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 Série David Backerson, detetive particular

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Sam

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MensagemAssunto: Série David Backerson, detetive particular   Qui Dez 15, 2011 1:16 pm

NOME: David Backerson, detetive particular.
CATEGORIA: Originais.
GÊNEROS: Mistério, comédia.
CLASSIFICAÇÃO: livre, no máximo +13

SINOPSE: Todas as fanfics da série "David Backerson, detetive particular". Bom, resolvi postar tudo aqui =/ Algumas tem trechos reescritos. Bom, é a série contando os casos do detetive mais inútil que já existiu. David Backerson, um idiota que até hoje eu, a própria autora, não sei como conseguiu se tornar detetive. Caso queiram comentar as aventuras do jovem detetive colecionador de sobretudos e viciado em games, peço que façam isso no mesmo tópico dos comentários de 'Guardians' e 'Caçando Pesadelos'.
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MensagemAssunto: Re: Série David Backerson, detetive particular   Qui Dez 15, 2011 1:19 pm

DAVID BACKERSON, DETETIVE

SINOPSE:


Meu nome é David Backerson, 18 anos, profissão? Detetive particular.

Um detetive meio diferente...

"-Ok. Se eu fosse um cadáver, quem teria me matado?"

...um chefe de polícia nervoso...

"-Seu idiota! Esse é um caso sério, caso ainda não tenha notado! –Nick me repreendeu."

... e um assasinato.

"-A senhora Jasmine White foi encontrada morta em um quarto de hotel, umas duas horas após o próprio casamento."
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MensagemAssunto: Re: Série David Backerson, detetive particular   Qui Dez 15, 2011 1:21 pm

CAPÍTULO UM


Eu estou em uma situação meio engraçada, sabe. Ah! Desculpe, esqueci de me apresentar, meu nome é David, David Backerson, dezoito anos. Profissão? Detetive particular. E atualmente estou com um revólver calibre 38 apontado para a minha cabeça, com uma maluca segurando o gatilho. Sim, essa é a situação engraçada. Mas sabe de uma coisa? Não estou nervoso ou com medo, muito pelo contrário, já até me acostumei, tiros daqui... facadas dali... Quem nunca passou por isso alguma vez na vida? Está bem, eu sei, isso não é algo lá muito normal... mas fazer o quê, não é?

Quer saber como tudo isso começou? Se não quiser é só não me escutar, pois vou contar do mesmo jeito.

Era uma quinta-feira, eu estava muito ocupado no meu escritório, jogando vídeo game, quando o meu celular tocou. Era o chefe da policia local, Nicolas, um homem de uns quarenta e dois anos, chamado carinhosamente por todos como Nick.

-Nick! Não podia ter ligado outra hora? Eu tô ocupado. –Eu disse enquanto matava uns bichinhos meio loucos no jogo.

-Isso não é hora para brincadeiras Backerson, tenho um caso para você. –Ele respondeu sem nem mesmo um único pingo de humor. Na verdade eu não trabalho para a policia, mas o Nick a-d-o-r-a achar que sim...

-Qual é o galho? –Eu perguntei sem o mínimo interesse, meu game estava mais interessante.

-O “galho”-ele disse irritado- É um assassinato na cidade vizinha.

-Então por que o detetive de lá não resolve? -Perguntei com um visível desinteresse.

-Talvez por que, como você já sabe, você é o único detetive da região. -Ele me respondeu dando um grande, ou melhor, ENORME ênfase na parte do “já sabe”.

-Eu tenho mesmo q...

-VENHA PRA CÁ AGORA MESMO!! –Ele respondeu enquanto delicadamente batia o telefone na minha cara.

Ok. Agora ele ficou zangado. Desliguei meu videogame, peguei meu sobretudo e minha pistola (nunca se sabe...) e fui voando até a delegacia.
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MensagemAssunto: Re: Série David Backerson, detetive particular   Qui Dez 15, 2011 1:25 pm

CAPÍTULO DOIS

Chegando lá me deparei com a belíssima nova secretária... E com um Nick furioso que me arrastou pela gola do sobretudo até seu escritório enquanto murmurava algo como “projeto de detetive inútil” ou algo do gênero. Eu me sentei confortavelmente na cadeira e apoiei os pés cruzados sobre a borda da mesa. Infelizmente um olhar reprovador do Nick me fez sair da minha confortável posição, fui até outra cadeira e me sentei.

-Ok, o que aconteceu? –Perguntei.

-A senhora Jasmine White foi encontrada morta em um quarto de hotel, umas duas horas após o próprio casamento.

-Provavelmente ela estava no hotel esperando o noivo, certo?. –Conclui.

-Estava. O noivo, Alberto White, disse que pretendiam passar a lua-de-mel no hotel em questão. Quando entrou no quarto encontrou sua esposa morta.

-Nenhuma prova de que tenha sido ele? –Perguntei curioso.

-Aparentemente não.

-Certo, quem você acha que é o culpado?

-Ora, se eu soubesse não teria chamado você! –Ele respondeu com um MUITO visível descontentamento.

-Posso analisar a cena do crime? Posso? Posso?Posso? –Pedi com os olhos brilhando.

-Isso é o seu trabalho! Você ainda me pede? –Respondeu ele irritado, irritar o Nick é um dos meus passatempos prediletos.

-Então mãos à obra, esse caso não vai se resolver sozinho! –Levantei decidido, subi na minha moto e fui. Poucos segundos depois voltei à delegacia, esqueci de pedir o endereço.





..::---//---//---//---//---//---//---::..



Cheguei a cena do crime. A noiva estava estirada no chão, tinha sido esfaqueada nas costas, as marcas do sangue manchavam o vestido branco. O quarto estava intacto, tudo no seu devido lugar. A cama ainda estava arrumada, a porta não tinha sinais de arrombamento. Juro que se não fosse aquela mulher morta no chão, aquele não pareceria o cenário de um crime.

-E então? Concluiu alguma coisa? –Perguntou um Nick muito curioso.

-Sim. –Respondi sério.

-O que? Fale homem! –Disse Nick.

-Que ela tinha um péssimo gosto para vestidos de casamento, a saia desse aí parece um pára-quedas... -Respondi enquanto balançava a cabeça negativamente.

Bem, pelos meus cálculos foram precisos quatro policiais para impedir que o Nick causasse um novo assassinato naquele quarto...

Pedi que levassem o corpo para outro local, fui atendido prontamente. Então, deitei-me exatamente onde o corpo estivera a alguns minutos.

-O que você está fazendo? –Perguntou meu curioso amigo.

Sem responder sua pergunta, pensei alto:

-Ok. Se eu fosse um cadáver, quem teria me matado?

Novamente os quatro policiais foram necessários...

-Seu idiota! Esse é um caso sério, caso ainda não tenha notado! –Nick me repreendeu.

-Ora, não se estresse tanto Nick...

-“Não se estresse tanto” você disse?!

-Olha, se isso te acalma, eu achei uma pista... -Falei enquanto fazia uma carinha angelical. - Você notou que o cadáver estava sem a aliança? Quem quer que seja o assassino, levou a aliança junto...

Nick ficou sério, alguns segundos depois ele concordou com a minha afirmação.

Certo, eu já tinha uma pista. Mas o que o velho Nick não sabia, é que não era a única. Após eu ter uma pequena conversa em particular com o gerente do hotel, nos fomos falar com alguém muito importante. Alberto White, o jovem viúvo.
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MensagemAssunto: Re: Série David Backerson, detetive particular   Qui Dez 15, 2011 1:28 pm

CAPÍTULO TRÊS

Fomos bem recebidos na casa do rapaz, fomos convidados a entrar e nos dirigimos até a sala de estar. Alberto nos ofereceu uma bebida, mas eu recusei, afinal queria estar bem sóbrio para lhe fazer algumas perguntas.

-Bem Sr. White, posso chamá-lo de Alberto? –Perguntei. Ele concordou.

-Certo, onde você estava na manhã de 31 de agosto de 1562? –Eu não resisti a fazer uma piada... E o Nick não resistiu a me dar um belo tapa na cabeça por isso. –Certo, certo. Onde você estava enquanto sua esposa o esperava no quarto do hotel?

-Eu estava conversando com alguns dos convidados da festa, quando lembrei que ela estava me esperando eu sai da festa e fui até o hotel. –Ele disse.

-Tem alguma testemunha desse fato? –Indaguei, queria ver se ele cairia em um pequeno teste...

-Tenho Sr. Backerson, alguns amigos e parentes com quem eu estava conversando, se quiser pode até perguntar para eles. –Ele respondeu um pouco nervoso. Você sabia que nem sempre quem não deve não teme? É da natureza humana ficar nervoso quando somos acusados de termos feito algo que não fizemos.

Eu já ia chamar meu amigo para irmos embora, afinal não tínhamos muita coisa para fazer lá, eu tinha certeza de que ele não tinha nada a ver com o assassinato. Mas algo, ou melhor, alguém me deteve. Uma bela garota ruiva de olhos verdes entrou na sala. Pergunto-me se devo citar o fato dela ter tecnicamente se jogado em cima do jovem viúvo. Ela nos cumprimentou formalmente, e após lançar um olhar um tanto quanto “diferente” sobre o pobre Alberto, que nem ao menos percebera, saiu da sala.

-Quem era ela? –Perguntei ao rapaz.

-Ah! Ela é a Saphira, uma ex-namorada minha, foi dama-de-honra no casamento. –Ele respondeu com indiferença. –Está se mudando para uma casa nessa rua, e até tudo estar arrumado ela vai ficar uns tempos aqui.

Interessante, muito interessante...

-ORA, ORA!! Nick!! Veja como está tarde! – Eu disse descaradamente – Acho que é melhor irmos indo!! TCHAU SR. ALBERTO!! –Eu falei na maior cara de pau enquanto puxava o Nick pela manga do casaco com uma mão e acenava frenéticamente com a outra.

-O que deu em você? Seu projeto mal feito de detetive! –Disse meu nervoso colega. –Podia ter sido mais educado!

-Não contrarie meus métodos. Você não notou nada de interessante lá dentro? –Perguntei.

-Fora a falta de pano na saia da senhorita Saphira? –Ele perguntou brincando, enquanto dirigia até o meu escritório. Coitado, mal faz piadas e quando faz são péssimas.

-Isso também, mas não percebeu uma ligação maior entre os fatos?

-Ela ter sido ex-namorada dele? Sr. Backerson! Isso não quer dizer nada!! –Ele respondeu enquanto estacionava o carro na garagem do meu prédio. Por falar nisso, já falei como eu ODEIO que me chamem de “senhor”? Faz eu parecer velho!

-Veremos, caro Nick. Veremos...

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MensagemAssunto: Re: Série David Backerson, detetive particular   Qui Dez 15, 2011 1:33 pm

CAPÍTULO QUATRO

Chegamos ao meu escritório/apartamento. Nem preciso dizer a cara que o Nick fez quando viu o estado do meu escritório não é? Digamos que eu trabalho melhor na bagunça...

-Se importa se eu disser que esse lugar parece uma lata de lixo gigante? –Disse meu “adorado” Nick.

-Não, não. Nem se preocupe. Se importa se eu disser a sua mulher como você se dá “bem” com suas secretárias? –Eu disse sarcasticamente. Eu juraria que o rosto dele era uma palheta de cores, eu nunca vi tantos tons de vermelho juntos!!

-Posso fazer uma perguntinha? –Eu disse com uma carinha tão inocente que faria até o Hitler ficar comovido.

