram. - Sua família deveria ter sido morta!
-Tem razão. - Eu disse. - Mas não foram. - A temperatura começava a subir, logo, um dragão de fogo surgiu, e uma das anciãs se levantou
-Morra! - Aquilo veio em nossa direção. Uma rajada de gelo o atingiu, fazendo com que toda a sala ficasse coberta de vapor.
-Hah... Hah... Hah... - Valon tentava recuperar o fôlego. - Invocar uma quantidade de gelo assim é difícil!
-Então você também é elemental? - Sam perguntou sacando uma arma. - Isso pode ser útil, não deixe a guarda baixa!
Alguns tiros elétricos aconteceram, por sorte, consegui bloqueá-los. Sam atirava contra os conselheiros, mas uma enorme parede de gelo se formou, e Komuro surgiu perante ela.
-Olá novamente, caçadora. - Ele disse sorrindo de forma irônica.
-O que diabos você faz aqui?! - Perguntei
-Eu disse que viria ver sua morte, não disse? - Ele sorriu – Pois aqui estou. Guardiã.
-Maldito. - Eric sibilou. - Então vai ficar do lado deles?
-Ficarei do lado que me parecer mais vantajoso. - Komuro disse simplesmente.
-Você é mesmo um canalha! - Kouta gritou – Eu acreditei em você, seu filho da p**a!
-C-calma Kouta. - Kyo disse.
-Por que? Por que está do lado daqueles que mataram sua família? - Eu perguntava incrédula.
-Porque assim, eu posso obter minha vingança. Podendo controlar a todos, e a tudo! E nem você, nem ninguém poderá me deter. – Ele disse com um sorriso macabro estampado em sua face.
-E eu poderei me vingar de você, Sophia. - Adelle disse aparecendo ao lado de Komuro. - E então, o que vão fazer?
-Matar você seria uma boa ideia. - Chase sussurrou a adelle, pondo uma adaga no pescoço da mesma. - O que acha? - Juro que não o vi sair de meu lado! Komuro se afastou, criando uma espada de gelo.
-Como você... - Então vi o que realmente estava acontecendo: Chase na verdade estava criando uma ilusão para o inimigo, cortesia dos poderes psíquicos dele.
-Heh... - Ela começou – Confesso que me pegaste de jeito garoto (?). Mas algo que não sabes, é que eu também tenho poderes psíquicos! - O corpo de Adelle se transformou em uma estanha fumaça, desaparecendo completamente.
-Ô droga. - Chase disse ao voltar. - Parece que eu a subestimei.
-Ah, jura?! - Sam perguntou sarcasticamente. - Eu nem notei!
-O que farão agora idiotas? - Komuro perguntou
-Deixem ele comigo. - Eu disse. Em seguida, me lancei contra Komuro, destruindo a barreira de gelo atrás dele.
Invoquei uma espada flamejante, nós lutávamos sem parar, Sam e os outros também “davam um jeito” nos conselheiros, notei que Chase estava observando o local, provavelmente procurando por Adelle. O problema era que eu não podia me descuidar de Komuro, ou seria derrotada na hora.
-Orra! - Kouta se transformou em lobo, e continuou a lutar contra uma conselheira.
-Vejo que seus amigos deixaram de ser tão insignificantes. - Komuro continuava a me provocar.
-É, treinamos duro para estarmos aqui. - Eric disse após a derrota de seu inimigo. - E eu não permitirei que estrague nossos planos. - Ele sacou a espada.
-Ora garoto, acha que realmente tem chance contra mim? - Komuro gargalhou – Não se superestime!
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MensagemAssunto: Re: Fanfuck: Ankoku no Sekai - Fantasia (+16)   Qui Fev 02, 2012 2:32 pm

Capítulo 12 (final)


-Eu diria isso a você. - Eric disse, uma forte ventania preencheu o local e Eric se lançou contra Komuro, o contato de sua espada conta a de gelo de Komuro gerou uma forte explosão de energia, que fez até a mim perder o equilíbrio.
-Mas o que é isso? - Uma conselheira, oponente de Sam perguntou.
-Isso, é o fruto de meu treinamento! - Sam disse investindo contra seu oponente.
Ambas não conseguiam se acertar, mas, em um momento de distração, Sam conseguiu acertar a barriga da conselheira com uma adaga. Fazendo o sangue jorrar pra todo lado.
-Yeeeey, consegui! - Ela bradou.
-Ainda não acabou. - Chase disse. - Ei Kyo, como tá as coisas aí?
-Tudo tranquilo. - O garoto dizia com seu oponente flutuando, já inconsciente. - Foi mais fácil do que imaginei.
-Aqui também tá acabado. - Kouta disse com dois conselheiros caídos
-Aqui também já eram. - Alexander disse limpando sua roupa, e os quatro últimos conselheiros viraram pó. - Acho que usei fogo demais. Hehe.
-No fim eu mal me mexi. - Valon reclamou se erguendo novamente.
-Como é possível?! - Adelle disse surgindo.
-Ainda é inexperiente, é normal ficar cansado depois da primeira vez. (?) - Sam disse ao recarregar a arma.
-Ah... Obrigado, eu acho. - Valon respondeu
-Tsc, e eu que achei que seriam mais úteis esses conselheiros. Realmente, eles não servem para mais nada do que para fantoches. - Uma voz masculina pôde ser ouvida.
Spoiler:
 