-Fala Backerson. –Ele respondeu, ainda vermelho.

-A família da noiva tinha algum tipo de mordomo? –Perguntei ainda com a minha carinha inocente.

-Tinha, por que?

-E o nome dele era...

-James, por que?

-FOI ELE!! –Esclamei, quase caindo da cadeira, de um jeito que fez com que meu amigo largasse o meu videogame (no qual ele estava mexericando) no chão.

-Meu psp!! –Eu disse enquanto ia socorrer meu pobre videogame.

-Como pode ter tanta certeza? Você nem ao menos falou com ele! –Perguntou meu espantado colega.

-Meu caro amigo que não lê livros, deixe-me explicar, o mordomo SEMPRE é o culpado. Ainda mais quando se chama James! –Eu lhe respondi com um ar de superioridade.

-Onde eu fui me meter –Disse Nick enquanto batia a cabeça na parede. Acho que esse cara está ficando louco...

-Tá, ta. Parei com a brincadeira. –Eu lhe falei. Falei pelo bem da minha parede, ela estava começando a rachar...

-O que você queria falar antes de virmos mesmo? –Ele perguntou, enquanto sentava no sofá.

-Ah! Lembrei! Tem uma folha de papel? –Eu perguntei com uma caneta na mão.

-O apartamento, ou escritório sei lá, é seu! Como quer que eu tenha?

-Não seja por isso –Eu fiquei de pé em frente a parede e comecei a fazer algumas anotações nela.

-Você não é meio grandinho para ficar riscando as paredes? -Zombou meu irritante amigo.

-Você não é meio velhinho para ser tão “amigo” de secretárias tão jovens? -Eu perguntei sarcasticamente.

Após calar a boca do Nick, comecei minha explicação.

-Olha, esse caso era realmente muito fácil. Primeiro a noiva é esfaquiada pelas costas, o que não significa muita coisa mas tem uma certa explicação. Segundo: o assassino tirou a aliança, provavelmente era alguém contra esse casamento. Está me entendendo ou quer que eu vá mais de vagar? -Perguntei para irritá-lo.

-Estou entendendo. –Ele respondeu irritado.

-Ok, continuando. Se esse “alguém” era contra o casamento, então deve ter tido alguma espécie de “caso” com a noiva ou com o noivo, não é? E depois, não é interessante que a ex-namorada do Alberto esteja “ficando uns tempos” na casa dele, logo após a morte da finada?

Nick concordou.

-Mas e se for coincidência? Vai prender a garota sem ter certeza? -Ele começou.

-Eu sabia! Eu sabia. –Retruquei indignado –Você sempre, SEMPRE, tem que me encher a paciência e me dar mais trabalho! Não é?

-Me procure quando tiver provas concretas então! –Ele respondeu se levantando. –Não pode confiar apenas nas suas suposições!

-Ok! Você que pediu! Amanhã mesmo eu vou fazer umas perguntas à UNVFP!! –Respondi me levantando também. Detesto quando não concordam comigo.

-Vai fazer perguntas à quem? -Perguntou Nick, que já estava do lado de fora do apartamento.

-Não te interessa, você quer provas concretas e não o significado de siglas! –Eu disse emburrado e com os braços cruzados.

Ele pôs o braço ao redor do meu ombro e foi me guiando até a cozinha, sentou-se em uma cadeira e me disse para sentar na outra.

-Backerson, por que não conversamos aqui no seu escritório um pouquinho? -Ele perguntou com uma voz tão meiga que deixaria criançinhas com medo.

-Sabe, eu juraria que isso era a minha cozinha. Quando que a minha cozinha foi promovida a escritório? -Disse sarcasticamente. Não sei se deu para notar, mas eu amo ser sarcástico nos momentos certos.

Ok, vi uma veia pulsando na têmpora dele, melhor acabar com isso logo.

-Certo, venha cá meu ilustríssimo colega –Eu disse enquanto o conduzia em direção à porta –Você realmente quer saber o que é a UNVFP? -Perguntei sério.

-Quero. –Ele respondeu, já fora do apartamento.

-Então descubra! –Eu disse com um sorriso demoníaco enquanto batia a porta na cara do meu tolíssimo colega.





.::---//---//---//---//---::.



Antes de dormir eu tratei de arrumar as roupas das quais precisaria na manhã seguinte. Amanhã eu teria um encontro com a UNVFP.

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MensagemAssunto: Re: Série David Backerson, detetive particular   Qui Dez 15, 2011 1:38 pm

CAPÍTULO CINCO


Eu estava pronto para encontrar o UNVFP, e estava esperando Nick chegar para eu pegar uma carona com ele. Bem, falando do diabo... Nick chegou, e ficou de boca aberta quando me viu.

-Acho bom você me explicar o que está acontecendo... -Disse aquele irritante rindo.

-Faça um favor à humanidade e cale a boca, por favor. –Retruquei emburrado.

-Ora, ora... É que não se vê você assim tão facilmente...

Deixem-me explicar como eu estava, eu usava uma calça social preta, camisa branca muito bem passada, sapatos pretos, o meu cabelo (que normalmente está “à lá Harry Potter”, ou seja, bem desarumado) penteado para trás e com gel, sem falar na Bíblia de trocentas-mil-e-não-sei-quantas-páginas que eu estava levando.

-Dá para fazer o favor de me deixar na praça da igreja –Perguntei mal-humorado.

-Ok Miss Simpatia! –Disse meu amigo enquanto dava a partida no carro, ainda rindo. Véio desgraçado.



Alguns minutos de viagem e nós chegamos. Elas já estavam lá, sentadas em um banco ao lado da igreja. Era com elas que eu deveria falar.

-Chegamos. –Disse Nick.

-Não! Jura!? –Perguntei sarcástico, meu humor não estava muito bom naquela manhã.

-Vai aonde afinal? –Finalmente ele perguntou isso!

-Vou falar com a UNVFP! –Eu disse com um sorriso digno de comercial da Colgate.

-De novo essa tal de UNVFP! –Ele respondeu meio chateado.

-Que foi? Vai dizer que ainda não descobriu o que significa UNVFP? –Perguntei zombateiramente. –Tá vendo aquelas mulheres naquele banco do lado da igreja? –Eu perguntei.

-Aquelas velhinhas lá? –Perguntou meu amigo.

-Exato! É com elas que eu pretendo falar! –Eu disse com um sorriso de orelha à orelha.

-Explique melhor, por favor. –Ele pediu confuso.

-Por que eu tenho a impressão de que você teria entendido antes de eu acabar de explicar se eu fosse a sua secretária? –Eu disse com um sorriso demoníaco. Nicolas ficou vermelho.

-Ok, ok, eu explico. Unidade de Noticias das Velhinhas Fofoqueiras da Praça! Não existe fofoca que essas véias fofoqueiras não saibam! –Eu disse enquanto saia do carro e ia em direção ao banco onde elas estavam.



.::---//---//---//---//---//---//---//---//---::.



Ok, dando início ao plano. Parte um: infiltração. Eu parei ao lado do banco onde elas estavam, botei um belo sorriso no rosto e olhei fundo nos olhos de uma delas. Ás vezes parece que as pessoas tem medo do meu olhar, quase ninguém consegue me encarar por muito tempo.

-Com licença senhoras, eu poderia me sentar neste banco? –Perguntei do modo mais meigo que consegui.

-Nós não compramos o banco. –Disse uma das duas mulheres Elas parecem estar desconfiadas, melhor exagerar um pouco menos...

Fase um concluída. Agora é a segunda parte, conseguir informações! Eu estava quietinho lendo a bíblia, ou melhor dizendo, fingindo que lia. Velhas irritantes! Foi só eu chegar que calaram a boca! Bom, não seja por isso, se a informação não vai até mim, eu vou até a informação!

-Desculpe a pergunta senhoras, mas não foi nessa igreja que foi celebrado um casamento a alguns dias? –Perguntei encarando uma delas com meus profundos olhos azuis, ela logo desviou o olhar. Os olhos delas pareceram brilhar, finalmente teriam um assunto sobre o qual fofocar.

-Sim meu filho, foi aqui sim, Dizem que foi um lindo casamento. –Disse a primeira.

-Uma pena o que aconteceu com a noiva... –Começou a segunda.

-Por quê? O que aconteceu? –Eu disse, me fingindo de desentendido.

-Morreu. Pouco depois do casamento

-Mas que pena! Deve ter sido horrível! –Eu disse fingindo espanto.

-Pobre noiva! Teve de aguentar uma antiga rival como dama de honra, e depois ainda por cima morre! –Disse a segunda.

-Sério? Poxa, coitada. Não acham senhoras? –Eu disse fazendo-me de triste.

-Tem razão meu jovem. A propósito, pode me chamar de Lia, e essa aqui ao meu lado é a Teresa. –Disse a que estava do meu lado. Conquistei a confiança delas, isso é ótimo.

-Mas você nem imagina o quê está acontecendo meu jovem! A dama de honra está morando na casa do viúvo! –Disse a Teresa. Sinto que as informações que eu quero estão chegando...

-Não! –Disse eu dando uma de espantado- Mas que safada! –Eu disse cobrindo a boca com a mão e fazendo cara de indignado.

-Isso mesmo! –Começou a velha Lia –Sabia que ela odiava a noiva? Ah! Pobre Jasmine! Saphira, a dama de honra, a odiava!

-Elas se davam muito mal? –Perguntei curioso.

-Sim! Saphira estava sempre se jogando em cima do noivo! Até na frente da Jasmine! Eu cheguei a ver com meus próprios olhos! Essas meninas de hoje... -Disse a Lia, me entregando uma informação muito valiosa.

-Saphira! Aquela cobra! Todos teriam motivos de sobra para acreditar que tem o dedo dela nessa história! –Disse uma Teresa muito indignada. Ótimo! Eu praticamente já tinha duas testemunhas! ENGOLE ESSA NICK!

-Mas quem realmente deve ter sofrido com a morte da Jasmine é o jovem James. O nome dele é James Thompson, ele era mordomo da família da noiva, tem a mesma idade da finada. Era totalmente contra esse casamento, ele era apaixonado por ela! –Disse Lia. EPA!! Isso acabou com a minha teoria! Se ele era não-correspondido pela noiva, podia muito bem ter resolvido matá-la, é a clássica história do "se você não me ama não vai amar mais ninguém".

-FILHO DA MÃE! ESTRAGOU TUDO! TUDO! –Eu exclamei desesperado levando as mãos à cabeça, eu tinha tecnicamente todo o caso desvendado até ELE aparecer! As duas senhoras me olharam apavoradas. –Desculpe senhoras, mas o dever me chama! –Eu disse enquanto saia correndo e sacava meu celular para pedir para o Nick vir me buscar.



James Thompson, você acaba de entrar para a minha lista de suspeitos.
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MensagemAssunto: Re: Série David Backerson, detetive particular   Sex Dez 16, 2011 10:26 am

CAPÍTULO SEIS

Cheguei na casa da família de Jasmine. Quando toquei a campainha fui atendido por um rapaz de cabelos loiros e olhos verdes, provavelmente este era James Thompson.

-Posso ajudá-lo senhor? –Ele perguntou educadamente.

-Tenho certeza que sim. Eu sou David Backerson, detetive particular. –Eu disse em um tom de voz amigável. –Eu vim para investigar sobre o assassinato da senhora Jasmine White.

Por um momento pareceu-me ver lágrimas se formarem nos olhos dele.

-Me desculpe senhor, mas a família não quer ser incomodada no momento.

-Não faz mal, minha conversa é com você. –Eu disse enquanto adentrava a casa sem esperar convite, eu sou meio cara de pau as vezes, eu sei.

-Como assim comigo? –Ele perguntou preocupado.

-Eu soube que você era um grande amigo de Jasmine, corrija-me se eu estiver errado. –Eu falei calmamente, enquanto me sentava em uma cadeira e apontava-lhe para fazer o mesmo.

-Jasmine e eu éramos muito íntimos senhor, quero ajudá-lo em tudo o que for possível. –Ele disse com a cabeça baixa.

-Você sabe que está na minha lista de suspeitos? –Perguntei olhando fundo em seus olhos.

-Bem, agora eu sei. –Ele disse.

-Oh! Bem... Então, o que pode me falar sobre você e Jasmine?

-Eu a conheci quando cursávamos o terceiro ano do segundo grau, ela era uma aluna regular, e não demorou muito para nos tornarmos grandes amigos, tanto que foi graças a ela que consegui esse emprego. O problema é que eu não queria ser apenas um amigo. Na faculdade ela conheceu o Alberto...

Ele parou de falar. Seu rosto estava tomado por uma expressão de grande raiva.

-Você não gosta dele, não é? –Perguntei com o meu sorriso diabólico.

-O desgraçado traia ela com a ex-namorada. –Ele disse com um olhar que refletia todo o seu ódio.

-Então quer dizer que o Alberto traia ela? –Perguntei sem tentar disfarçar o espanto. Afinal, se analisarmos todos os ângulos desse caso...

-Sim! Quando Jasmine ameaçou largá-lo ele deixou Saphira no vácuo e pediu Jasmine em casamento! Aquele cachorro sem vergonha! E o que ela fez? ACEITOU! –James me contava enquanto tentava conter as lágrimas.

–Mas pode ter certeza de uma coisa senhor –Disse James enquanto limpava as lágrimas e sorria. –Quando vi a felicidade que estava estampada no rosto de Jasmine no dia de seu casamento, tive certeza de que era o melhor para ela. Compreenda que eu nunca a machucaria, eu não aguentaria fazê-la sofrer, tentei ficar feliz por ela, cheguei até mesmo a conversar com Alberto instantes antes dele ir ao hotel!

-Certo, muito obrigado, foi de grande ajuda. –Eu disse enquanto deixava o local

Alberto está forra da lista de suspeitos, James não tem culpa nessa história. Então agora... Bom, era óbvio desde o início.



..::--//---//---//---//---//---//---//---//---//---//--::..



-Srta. Saphira, é um prazer revê-la. –Eu disse enquanto Saphira se sentava à minha frente, na sala de estar da casa de Alberto, o rapaz estava trabalhando e eu resolvi passar para acabar o que comecei.

-Bom dia Sr. Backerson. –Ela disse com um lindo sorriso.

-Vou ser direto, eu adoraria encontrá-la amanhã, para conversarmos um pouco, sabe. Como... Bons amigos. –Eu disse dando um grande ênfase no “adoraria”.

-O que quer dizer com isso Sr. Backerson? –Ela perguntou interessada.

-Ora, só David, por favor. Sabe, a senhorita deve estar muito triste com o que aconteceu com sua amiga, ainda mais sendo a dama de honra, vocês deviam ser muito próximas... –Eu disse encarando-a profundamente. –Pensei que gostaria de desabafar com alguém...

-Seria ótimo, David. –Ela disse com um sorriso malicioso enquanto mexia nos MEUS cabelos. Mas que víbora! Eu sou muito novo para ela! Safada! Pelo menos agora ela acha que está fora da lista de suspeitos.

-Entendo perfeitamente, amanhã às 20:30?

-Seria perfeito, pode me dizer aonde vamos nos encontrar?

Eu lhe entreguei um papel com um endereço e sai de lá.

Após essa breve conversa eu resolvi ir para casa. Já eram umas 23:30, estava bem escuro. Comecei a ouvir passos me seguindo e então apressei o passo. Até que de repente fui puxado para dentro de um beco escuro, tentei sacar minha pistola mas quem quer que seja que tenha me pegado era bom, pois me imobilizou na hora e me conduziu até um lugar com uma iluminação fraca.

Quando olhei para quem tinha me “sequestrado”, vi que era uma garota de uns dezoito anos, ela tinha os cabelos negros e lisos presos batendo na cintura, parecia não conhecer o sol e tinha olhos negros muito profundos. E estava apontando um revólver calibre trinta e oito para a minha cabeça.

-Quem é você? –Eu perguntei.

-Cale a boca, você não está em um momento muito bom para fazer perguntas.-Ela respondeu friamente. Ela apertou um interruptor de luz e o lugar foi iluminado por uma luz amarelada muito fraca.

-Vai me dizer quem é você ou não vai? –Perguntei sem muito medo, não acredito que ela tenha coragem de puxar o gatilho.

-AFE!! Por quê os homens nunca obedecem?! –Ela perguntou nervosa.

-Epa! Como assim? As mulheres é que são mais teimosas do que mulas! –Respondi indignado, agora é pessoal!

-O QUÊ?! NEM PENSAR! –Ela respondeu ofendida.

Nesse momento começamos uma discussão, até que num súbito ataque de raiva essa louca jogou um canivete contra a minha perna, eu tirei a perna na hora, mas...

-MEU SOBRETUDO!! Você esfaqueou a bainha do meu sobretudo!!!! Quem você pensa que é?! –Perguntei indignado. Podem fazer QUALQUER coisa comigo, mas AI de quem fazer algo com o meu sobretudo ou com o meu psp!

-Ah, cala a boca! –Disse ela apontando novamente o revolver para a minha cabeça.

Bem, foi aqui que começamos, lembram? Facadas, revólver, uma louca... Lembram?

-Fala sério! Foi a Saphira que pediu para você fazer isso? –Perguntei desconfiado.

-Não se faça de retardado Klaus! Não sei de Saphira nenhuma. Não foi ela que me contratou. –Ela respondeu como se eu tivesse dito a maior besteira do mundo.

-Klaus? Que Klaus? Meu nome é David! –Respondi confuso.

-...
-...
-Tem certeza? –Ela perguntou, parecia tão confusa quanto eu.

-Não, eu não tenho certeza sobre se o MEU nome é David. –Eu disse sarcástico.

-Um conselho para você cara, nunca confie em ninguém. –Ela disse enquanto pegava minha carteira em um bolso interno do sobretudo e via que eu estava falando a verdade.

Quando constatou que eu falava a verdade a garota me soltou.

-Me desculpa, sério. A mulher que me contratou me deu as informações erradas. –Ela pedia desculpas extremamente vermelha. –É a primeira vez que isso acontece, em uns quatro anos de trabalho, juro. –Ela dizia constrangida.

-Tudo bem. –Eu disse enquanto ela se virava para ir embora. –Algo me diz que vamos nos ver de novo em breve. –Eu disse.

-Também acho isso. A propósito, eu sou Samanta Stygian, assassina por encomendas. –Ela disse enquanto desaparecia no meio da noite.

Cheguei em casa cerca de meia hora depois de tudo isso. Logo que cheguei telefonei para o Nick.

-OI NICK!! –Eu disse num volume que deve ter acordado todo o quarteirão. –Amanhã eu preciso que você esteja neste endereço...
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MensagemAssunto: Re: Série David Backerson, detetive particular   Dom Dez 18, 2011 5:02 pm

CAPÍTULO SETE

Eram oito e meia da noite, eu já estava no local do meu “encontro” com a senhorita Saphira, estava tudo pronto, só faltava ela chegar. Era o restaurante de um amigo meu, como ele me devia uns favores ele nem ao menos pensou duas vezes quando lhe perguntei se seria possível reservar todo o restaurante para mim. A mesa estava posta em um canto ao ar livre, em frente a uma bela vista para a cidade. O céu estava estrelado, a mesa era iluminada por três velas em um castiçal, parecia até que eu ia pedir a Saphira em casamento! Acho que foi isso mesmo que meu amigo pensou quando arrumou tudo...

-Senhorita Saphira, é um prazer revela! –Eu disse quando a vi se aproximar do local.

-Nunca falto a um compromisso! –Ela disse com um sorriso, enquanto estendia a mão para me cumprimentar. Dei um leve beijo nas costas da mão dela, não pude deixar de reparar no belíssimo anel que ela estava usando...

-É realmente um lugar encantador! –Ela disse encantada.

-Concordo, mas não estamos aqui para falar da decoração, não é? –Perguntei gentilmente. –Deve estar muito triste, afinal, você e Jasmine deviam ser grandes amigas, não é?

-Claro! Claro que éramos! –Ela disse. –Mesmo depois de ela ter roubado o meu namorado. –Ela disse, acho que a primeira taça de vinho está surtindo efeito nela. Lembrem-se crianças: se forem se encontrar com um detetive, não bebam! Ou podem revelar informações importantes sem querer!

-Então vocês não se davam muito bem?

-Na verdade não. Aquela cobra roubou o MEU namorado! E depois CASOU com ele! –Ela respondeu indignada. Vejo que o Calvin, dono do restaurante e descendente de alguns agentes da CIA, cumpriu meu pedido de por um pouco de amobarbital sódico na bebida... Não me perguntem como e onde consegui isso.

-Então, você não deve ter se importado muito com a morte dela, não é? –Perguntei jogando a isca enquanto bebia um gole de coca-cola, nunca gostei de nada que tenha à ver com álcool, além de que eu só tenho dezoito aninhos.

-Claro que não! Aposto que não adivinha o porquê... –Ela disse, logo após tomou um gole de vinho.

-Se eu adivinho o porquê? Esqueceu que eu sou um detetive? Vejamos... Talvez pelos seguintes motivos: 1º o gerente do hotel me disse, em uma conversa particular, que alguém tinha pedido a chave do quarto onde o casal ficaria, 2º a noiva foi esfaqueada nas costas...

Ela me olhou meio confusa.

-Deixe-me explicar esses dois primeiros motivos. Era alguém íntimo do casal pdia conseguir a chave sem problema algum e invadir o quarto, A vítima, em um ato de desprezo, deu as costas ao visitante. Certamente era alguém a quem ela não cultivava uma grande afeição... –Eu falei enquanto via o rosto da mulher ir perdendo a cor.

-Ora, você está dizendo que acha que eu a matei? –Ela perguntou. –Supondo que seja verdade, você não tem provas concretas, tem? –Ela perguntou com um sorriso irritante.

-AFE! –Eu disse ficando em pé em um pulo. –POR QUÊ TODOS ME ENCHEM O SACO COM ESSAS PORCARIAS DE PROVAS CONCRETAS?! –Eu perguntei levando as mãos à cabeça.

-Você está bem? –Ela perguntou rindo, o teor alcoólico do sangue dela deve estar maior do que o de um alambique... Ela já bebeu umas quatro taças de vinho.

-Quer saber? Estou sim! E quer saber quais são as minhas provas concretas? 1º Ela foi esfaquiada pelas costas, um típico gesto de traição, 2º Você era a dama de honra, alguém íntimo o bastante do casal para consegui a chave do quarto. 3º Motivos não te faltavam, você amava o noivo dela. E 4º e último motivo, você está usando a aliança que devia estar no dedo dela! –Eu disse apontando freneticamente para ela – VIU?! Consegui as provas concretas!!

-Ora seu... –Ela disse enquanto esticava a mão para pegar a faca que estava na mesa. Ela gosta de facas hein?