-Quem é você? - Perguntei.
-Meu nome é Chieko Daichi. E sou o rei dos vampiros. - Ele disse.
-Essa não... - Alex disse. - O que Vossa Majestade faz aqui?! - Ele disse se curvando.
-Ouvi dizer que o conselho estava causando problemas. - Ele olhou ao redor da sala. - E também ouvi que alguns sucessores estavam desaparecendo, ou morrendo. - Sua voz era sombria e ao mesmo tempo envolvente.
-Casos à parte. - Alexander disse. - Digamos que durante sua ausência, o conselho tomou o controle das cidades e têm liderado com tirania, o que fez com que uma rebelião se formasse.
-Entendo... E diga-me, as guardiãs não tinham sido extintas? - Ele olhou diretamente para mim.
-Aparentemente sou a última. - Eu disse.
-... - Ele surgiu a minha frente num piscar de olhos. - Sem dúvidas. Você é interessante. - Me senti tonta apenas por estar perto dele. Me afastei indo para perto de Sam, ao fazer isso, quase caí e tive que ser segurada por ela.
-O que foi isso? - Perguntei.
-A aura dele é forte demais. - Chase disse ao se aproximar de nós. - Não é à toa que dizem que o rei é invencível.
-Creio que eu tenha me ausentado por demasiado tempo. Deixem Chujitsudo-kun e Fudotokuna-san comigo. - Em seguida, os três sumiram.
-Vamos voltar agora. - Alexander praticamente nos arrastou para fora, lá, as pessoas estavam apavoradas. - Não olhem. - Corremos para um prédio antigo, e nos refugiamos em uma torre, de lá, pudemos ver Chieko segurando Adelle e Komuro à beira do prédio.
-Vocês andaram aprontando muito não? É como diz o ditado: Quando o gato sai, os ratos fazem a festa. Mas neste caso, quando o gato volta... Os ratos sofrem as consequências. - Chieko dizia calmamente, enquanto apertava o pescoço de ambos. - E então, o que me dizem?
-N-Nos perdoe, C-Chieko-S-Sama. - Adelle tentava em vão, mas todos já sabiam o que estava por vir.
-Acham que se rebelarem contra as crenças de nosso povo, matar os guardiões, que há muito nos salvaram, ameaçar e escravizar o povo, e outros crimes serão perdoados com apenas um “nos perdoe”?! - Nuvens negras ocuparam o que antes era o “teto” da cidade, raios azuis celestes caíam em determinadas áreas da cidade, e aos poucos uma espécie de portal se formou.
-O que diabos é isso? - Exclamei perante os fortes ventos que quase derrubavam os cidadãos. - Alexander, o que está acontecendo?! - Gritei
-Ele está julgando-os. - Ele dizia visivelmente amedrontado. - O que significa que, se forem culpados, serão jogados na dimensão negra, onde vampiros apodrecem até o fim de suas existências. - Um calafrio percorreu minha espinha.
-Credo. - Chase começou – Seja lá o que viva lá dentro, exala uma imensa energia caótica. Eu que não quero ir para lá! - Ele gritava.
O portão se abriu, chamas azuis queimavam tudo ao seu alcance, logo, dois imensos braços esqueléticos em chamas saíram do portal, se estendendo até Chieko.
-Ó espíritos que há muito lutaram, leve estas almas arrogantes para seus devidos lugares, e devolva vossa castidade! - Cheko dizia ao entregar Adelle e Komuro, que gritavam da forma mais horrível que se possa imaginar. Eu diria que está além dos sons que nossos corpos podem produzir, para mim, suas almas estavam gritando.
Assim que seus corpos foram encostados pelas mãos flamejantes, ambos pegaram fogo, o cheiro de combustão invadiu meus sentidos, fazendo com que meu olhos chorassem contra minha vontade, quando as chamas cessaram, uma espécie de criatura desfigurada surgiu. Chieko estendeu duas capas a elas, e então reconheci: Rastreadores.
-Pronto, agora não causarão mais problemas. - Chieko disse.
-Mas o que está acontecendo? - Sam perguntava incrédula.
-Ele ofereceu as almas em sacrifício. - Valon disse. - Já ouvi algo sobre isso, mas apenas vampiros de alto poder conseguem tal coisa sem ter a alma devorada junto.
-Cara... - Kouta começou. - Ele é o rei dos vampiros, te liga!
-O que faremos? - Eric perguntou. - É óbvio que ele não vai deixar barato o que fizemos.
-Por enquanto Chieko vai nos deixar em paz. Garanto que essa invocação dos portões demoníacos sugou uma boa parte de energia. - Alexander dizia enquanto vigiava a cidade. - Ele terá que descansar. Assim como nós.
-Alex tem razão. - Eu disse. - Melhor irmos a um lugar seguro antes de mais nada.
-Tem uma velha cabana nos arredores de Ankoku no Sekai. - Sam disse. - Podemos nos esconder lá até a poeira baixar.
-Acho que é nossa melhor opção agora. - Kyo disse. - Afinal, ficar em Nemo é muito arriscado.
-Concordo. - Chase disse. - E é melhor irmos logo, to com uma fome...
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MensagemAssunto: Re: Fanfuck: Ankoku no Sekai - Fantasia (+16)   Qui Out 25, 2012 1:49 pm

Bem, como faz um bom tempo que eu não continuo essa história, preciso da ajuda de vocês.
Eu fiz duas continuações (só o início) e queria a opinião de vocês ;D
(não comentem aqui, por favor .-.)

Esse é o primeiro:

Spoiler:
 

e esse o segundo:

Spoiler:
 


Então, qual início vocês preferem? '-'

respondam aqui, onegai ^^


http://fanfuck.forumeiro.net/t142p60-comentarios-ankoku-no-sekai-d
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Fanfuck: Ankoku no Sekai - Fantasia (+16)
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