Em uma questão de segundos, Nick e mais dois policiais entraram no local. Eu havia pedido de antemão para que eles ficassem na cozinha do restaurante, onde se tem uma boa visão de onde estávamos, para caso isso acontecesse.

-Mão na cabeça! –Disse Nick sacando o revólver.

-Que vai começar O rebolation-tion. –Eu falei. A música é uma porcaria, mas ao menos serviu para irritar o Nick, que ficou vermelho de raiva... –Quer prova mais concreta do que isso Nick? –Perguntei.

-Você já venceu o jogo Backerson, está querendo humilhar também? –Ele disse tentando se fazer de ofendido, enquanto algemava a mulher.

-Saphira Redson, você está presa pela morte de Jasmine Whith. –Eu disse enquanto encarava a nossa culpada.





..::~//~//~//~//~//~//~//~//~//~::..





Eu estava jogando videogame quando meu telefone tocou, era o Nick, já haviam se passado seis dias desde a prisão de Saphira. O quê aquele velho chato quer agora?

-Nick! Seu chato! Me chamou quando eu tava quase vencendo o Browser! –Eu disse indignado.

-Você já é bem grandinho para jogar Super Mario World, não acha?

-Mas eu comprei o meu super nintendo ontem! Agora eu tenho todos os produtos da Nintendo! Eu só estava querendo curtir meu brinquedo novo! –Eu disse emburrado.

-Surgiu um novo caso para você. –Ele disse me ignorando.

-Detetive PARTICULAR, você sabe o que significa PARTICULAR? –Perguntei.

-Esse é o seu pagamento pelo caso Jasmine Whith. –Ele disse, e logo após me falou o valor.

-Esquece o que eu disse. Me chame sempre que precisar! –Eu disse.

-Quer saber sobre o seu novo caso ou não? –Ele perguntou.

-Pode falar!

-Tem a ver com uma assassina por encomendas, como é mesmo o nome dela? –Disse Nick. Eu fiquei pálido.

-Samanta Stygian! Esse é o nome dela. -disse Nick. Eu perdi totalmente a cor. Aquela garota no beco...

-Certo, depois eu vou aí. –Eu disse, e logo após eu desliguei o celular e também o videogame.

Eu fiquei olhando para o nada por alguns segundos, até conseguir raciocinar direito.

-Samanta... Stygian.
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MensagemAssunto: O CASO SAMANTA STYGIAN   Sex Dez 23, 2011 10:38 am

TÍTULO: O caso Samanta Stygian.
CLASSIFICAÇÃO: Livre (ou +13, não tenho certeza .-.).
CATEGORIA: Originais.
GÊNERO: Mistério, comédia.


SINOPSE: Um detetive. Uma assassina entediada. Um jogo de gato e rato. Bem-vindos ao segundo caso da série 'David Backerson, detetive particular'.
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MensagemAssunto: Re: Série David Backerson, detetive particular   Sex Dez 23, 2011 11:17 am

Nota: a parte em negrito será narrada pela Samanta, o resto pelo David.


CAPÍTULO UM

Isso está me matando. Esse tédio está acabando comigo. Matando?... Isso me deu uma grande idéia, mas com quem eu faria isso? Esse joguinho não vai ter graça sem um adversário.
Aquele cara no beco... Na carteira dele tinha um distintivo, o que dizia nele mesmo? Ah sim! Detetive... Perfeito.


Quando cheguei na delegacia meu caríssimo amigo Nick me mandou encontrá-lo em outro endereço. Subi na minha moto e fui até lá, era uma rua deserta onde estava localizada uma grande casa. Devia ser o local, pois o carro do Nick estava estacionado na frente e a porta da casa estava aberta. Quando entrei encontrei meu amigo conversando com Lucy, uma mulher de uns trinta e poucos anos, pele e cabelos escuros e olhos verdes, a chefe da perícia.

-David, finalmente você chegou. –Ela disse estendendo a mão para me cumprimentar.

-É bom ver você também. –Eu disse, logo após cumprimentei meu amigo. –Ok, o que aconteceu?

-O dono desta casa foi encontrado morto sem motivos aparentes. –Lucy me respondeu.

-Nick tinha mencionado algo sobre uma tal de Samanta Stygian quando me ligou. –Eu disse.

-Nem me lembre dessa garota! É uma assassina por encomendas, não imagina o trabalho que ela me dá. Comete os crimes mas quase nunca deixa pistas, e quando deixa elas não me ajudam em nada! –Disse Nick, pude notar uma certa raiva na voz dele.

-Dessa vez parece ter sido um pouco diferente... –Começou Lucy. –Ela deixou pistas, propositalmente.

-Como pode ter tanta certeza? –Perguntei.

-Ter escrito naquela parede “S. Stygian” é proposital o bastante? –Ela perguntou sarcasticamente enquanto apontava para uma parede onde a mensagem estava rabiscada.

-É acho que sim. –Eu admiti enquanto olhava que cd estava dentro do rádio da vítima. –MEU DEUS! –Eu disse apavorado.

-O que houve Backerson? –Nick perguntou assustado.

-Ele também foi torturado!

-Como assim? –Perguntou Lucy confusa.

-Fizeram ele escutar Calypso! –Eu disse enquanto apontava para o rádio e para o cd. -Tem tortura pior que essa?!

-BACKERSON! –Berrou Nick furioso.

-Desculpa. Mas Lucy... tem outra prova aqui, não é? –Perguntei desconfiado.

-Também sentiu o cheiro? –Ela perguntou.

Nick pensou um pouco, respirou fundo e também entendeu. O cheiro de sangue infestava o ar.

Sabiam, meus caros amiguinhos, que os assassinos metidos à psicopatas AMAM deixar mensagens escritas com sangue nos locais dos crimes? Embora, na minha opinião, seja um completo erro chamá-los de 'psicopatas'... Afinal, idiotas que fazem isso não passam de principiantes que não sabem elaborar crimes e só estão tentando parecer maus. Psicopatas são bem diferentes, agem de maneira planejada e fria, sempre fazem de tudo para evitar deixar pistas que possam incriminá-los. Porém, dessa vez, algo me diz que é diferente.
Lucy nos conduziu até a sala ao lado, em uma das paredes estava escrito “É bom revê-lo, David Backerson”. Sim, dessa vez é mesmo diferente... Ela quer ser descoberta.



Será que ele já viu o meu recado? Sim, acho que sim. A não ser que tenham chamado outro, mas não tem muitos detetives por aqui.




Analisamos aquela mensagem, fiquei ao lado dos rabiscos.

-Foi ela. –Eu disse.

-Como pode ter tanta certeza? –Perguntou meu amigo.

-As pessoas tendem a escrever na altura dos olhos quando escrevem em paredes, lousas e etc, quem escreveu isso tem quase a mesma altura que eu. E eu já encontrei essa garota antes, a altura bate com a da mensagem. –Eu expliquei. –Ela é só um pouco mais baixa que eu, sem falar que a outra mensagem foi escrita na mesma altura.

-Onde você viu ela? -Perguntou Nick confuso.

- Não vem ao caso agora. -Eu disse fugindo do assunto. Tinha encontrado ela no caso anterior.



Será que ele já entendeu? Seria uma grande decepção descobrir que estou lidando com um idiota que, sei lá, talvez pense que deixei as mensagens sem pensar nas consequências.



–Mas o que essa garota quer? Por que deixaria pistas propositalmente? –Nick pensou em voz alta.

Pensei por um instante. Stygian já me conhecia. Deixou isso claro nas mensagens. Ela quer que eu participe desse caso. Ela quer que saibamos que é ela. Será que... Não, não seria isso. Ou será que seria?

O telefone que estava sobre a mesa tocou. Eu fui até ele e atendi.

-Não fale nada Backerson, só me diga se você entendeu o que eu quero. –Perguntou a voz do outro lado da linha. Essa voz...

-Samanta... É você? –Perguntei. Não, é o Coringa... Af... Às vezes fazemos umas perguntas tão idiotas...

-Sim, você entendeu o que eu quero?

-Você não vai... –Eu disse preocupado.

-Você tem um bom raciocínio. –Ela disse, logo após eu pude ouvir uma risada baixa e discreta. Ela desligou.

-Você tem três segundos para explicar tudo antes que eu me irrite Backerson. –Nick disse.

-Fica quieto vovô. –Eu disse visivelmente preocupado, mas sem perder a chance de irritar o Nick. –Isso está cada vez pior, preparem-se para o que está por vir. –Eu disse deixando o local, subindo na minha moto e indo para casa, deixando Nick e Lucy confusos.



..::-~-~-~-~-~-::..



Eu cheguei em casa em questão de minutos e me joguei na cama, estava cheio de pensamentos na cabeça.

-Ela vai realmente fazer isso? –Eu me perguntei, falando em voz alta.

Não. Que pessoa faria isso em sã consciência?

Primeiro ela matou uma pessoa sem nenhum motivo. Deixou os rabiscos na parede, o que deixa mais do que claro que ela quer que eu saiba que é ela que está por trás disso. Sem falar que ela até ligou para a cena do crime, presumindo que assim poderia falar comigo para ter certeza de que sou eu que estou nesse caso. Será que ela realmente estaria... Bom, só vai dar para saber se isso se repetir. Tomara que eu estaja errado.



É. Aparentemente ele entendeu. Que bom, ele não é tão burro quanto parece. Mas, e quanto aos que eu vou matar? Hun... como se eu me preocupasse com isso. Ela também não se preocupou... por que eu deveria me preocupar? São só vidas! Não são?! haha... só simples vidas miseráveis! Você também não se preocupou em tentar tirar a minha vida mãe... Sou assim por sua culpa, mamãe...
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MensagemAssunto: Re: Série David Backerson, detetive particular   Ter Dez 27, 2011 6:37 am

CAPÍTULO DOIS

-Eu não tenho tempo para explicar, tenho que sair daqui o mais rápido possível. –Eu disse secamente enquanto pegava uma mochila e saia do apartamento.

-Mas por quê? Samanta me diz o que aconteceu! –Ela pedia enquanto me seguia pelos corredores do prédio.

-Samanta! Por que você sempre faz isso?! –Ela dizia. –Você vai mesmo embora? Para onde você vai?

-Não vou ficar muito tempo no mesmo lugar, compreenda que é por que não quero envolve-la nisso. –Eu disse sem olhar para trás. -E não se preocupe com você mesma, vou continuar sustentando você por uma renda fixa.

-Por que eu tinha que ter logo uma maluca psicopata como irmã? Queria que você fosse normal! -Ela respondia, sem perder a chance de me irritar.

-E eu quería não ter sido filha da nossa mãe! -Respondi secamente, fazendo aquela pirralha inútil calar a boca. Peguei minha mochila e saí.




Eu tinha combinado de me encontrar com o Nick na confeitaria, talvez lá ele não fosse tão azedo...

-Finalmente você chegou! –Ele me disse revoltado.

-É assim que você me trata?! Então não falo a pista que eu achei sobre o local onde a Samanta pode estar! –Eu disse emburrado, logo após comprei um pedaço de torta de chocolate, me sentei e comecei a comer meu lanche.

-Fale logo! –Ele disse irritado.

-Só se você for mais educado! –Eu disse de boca cheia. –E me pedir desculpas.

O olhar dele me deixou com medo! Melhor eu parar de criançice...

-O namorado da prima de um amigo meu, cuja profissão não importa, conseguiu rastrear o número pelo qual a Samanta telefonou ontem, ela fez a ligação por telefone fixo.

-Você conseguiu o endereço então? –Ele perguntou.

-Exato!

-Então vamos para lá agora! –Ele disse se levantando da cadeira onde estava.

-Eu não ganho nem um parabéns?

-Cala a boca Backerson! Me passa logo o endereço.

Eu entreguei para ele o papel onde eu havia anotado o endereço de nossa culpada, ele entrou em seu carro e eu subi na minha moto, iríamos fazer uma visitinha à dona Samanta... Mesmo eu achando que não irríamos encontrá-la. Ela não seria tola o bastante para fazer a ligação por telefone fixo.





Eles vão rastrear a ligação... Mas eles não vão me achar, já estou hospedada nesse hotel. E pretendo partir para outro logo amanhã e assim por diante. Mas... e se eles encontrarem Sophie? Melhor, talves aquela pirralha imprestável sirva para alguma coisa afinal.




Já estávamos em frente à porta do apartamento de nossa culpada, ambos estávamos armados por precaução. Batemos na porta.

-Sim? –Disse uma garota de uns quatorze anos, muito parecida com a Samanta, porém era ruiva e tinha olhos castanho-claros.

-Parabéns gênio! Conseguiu um endereço errado! Se a Samanta tem quase a mesma altura que você então erramos de endereço! Desculpe garotinha, foi um engano. –Nick disse olhando para mim com raiva.

-Você conhece Samanta Stygian? –Eu disse antes mesmo de perceber que havia dito.

-O que vocês querem com a minha irmã? –Ela disse assustada. Não erramos o endereço.

-Ela fez algo muito ruim, podemos entrar? –Eu disse num tom de voz gentil.





..::-~-~-~-~-~::..



Eu expliquei a situação para a menina, ela não parecia muito surpresa com o ocorrido.

-Ela não faz essas coisas por querer... Ela não era assim. –Disse Sophie, esse era seu nome.

-O que quer dizer com isso? Por falar nisso, onde estão seus pais? –Nick perguntou.

-Samanta e eu somos órfãs e isso tem ligação com o que ela está fazendo. Tudo começou quando eu tinha oito anos. –Ela disse cabisbaixa e com um olhar triste.

-Poderia nos dizer o que aconteceu? –Eu perguntei. Talvez isso nos ajude a compreender o que Samanta quer.

-Claro. –Ela disse, logo após começou a narrar o que havia acontecido.



Ela vai dar com a língua nos dentes, chega a ser óbvio. Melhor assim, quero que eles saibam como tudo começou. Fale tudo pequena Sophie... Tudo o que nós duas tivemos que passar desde que você tinha oito anos... Fale tudo o que passamos nos últimos quatro anos... Enquanto você faz isso, eu vou trabalhar...

-Tudo que está acontecendo é culpa sua, mamãe. -Eu disse, logo após comecei a rir. Peguei me revólver e mais umas coisas das quais eu ia precisar.
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MensagemAssunto: Capítulo três   Qui Dez 29, 2011 11:58 am

CAPÍTULO TRÊS

Sophie foi até a cozinha preparar um chá, para aliviar um pouco os nervos antes de começar o seu relato. Eu e Nick estávamos na sala de estar, era um lugar muito aconchegante. Uma foto estava pendurada em uma das paredes, nela estavam uma menininha de uns oito anos e outra de catorze. A mais velha era Samanta, ou então era um bom clone, era possível notar pelos traços do rosto, pela palidez quase doentia da pele e pelos olhos. Os olhos dela eram inconfundíveis, negros, profundos. Era difícil olhar fixamente para eles, mesmo por foto. Lembram os meus, se não fosse o fato dos meus serem “azul-elétrico-quase-turquesa”, se bem que ambos tem o mesmo aspecto solitário.

Sophie voltou da cozinha com três xícaras de chá. Ela se sentou em uma cadeira, eu peguei um bloquinho de papel e uma caneta que estavam nos meus bolsos, e ela começou o seguinte relato:



“Tudo começou à uns quatro anos atrás, quando eu tinha oito anos. Antes de falar o que aconteceu acho que devo descrever como minha família era. Pois bem, meu pai estava na cama à beira da morte à seis meses, minha irmã Samanta estava se isolando cada vez mais do mundo, e minha mãe...”



A pequena Sophie fez uma pausa, como se a menção da mãe a fizesse lembrar de algo terrível. A jovem respirou profundamente e prosseguiu.



“Minha mãe nos batia muito, estava sempre estressada e já tinha tentado me matar quando eu era bebê, se não fosse meu pai tê-la impedido eu não estaria aqui hoje. Ela devia ter algum problema mental ou algo do tipo, que infelizmente, eu acho que a minha irmã acabou herdando um pouco. Acabadas as apresentações vamos ao que interessa, foi um mês depois do meu aniversário de oito anos. Lembro que o estado mental da minha mãe estava cada vez pior, mas aquele dia... foi o fundo do poço. Eu estava dormindo, acordei com a Samanta me chacoalhando, perguntei o que estava acontecendo e ela disse que estava sentindo cheiro de gás e de gasolina. Levantei o mais rápido que pude. Samanta e eu fomos até a cozinha, nossa mãe estava lá...”



A garota fez outra pausa, e depois continuou.



“Nossa mãe estava lá, havia gasolina espalhada pelo chão e o gás do fogão estava aberto, ela tinha uma caixa de fósforos nas mãos. Lembro-me até hoje do sorriso doentio estampado no rosto da minha mãe. Samanta me empurrou para fora de casa e saiu logo em seguida o mais rápido possível. Pouco depois a casa foi pelos ares.”



Após esse trecho da narração lembrei-me vagamente de uma reportagem que havia saído no jornal local a uns quatro anos, sobre uma casa ter explodido. Nela era citado o fato dos corpos das duas crianças que moravam lá não terem sido encontrados. Bem, isso explica.



“Ficamos na rua por um tempo. Sem comida, casa, dinheiro nem nada, apenas com as roupas do corpo. Lembro de que um dia Samanta apareceu com um cheque em mãos, de um valor alto. Fiquei assustada no inicio, afinal, onde ela teria conseguido? Naquela hora isso era o que menos importava na verdade, o valor era realmente alto e estávamos mesmo precisando. Quando digo que era alto é porque realmente era, pois com ele demos entrada no aluguel de um kitnet. Com o passar do tempo o número de cheques e seu valor foi aumentando. Estávamos morando em um apartamento na época, minha irmã estava em seu quarto, ela me chamou até lá.

-Sophie, promete que não vai se assustar se eu te disser onde consigo dinheiro? –Ela me perguntou com a voz baixa,estava deitada na cama, olhando fixamente para o teto. Eu prometi. Ela me estendeu uma faca cuja lâmina estava totalmente suja de sangue.

-Samanta, eu não entendi, explica melhor. –Eu disse confusa.

-Matando. –Ela disse secamente. –Tudo começou uma semana depois da explosão, você estava dormindo. Estávamos em um beco, era escuro. Eu ouvi um tiro, deixei você onde estava e fui ver o que tinha acontecido.

-E o que aconteceu? –Eu perguntei já prevendo a resposta.

-Um cara tinha matado outro. Quando me viu ele disse que se eu não esquecesse imediatamente o que eu tinha visto ele teria que “acabar com as testemunhas”, era um assassino por encomendas.

-E o que você fez? –Eu perguntei.

-Virei sua "aprendiz", esse é meu emprego desde então. –Ela me falou. –Entenda uma coisa Sophie, fiz e continuo fazendo isso por falta de opções, talvez tivesse sido diferente se nossa mãe não fosse louca. –Ela me disse friamente, nunca mais tocamos no assunto.

Ela é o que é por que não teve outras opções, segundo ela. Se nossa mãe não tivesse mandado tudo pelos ares, literalmente, talvez tudo teria sido diferente. Samanta não é má, mas não tem pena de matar. Virou profissional nesse ramo, mas faz isso por que é o jeito que ela tinha conseguido achar. A última vez que conversamos sobre isso ela simplesmente disse “não tenho pena de quem mato, ela não teve pena de tentar matar toda a família. Na época eram eles ou nós, eu preferi que fossem eles. Não tenho opção melhor Sophie, mas mesmo assim não largaria esse emprego, já me acostumei em matar.”

À alguns dias ela estava estranha, se isolou mais do que o normal, e hoje de manhã foi embora. Não sei onde ela está agora”



..::-~-~-~-~-~-~-::..



-Obrigado Sophie, vamos Nick. –Eu disse enquanto arrastava meu colega para fora do apartamento.

-Onde vamos agora Backerson?

-Você eu não sei, eu vou pra casa. Tenho que pensar um pouco. –Eu disse, já fora do apartamento.

O celular do meu amigo tocou, ele atendeu, não disse nada e desligou.

-Vai ter que pensar mais tarde Backerson, Samanta aprontou mais uma.
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MensagemAssunto: Capítulo quatro   Seg Jan 02, 2012 12:09 pm

CAPÍTULO QUATRO


No caminho para a delegacia eu não pude deixar de pensar no que estava acontecendo. Ela atacou novamente. Eu estava certo, tem grandes chances dela estar fazendo exatamente o que eu pensava... Ela está só brincando comigo.

Nick e eu chegamos na delegacia, Lucy já estava nos esperando. Ela parecia séria e segurava um envelope nas mãos.

-Qual é o galho Lucy? –Eu perguntei enquanto me jogava na cadeira mais próxima.

-Como você consegue... –Ela sussurrou irritada, segundos antes de atirar tudo o que viu pela frente em mim.

-AI! Mas o que eu... AI! LUCY! –Eu disse enquanto tentava me esquivar de um grampeador voador...

-Você não consegue ficar sério nem quando pessoas estão morrendo ao seu redor?! –Ela me disse indignada.

-Bem-vinda ao meu mundo! –Meu metido amigo Nick fez questão de falar. Calar a boca, uma arte perdida...

-Que foi?! Pelo menos alguém tem que ficar descontraído! E já que o Nick nasceu sem senso de humor e você também eu é que tenho que me encarregar dessa parte! –Eu disse tentando parecer indignado.

-Palhaço. –Ela disse se referindo a mim.

-Tá bem! Me convenceu! –Eu disse sentando novamente na cadeira. –O que ela aprontou, ou melhor, quem ela matou?

Ela me estendeu o envelope, dentro havia uma carta da nossa “querida” Samanta e uma foto da nova vítima. A foto mostrava mais precisamente uma cicatriz igual a algum símbolo que eu acho que já ví em algum lugar... -Cicatriz deixada no corpo do cadáver? –Perguntei a Lucy.

-Sim, e a carta aparentemente é para você David.

A carta continha a seguinte mensagem:



Ao ilustre detetive, Sr. David Backerson,

Não gosto de rodeios então vou direto ao ponto, ok? Como você já notou isso para mim não passa de uma brincadeira, não me importo com a vida das minhas vítimas, eu estava um pouco entediada e resolvi brincar. Já que você resolveu entrar na brincadeira é melhor eu explicar as regras, embora eu ache que você já saiba como isso vai funcionar.

É simples você tem que me prender, até lá eu vou ir fazendo mais vítimas, se me prender o jogo acaba e você vence. Mas se eu ganhar...



Ps.: Tome conta de quem está perto de você.



Atenciosamente, daquela que mal pode esperar para ver você novamente,

Samanta Stygian




-E então? –Perguntou Nick.

-Nada que eu ainda não soubesse. –Respondi me largando sobre a cadeira. –Se bem que...

-Quê? –Disse Nick.

-Que o quê? –Eu disse para irritar meu amigo, preciso dizer que funcionou?

-Ora seu... –Disse Nick enquanto pegava o grampeador a atirava ele em mim. Esse grampeador acha que eu sou o quê? Pista de pouso?

-ELA DEU UMA PISTA!! –Eu exclamei. Essas são as palavras mágicas para o Nick não me matar... –O que ela escreveu no final, a próxima vítima vai ser alguém que nós conhecemos. Por isso fiquem alertas, por favor.

-Certo. –Os dois disseram.

-Lucy, que símbolo é esse no cadáver? –Eu perguntei.


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MensagemAssunto: Capítulo cinco   Seg Jan 02, 2012 12:16 pm

CAPÍTULO CINCO
-É o simbolo do signo de gêmeos. -Lucy respondeu. Bem que eu sabia que já tinha visto esse simbolo, aparece sempre no horóscopo do jornal junto com os dos outros signos.

Porém, acho que o número 42 logo abaixo do símbolo não é parte do desenho original.

-Como se não fosse óbvio que ela vai matar alguém. -Eu disse pegando meu celular e começando a jogar. -Olhem o número.

-O número quarenta e dois é conhecido com o número da morte. –Disse Nick.

-Exato. –Eu disso enquanto passava de fase no game. -Em japonês o 42 é shi ni, shi é 4 e ni é 2, mas pronunciados juntos formam a palavra morte. –Eu disse enquanto vencia mais uma fase do game. (N/A: foi o que eu achei na internet, me avisem caso esteja errado)

-Certo, então ela vai matar alguém próximo à um de nós. –Disse meu amigo.

-NÃO! Jura?! Ela disse isso na carta! Dã! –Eu disse sarcásticamente.

Após eu ter dito isso um "objeto grampeador bem-identificado" colidiu com a minha cabeça...

-Backerson, se a Stygian não te matar... EU MESMO ME ENCARREGAREI DISSO! –Disse Nick tentando alcançar o grampeador novamente.

-Então vai trabalhar com ela! MALVADO! Por sua culpa meu celular caiu no chão! –Eu disse enquanto massageava minha cabeça, em seguida ajuntei meu celular. –NÃO! ELE DESLIGOU! AS FASES QUE EU DETONEI FORAM PRO ESPAÇO!! –Eu disse enquanto entrava em desespero. Nick seu maldito!

-Crianças, já chega! –Lucy disse com tom de superioridade na voz.

-Tô louco pra acabar esse caso logo e ir para casa jogar alguma coisa em casa, e talves até convidar os gêmeos para jog...–Foi aí que eu percebi. –EUREKA! –Eu exclamei pulando da cadeira, fazendo o Nick derramar café quente no colo. Vingança pelo game Nick...

-BACKERSON! –Ele disse zangado.

-Ela deixou uma pista dupla... wow! –Eu disse sem dar bola para o Nick.

-Como assim David? –Lucy perguntou.

-Ela desenhou o símbolo de gêmeos e avisou que mataria alguém próximo à nós!

-Claro, então provavelmente as próximas vítimas serão gêmeos próximos a nós, certo? –Disse Lucy acompanhando perfeitamente meu raciocínio, mesmo sendo algo óbvio.

-Exato! –Eu disse. Naquele instante eu gelei. Gêmeos e próximos a nós...

Olhei em direção ao Nick, estava pálido e me encarava.

-Nick, você tem filhos.

-Sim. –Ele respondeu perdendo cada vez mais a cor.

-E são... gêmeos. –Eu perguntei não conseguindo esconder a preocupação da minha voz.

Ele concordou com a cabeça. Nos encaramos, logo em seguida corremos em direção ao carro do Nick, deixando uma Lucy na delegacia.



....::::-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~::::....



Nick dirigia o mais rápido que podia, o limite de velocidade não importava nesse momento, tínhamos que prender uma louca antes que fosse tarde demais.

-Nick, se alguma coisa acontecer aos meus irmãos, eu juro que não vou só prende-la, mas também matá-la. –Eu disse nervoso.



Não, Nick não é meu pai e os filhos dele não são meus irmãos. Mas essa é uma história que deve ser contada outra hora.



----------------
NOTA: Como ninguém deve estar acompanhando e como eu quero passar tudo para cá de uma vez, vou postar o resto hoje mesmo =.="
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MensagemAssunto: Capítulo seis   Seg Jan 02, 2012 12:23 pm

CAPÍTULO SEIS

Ora, ora, ora... Ele entendeu. Estou surpresa, confesso, achei que ele não entenderia tão cedo, mesmo sendo uma pista fácil. Achei que ele e aquele velho não iriam atrás da pista nunca. É entediante ficar escondida esperando.

Meu pobre “amigo”, não se lembra do que eu disse no beco aquela noite? Eu dei um conselho, nunca confie em ninguém, mas acho que você não me ouviu... É uma pena que a mulher pague por isso, afinal o erro foi seu. Sendo assim, acho que não vou matá-la, só desmaiá-la.

Descobriu meu recado Backerson, mas não devia ter confiado em mim... Principalmente por não ter analisado todos os lados da pista.



Chegamos à casa do Nick, entramos com armas em mãos. Eu preferia tentar pegá-la de surpresa, mas se ela estava lá não adiantaria, pois devia estar nos esperando. A mulher do Nick estava trabalhando, então os gêmeos deviam estar sozinhos em casa. Pelo que Nick tinha me falado no caminho meus “quase irmãos” estavam doentes, então não tinham ido à aula. Vitor e Kate são quase irmãos para mim, e Nick é quase um pai, mas não é hora de falar sobre isso.

A casa estava quieta, fora o barulho vindo da sala de estar, isso era estranho. Deixe-me explicar uma coisa, existe o “quieto” e o “quieto de mais”, o primeiro é encontrado em ambientes normais e o segundo em uma cena do crime. Andamos sorrateiramente até a porta da sala de estar, Nick pousou a mão sobre a fechadura, ele abriu a porta lentamente... É impressão minha ou essa narração lembra a de um livro de suspense? Bem, voltando ao assunto, Nick abriu a porta. A visão o deixou chocado. A sala de estar tinha sido o lugar de uma guerra... de pipocas. Vitor e Kate estavam esparramados no sofá assistindo um filme em DVD, havia pipoca atirada por todos os cantos, a sala estava uma bagunça completa.

-O que aconteceu? –Perguntou meu amigo, enquanto falava seu rosto ia ficando cada vez mais vermelho de raiva.

Acho melhor avisar meu amigo de uma coisa óbvia.

-Nick, você não notou nada? –Eu perguntei.

-O QUE BACKERSON?! –Bradou aquele louco, mal-educado!

-Nossa amiguinha não está aqui. –Eu disse, interrompendo a bronca que os gêmeos levavam e tentando manter a calma. -Espera... como eu não percebi isso antes?!

-Algum problema?

-Pista errada. Lucy é de gêmeos e fez 42 anos a uns quatro meses.



Bem, a essa hora eles já devem ter chegado lá, acho que já posso ligar. Foi fácil desmaiar ela, ela não esperava um ataque repentino. É melhor eu me apresar, daqui a pouco ela já vai estar acordando.

-Vou precisar do seu celular Srta. Lucy. –Eu disse enquanto colocava meu celular sobre a mesa e pegava o dela, eram iguais por falar nisso, do mesmo modelo. Ora, que bom, o número está salvo entre os contatos.




Meu celular tocou, o número da Lucy piscava no visor.

-Lucy, o que foi? –Eu disse.

-Olá Backerson. –Disse a voz do outro lado da linha. Samanta.

-Você! Uma pista falsa! TRAÍRA!

-Na primeira vez que falei com você eu disse para não confiar em ninguém... –Ela respondeu.

-Sua...

-Eu não mato crianças Backerson, não iria atrás dos gêmeos, seria baixo demais.

-Quem diria... Você tem coração! -Eu disse fingindo espanto.

-Infelizmente. Mas eu disse para ficar de olho em quem estava perto de você. Por falar nisso, você só olhou minha pista por um ângulo.

Ela tinha razão, olhando por esse lado.

-O que fez com a Lucy? -Eu perguntei.

-Ela só está desmaiada, não se preocupe. Mas cuidado, o próximo pode ser você... –Ela disse em tom de piada. Ela estava brincando comigo.

Ela desligou, Nick olho para os gêmeos com cara de quem diz “depois conversamos” e foi comigo até o carro, tínhamos que ir até Lucy.



–Well, well, well... Meu trabalho por aqui acabou, acho que já posso ir indo. –Eu disse após colocar o celular da Srta. Lucy sobre a mesa, junto ao meu.

Olhei pela janela, ninguém vindo. O lugar estava deserto, eu já podia sair. Peguei um dos celulares sobre a mesa, certamente o meu, e fugi pela janela. Clichêzinho básico, a saída é sempre pela janela...




Entramos no lugar onde havíamos deixado nossa amiga. Ela estava sobre uma cadeira, pelo visto Samanta não tinha machucado ela. Algo sobre a mesa chamou minha atenção, um celular.

-O celular da Lucy? –Perguntou Nick quando me viu mexendo no celular.

-Melhor, muito melhor... –Eu disse enquanto analisava. Mesmo modelo, mesmo tamanho...

-Então o que é? –Ele perguntou enquanto verificava se Lucy realmente estava bem.

Não consegui conter o sorriso.

–O celular da Samanta.
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MensagemAssunto: Capítulo sete   Seg Jan 02, 2012 12:30 pm

CAPÍTULO SETE

-O celular da Samanta?! –Ele perguntou, num misto de alegria e espanto.

-É! Nick, cuida da Lucy, tô saindo! –Eu disse enquanto pegava o celular da Samanta, saia do local e deixava meus amigos lá. Montei na minha moto, tinha que encontrar um velho amigo.

Eu sei que podia muito bem ser uma pista falsa novamente, mas eu tinha que correr o risco, afinal tinha quase certeza de que se a Samanta resolver fazer uma nova vítima seria eu.

Cheguei. Era difícil, mas ele podia me ajudar. O difícil era eu pedir a ajuda. Sabe, eu ODEIO esse cara, mas quando a situação é crítica...

Respirei fundo e toquei a campainha. Esperei um pouco... e nada. Toquei a campainha mais uma vez, e nada. Esse irritante nem está na minha frente e já me irritou!

-MAX SEU IRRITANTE ABRA ESSA PORTA OU EU COLOCO ELA À BAIXO! EU SEI QUE VOCÊ TÁ AÍ!! –Eu gritei enquanto batia na porta com força. Eu sou uma pessoa sutil, eu sei...

-NÃO DÁ PRA GRITAR MAIS ALTO?! –Perguntou aquele mala-sem-alça enquanto abria a porta. Quem ele PENSA que é para gritar comigo?

-Quer mesmo saber? –Eu perguntei entrando na casa daquele irritante sem nenhuma cerimônia.

-O que você quer? Fala logo, quanto mais cedo falar mais cedo você vai embora. –Ele disse. Dá pra ver que a gente se adora, né?

-Consegue rastrear a posição atual de um celular?

-Faço isso desde a quinta série Backerson.

-Modesto você... –Eu disse sarcasticamente.

-Pra que você quer que eu faça isso? –Ele perguntou ignorando meu comentário.

-Não é da sua conta, metido.

-Ok. Mas o que eu ganho ajudando você? -Ele me perguntou indo em direção a uma mesa, sobre a qual estava um notebook.

-Um abraço e um aperto de mão.

-Prefiro não ganhar nada a ter qualquer contato físico com você. –Aquele irritante disse. Eu já disse que ODEIO esse cara?

Passei o número do celular da Lucy, que estava com a Samanta, para ele. Enquanto ele tenta rastrear eu vou explicar a nossa “amizade”. É simples, eu odeio ele e ele me odeia. É uma espécie de rixa que começou quando eu zerei Super Mario World antes que ele na terceira série, como vingança ele atirou meus games de uma janela do segundo andar da escola, nos odiamos até hoje.

-Achei. –Ele disse.

-Sério?! –Eu perguntei, ele confirmou.

Tenho que admitir, esse cara é bom. É um IDIOTA, mas é bom.

-Qual é o endereço? –Perguntei ansioso.

-Sabe a loja Magazine Star?

-Sei, comprei uns treze sobretudos lá semana passada.

-É no hotel ao lado.

Mal agradeci ele e sai correndo, não tinha tempo a perder, a qualquer instante Samanta poderia notar que confundiu os celulares. Telefonei para o Nick pouco antes de embarcar na moto, pedi que ele e Lucy fossem até o hotel, onde eu os esperaria. Pedi que fossem armados, por via das dúvidas. Antes de dar a partida na moto verifiquei, sem deixar ninguém ver, se minha arma estava carregada.

Nick e Lucy chegaram ao hotel pouco depois de eu descobrir o número do quarto da Samanta. Nick pediu uma explicação, mas eu disse que não tínhamos tempo para isso. Em questão de minutos estávamos em frente à porta de Samanta Stygian.



-Onde eu deixei meu celular? Quero ligar para a Sophie, tenho que ver se está tudo certo com ela. Achei. Espera... esse... não é... ah, droga.

Levantei surpresa. Ah, e sim, eu tenho a mania de falar sozinha às vezes.

-Como eu pude cometer um erro desses?! E se eles estiverem com meu celular? Eles podem rastrear a minha posição pelo celular daquela mulher! Eu tenho que sair daqui, se eles chegarem...

Outra hora eu pegaria as minhas coisas, agora eu tinha que sair de lá. Abri a porta as pressas.



Os três estávamos de armas em mãos, fui abrir a porta, mas de repente a porta se abriu. Estávamos cara a cara com Samanta.



Os três estavam lá. Eu estava cara a cara com o Backerson. Tentei sacar o revólver, mas já era tarde, a mulher e o cara com quem ele trabalha já apontavam suas armas para a minha cabeça.




Ela tentou pegar o revólver, mas já era tarde.

-Nem tente, seu jogo acabou. –Eu disse a ela.

Eu podia ver a frustração em seus olhos. Eu estava frente a frente com ela, segurei seu pulso e a olhei nos olhos.

-Game over Samanta.



Já até sei o que vem agora... Samanta Stygian você está presa por blá blá blá. Ele está certo, eu perdi.



–Samanta Stygian...



É agora... Porque ele não me prende logo? Cara irritante.



-...quer ser minha assistente? –Eu disse com um sorriso no rosto.



O QUÊ?!
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MensagemAssunto: Capítulo oito   Seg Jan 02, 2012 12:50 pm

FINAL DO CASO

-O QUÊ?! –Perguntaram Lucy, Nick e até Samanta.

-Perguntei se quer ser minha assistente, dã.

Ela parecia chocada. Pedi a Nick e Lucy que guardassem as armas.

-Você ficou maluco?! Ainda que eu aceitasse, já passou pela sua cabeça que eu posso tentar matar você?! –Ela perguntou, ainda chocada com a pergunta.

-Você aceita ou não aceita? –Eu perguntei sem dar atenção às perguntas dela.

-Antes explique o por quê. –Ela disse me encarando.

-Ok, é o seguinte. Eu preciso de uma assistente. O Nick tem o trabalho dele, nem deveria estar me ajudando, e o mesmo vale pra Lucy. E bem, você entende de assassinatos, seria muito útil. –Eu expliquei.

-Não passa por essa sua cabeça dura que eu posso tentar matar você? –Ela repetiu a pergunta.

-Passa. Mas eu vou correr o risco. Aceita, caramba! Eu sei que no fundo você não gosta de matar.



Ah, quer saber de uma coisa... ?



-Tá certo! –Ela concordou, ando de ombros.

-O quê?! –Disseram Nick e Lucy.

-Foi o que vocês ouviram! A partir de hoje eu, David Backerson, tenho uma assistente! Samanta, pegue suas coisas, vamos para o meu escritório, que por falar nisso também é meu apartamento. Você vai morar comigo agora.

-Certo. Mas vou avisando Backerson, não tente nenhuma gracinha, sabe que eu ando armada. –Ela disse desconfiada.

-Pode confiar em mim! E a partir de hoje me chame de David, entendeu Sammy?

-NÃO ME CHAME ASSIM! –Ela disse irritada.

-Tá, tá, eu entendi!



Após alguns minutos Samanta já tinha acabado de pegar suas coisas. Nick e Lucy se encarregaram de levar as malas até meu apartamento. Samanta iria até lá comigo, na minha moto...



-DAVID SEU LOUCO!! NUNCA! NUNCA MAIS ANDO COM VOCÊ NAQUELA MOTO! –Disse minha nova assistente quando chegamos no apartamento.

-Ora Sammy, vai dizer que eu te assustei? –Eu disse tentando parar de rir.

-NÃO! Você tentou nos matar e eu NÃO me assustei!! –Ela dizia sarcasticamente. –E não me chame mais de Sammy! –Ela acrescentou, enquanto se trancava no seu novo quarto.

-Pode deixar SAMMY!! –Eu disse, dando um enorme ênfase na ultima palavra.

Um tiro atravessou a porta. Er... melhor eu parar de incomodar.

Fui rindo até o meu quarto. E vi ele... MEU PSP!!! Peguei ele e me atirei na cama, depois do caso Samanta eu merecia jogar um pouco.



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MensagemAssunto: Capítulo nove   Seg Jan 02, 2012 12:54 pm

EPÍLOGO


Na semana seguinte eu e Samanta ainda não estávamos acostumados um com o outro, mas estávamos no caminho...

-David! Me devolve esse mangá agora! –Samanta dizia enquanto corria atrás de mim pela casa, tentando recuperar o mangá.

-Só quando eu acabar de ler! –Eu dizia enquanto corria pela casa fugindo da Sammy.

-Mas eu ainda não li! DEVOLVE! –Ela dizia enquanto tentava me alcançar.

-OK DAVID! Você que pediu isso! –Ela disse sacando o revólver.

-Sammy! Você não faria isso! –Eu disse parando de correr.

-Eu não atiraria em você... –Ela disse.

-Ufa!

-...Mas nos seus sobretudos sim! –Ela disse enquanto baleava uma pilha de sobretudos que estavam jogados em uma cadeira.

-NOOOOOMMMMM!!!!!!!!!!!!!! SAMMY SUA PSICOPATA! –Eu disse desesperado indo socorrer meus pobres sobretudos. –NÃO! VOCÊ MATOU O JOARILSON! –Eu disse enquanto chorava sobre o Joarilson, meu sobretudo preto com a costura em laranja fluorescente, e agora com buracos de balas.

-Você e essa sua mania de por nomes estranhos nos seus sobretudos... –Ela disse pegando seu mangá.

-Você também tem sobretudos, vários! –Eu rebati, mesmo sabendo que eu tinha bem mais sobretudos que ela. Eu coleciono sobretudos, ainda tenho poucos, só 254... e dou um nome pra cada um!

-Tenho só dois, e não dou nomes estranhos para eles! Se bem que é capaz de eu pegar essa sua mania... –Ela disse enquanto ia até a cozinha. –Depois de ler eu vou fazer o almoço, trate de vir me ajudar.



..::-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~::.
.



O almoço não foi uma experiência muito normal sabe...

-David! Tá me atrapalhando! –Ela disse enquanto tentava me afastar do fogão.

-MAS EU TÔ COM FOME! –Eu disse nervoso.

-Depois você cozinha o SEU almoço, agora me deixa fazer o MEU!

-EGOISTA! Nem vai dividir comigo?! –Eu disse indignado.

-Não vou mesmo e... AH!! –Ela disse, porém ambos tivemos que nos afastar do fogão, devido à uma explosão vinda da frigideira.

-SAMMY! VOCÊ EXPLODIU UM OVO FRITO?! –Eu disse caindo na gargalhada.

-Eu... ah? Como isso...?! –Ela disse tentando se defender.

-Qual é o próximo passo? Queimar gelo? –Eu perguntei rindo.

A última coisa que eu lembro é ter acordado no meu quarto duas horas depois, com a Sammy segurando uma sacola de gelo sobre a minha testa. AH! Também lembro de algo que veio antes: Uma frigideira voando em minha direção...
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MensagemAssunto: A Gargantilha de Ruby   Qua Jan 11, 2012 11:11 am

A GARGANTILHA DE RUBY

Sinopse: David e Samanta estavam à um mês sem casos, algo extremamente entediante. Porém, em uma manhã de vinte e três de abril, essa situação muda.

Classificação: Livre
Categorias: Originais
Gêneros: Comédia, Mistério
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MensagemAssunto: Capítulo um   Qua Jan 11, 2012 11:14 am

CAPÍTULO UM

Terça-feira, 23 de abril.

Estávamos sem casos à um mês. Isso não era bom, nem um pouco bom.

Eu estava atirado no chão da sala, cercado de travesseiros, pacotes de doces vazios, meu psp e meu notebook. Eu tinha pego no sono lá naquela noite. Estava tentando acabar de zerar um game e, quando notei, já estava dormindo.

Liguei meu notebook e ví que não havia nenhum e-mail novo.

-E aí David? Algum caso? -Samanta perguntou, entrando na sala. Estava com os cabelos desarumados e com cara de quem não conseguiu dormir bem.

-Nenhum, nada. Você tá bem Sammy? Parece cansada.

-Em primeiro lugar: não me chame de Sammy. -Ela disse irritada. -E em segundo lugar: não, não dormi bem. Estamos sem casos à um mês, e os cachorros desgraçados do pet shop do outro lado da rua latiram a noite toda! -Ela disse bocejando, em seguida foi até a cozinha. Eu a segui.

Sammy e eu preparamos o café da manhã, ou seja, preparamos duas xícaras de café e fizemos alguns sanduiches.

Estavamos em uma interresante conversa sobre os métodos mais utilizados para esconder cadáveres quando ouvimos a campainha. Sammy foi ver quem era.

-Quem era e o que queria? -Perguntei.

-Só uma carta, quem ainda manda cartas hoje em dia?

-Eu recebo cartas todo o mês, meus credores sempre se lembram de mim... -Falei.

Sammy abriu a carta e leu em voz alta.



"Caro Sr. David Backerson e Srta. Samanta Stygian,

Venho por meio deste solicitar seus serviços. Caso estejam interresados por favor compareçam às 16:30 no número 154 da Nory Silversoul. Quando chegarem aqui lhes deixarei a par da situação.

Atenciosamente,

Srta. Ruby Vanfeel
."



Sammy deu um meio-sorriso.

-É David, parece que temos um caso. Vamos aceitar?

*************************************************************************

Claro, brilhante Sammy! "Vamos aceitar?" você pergunta, por acaso temos outra escolha?

-Como se tivéssemos outra escolha. -Eu disse bocejando.

-David, mais ânimo! Eu sou a pessímista da dupla! -Respondeu em um tom insultado.

-WEE! Vamos Sammy! Um novo caso nos espera!! -Eu disse com toda a empolgação.

-Backerson, eu disso "ânimo", não disse pra você virar um teletubbie! -Disse ela no mesmo tom mau-humorado de sempre.

-Também amo você Sammy querida, agora vá se arrumar! Temos um caso no número 154 da Nory Silversoul street! -Eu disse enquanto pegava um sobretudo.
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MensagemAssunto: Capítulo dois   Qua Jan 11, 2012 11:20 am

CAPÍTULO DOIS

Chegamos às 16:30 em ponto. Devo confessar que fiquei um tanto surpreso quando chagamos, digamos que provavelmente um quarto da mansão da Srta. Vanfeel equivale ao meu apartamento inteiro. Sammy e eu fomos recebidos por uma senhora que aparentava já estar na faixa dos sessenta anos, ela nos conduziu para dentro da mansão.

O lugar parecia ter saido de algum livro de história, podia ser considerado um museu! Todos os móveis eram de um estilo que lembrava muito o rococó, vários quadros estavam espalhados pelas paredes, parecia que tinhamos voltado no tempo.

Fomos conduzidos até um aposento bem iluminado, no qual uma mulher nos aguardava.

-David Backerson, estou certa? -Ela perguntou enquanto me cumprimentava.

-Exatamente, e essa é Samanta, minha assistente.

-Prazer em conhece-los, sou Ruby Vanfeel.

Ruby Vanfeel aparenteva ter cerca de vinte e oito anos, tinha olhos castanho-claros e cabelos loiro-escuro. Vestia um vestido vermelho-sangue e tinha um belo sorriso.

-Sentem-se, por favor. -Disse nos indicando duas cadeiras.

-Certo, Srta. Vanfeel, poderia dizer por que nos chamou? -Perguntei.

-Algo de muito valor foi roubado dessa mansão Sr. Backerson... -Disse enquanto sentava-se em uma cadeira. -...e eu quero de volta! -Cruzou os braços e assumiu uma expressão infantil

-Poderia fornecer mais detalhes? -Samanta perguntou, Sammy nunca gostou de rodeios.

-Calma! Já chego nesse ponto! -Disse rindo. -Duas semanas atrás algo me foi roubado, uma gargantilha. Estava na minha família à cerca de noventa anos, além de ter um alto valor, tanto sentimental quanto financeiro.

-Poderia explicar melhor? -Perguntei.

-A gargantilha em questão foi dada à minha família como um presente de casamento a noventa anos, na verdade não foi um presente e sim um dote. É feita de prata, além de ser totalmente enfeitada com rubis.

-Algum suspeito? -Sammy perguntou.

-Ei! Vocês que deveriam descobrir isso. -Ruby respondeu, rindo novamente. Ela bebeu?

Aow... alerta vermelho, a Sammy vai pular no pescoço dessa mulher a qualquer minuto!!

-Er... me desculpe Srta. Vanfeel, mas poderia nos dizer onde essa gargantilha era guardada? -Perguntei tentando mudar de assunto, não quero que a Sammy cometa um homicídio aqui...

-No meu quarto, obviamente. -Ela respondeu, com um tom doce.

-Poderiamos ir até lá procurar algumas pistas?

-Claro, venham comigo. Ah, podem me chamar de Ruby. -Disse ela se levantando e nos guiando até seu quarto.

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NOTA: Resolvi mudar a personalidade da Ruby .-.
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MensagemAssunto: Capítulo três   Qua Jan 11, 2012 11:28 am

CAPÍTULO TRÊS

O quarto da Srta. Ruby ficava no segundo piso. As paredes eram bege-claro, porém todo o resto, desde as cortinas até a cama, eram vermelho-sangue. Um carpete vermelho cobria todo o chão. Na parede à direita ficava o guarda-roupas, que ocupava toda a parede. Na parede à esquerda havia um enorme espelho e uma estante. A cama ficava na parede em frente a da porta. Do lado esquerdo da cama estava uma penteadeira branca, sobre a qual estavam vários tipos de maquiagens, um porta-jóias, algumas presilhas, tiaras e uma escova de cabelos.

-Você gosta muito de vermelho, certo Srta. Ruby? -Perguntei.

-Exato. -Disse ela sentando-se na cama. -Vermelho, a cor do sangue, além de ser também a cor do amor. -Disse sorrindo.

-Srta. Ruby, poderia nos deixar à sós? David e eu costumamos trabalhar sozinhos. -Samanta disse.

-Srta. Vanfeel para você. -Ela disse em tom infantil, cruzando os braços.

-Você tem transtornos de personalidade? Acabou de dizer que preferia ser chamad-

-Que eu me lembre, não falava com você naquela hora... -Ruby mantinha a expressão infantil.

Aow... alerta mais-que-vermelho! A Sammy vai matar alguém, e por mais incrível que pareça não vai ser eu!

-Srta. Ruby, realmente costumamos trabalhar sozinhos, se não se importa é claro. -Eu disse me aproximando da Samanta e segurando-a pelo braço com força. Sei muito bem o que ela é capaz de fazer quando está nervosa...

-Claro, estarei esperando na sala de estar. -Respondeu sorrindo, em seguida deixou o local.

Sammy e eu voltamos ao trabalho.

-David, se importa se eu matar nossa cliente? Acho que ela é louca... -Sammy perguntou, tentando se acalmar.

-Sammy! Você tem que começar a se acalmar! Além de que é ela que vai nos pagar por esse caso... então é bom que ela permaneça viva! -Eu disse.

-Não me chame de Sammy. -Ela responde, aparentemente estava nervosa demais para discutir. -O que devemos procurar? -Perguntou.

-Qualquer coisa, digitais, marcas de sangue, armas...

-David, estamos procurando uma gargantilha não um psicopata...

-Vai saber se a gargantilha não tem ficha na polícia! -Eu disse, dois segundos depois um travesseiro me atingiu. -Sammy! Por que você me maltrata tanto?! -Perguntei fingindo estar triste.

-Porque você é um idiota. -Ela disse sorrindo. Gosto de vê-la sorrir.

-Olha quem fala! -Eu disse, em seguida outro travesseiro vermelho-sangue voou em minha direção, dessa vez com muito mais força que o primeiro.

Lembrem-me de pedir pra Sammy como ela ficou tão forte. Essa porcaria de travesseiro me derrubou em cima da penteadeira da Srta. Ruby!!

-Derrubado por um travesseiro David? -Ela perguntou rindo.

-Como você ficou tão forte? -Perguntei me levantando.

-Longa história.

Quando me levantei, vi algo na penteadeira que me chamou a atenção.

-Achou uma pista? -Sammy perguntou me encarrando.

-Acho que sim. -Eu disse, em seguida tratei de guardar a provável pista em um pequeno saco plástico. -Vamos, temos que ter uma conversa com a Srta. Ruby.

-Tenho mesmo que ir? -Sammy perguntou.

-Se quiser receber por esse caso, sim.

-Que emprego eu fui arrumar... -Ela disse me acompanhando.

-Posso resolver isso rápidamente, é só eu te demitir.

-Vamos David! Não vamos deixar a bruxa louca esperando! -Sammy disse me puxando pelo braço enquanto disfarçava uma risada.
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MensagemAssunto: Capítulo quatro   Qui Jan 12, 2012 6:52 am

CAPÍTULO QUATRO

Srta. Ruby nos esperava na sala de estar, porém não estava sozinha. Ela estava sentada em uma poltrona, duas crianças de não mais que dez anos estava brincando ao seu lado. Na sala também estavam uma camareira e a senhora que nos recebeu quando chegamos, além de um rapaz de uns dezesseis anos.

-Então? Encontraram alguma coisa? -Ela perguntou sorrindo.

-Costumamos guardar as novidades para nos mesmos até o fim das investigações. -Sammy disse secamente.

-Ora, desculpe srta. Stygian, mas como é da minha gargantilha que estamos falando eu achei que eu deveria estar a par da situação! -Respondeu a loira, no mesmo tom que a Sammy.

-Desculpe Srta. Ruby, mas realmente é melhor que, ao menos por enquanto, as informações fiquem somente entre Samanta e eu. -Resposdi tentando NOVAMENTE evitar que a Samanta cometece um homicídio doloso... Estou pensando em virar pacificador, devo ter talento para isso...

Sammy deu um pequeno sorriso ao ver a expressão no rosto da Srta. Ruby.

-Well, falando na investigação, poderia nos apresentar aos moradores da casa? -Minha assistente perguntou.

-Posso saber por quê? -Ruby rebateu.

-NÃO É ÓBVIO QUE ISSO PODE SER ÚTIL NA INVESTIGAÇÃO?! -IH! Agora ferrou de vez, a Sammy se zangou!

-Desculpe, mas acho que a senhorita não tem o direito de gritar comigo! -Ruby também aumentou o tom de voz.

-AH! Sabe o que você faz?! Vai s-

-Samanta Stygian e Ruby Vanfeel! Chega! -Eu disse ao ver que a Sammy já se preparava pra brigar. -Caramba! Calem a boca um pouco! Quem aguenta trabalhar assim?

Me lembrem de nunca mais parar a Sammy numa briga, por causa dessa idiotice agora eu tô com um olho roxo!

-Pronto David, pode continuar, bater em você me acalmou muito. -A morena disse rindo, HAHAHA! Muito engraçado Sammy, muito!

-Voltando ao assunto, seria realmente útil sabermos alguma coisa sobre quem mais vive nesta casa, realmente pode ajudar. -Eu disse enquanto segurava sobre o olho uma pequena bolsa de gelo que a senhora idosa pegou para mim.

-Está certo então David. Bom, os dois pequeruxos aqui ao meu lado são meus sobrinhos mais novos, Anne e Johnny. -Em seguida ela indicou a camareira e a senhora idosa. -Minha camareira Katerine e a governanta Cristine.

Houve uma pausa, em seguida ela indicou o rapaz.

-E Edgar, meu sobrinho mais velho. -Disse com voz entediada.

O rapaz levantou-se e me cumprimentou, em seguida cumprimentou a Sammy e... PERAÍ! Que história é essa de ir comprimentando a Sammy com um abraço?!!

-Vocês se conhecem? -Perguntei.

-Não, mas estou feliz por conhecê-la. -Disse o trouxa sorrindo. -Srta. Samanta, acho que David e minha tia vão querer conversar sobre as investigações, então por que não vens comigo conhecer os jardins? -Em seguida saiu arrastando a Sammy pelo braço sem nem ao menos esperar resposta.

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=

Samanta's POV



Ótimo, acabo de ser arrastada até os jardins!

Edgar é um rapaz relativamente bonito, cabelos claros, olhos acinzentados... mas isso não quer dizer que eu vou aceitar ser arrastada por aí sem uma explicação!

-Pode me explicar o que foi isso? -Perguntei secamente.

-Isso o quê? Só te chamei para mostrar-te os jardins e tu aceitaste!

-Não aceitei, fui sequestrada. -Respondi.

-Ok, vou ser sincero, não gosto de ficar na companhia daquela mulher, então te arrastei comigo para ter um motivo para deixar aquele lugar.

Uhm... interessante... bom, só porque o David não está por perto não significa que não posso trabalhar.

-Explique melhor.

-Não notaste a mudança no tom de voz dela ao falar sobre mim? -Ele perguntou rindo.

-Não se dão bem?

-Ela me odeia! Ah, e também não gosta de garotas mais bonitas que ela, por isso está te tratando assim.

Ok, eu confesso que corei um pouco. Ah, qual é?! Eu nunca recebi um elogio!

-Er... bem, mas por que ela odeia você? -Perguntei.

-Tudo começou com aquilo que sumiu.

-A gargantilha. -Respondi.

-Exato, era da minha mãe.
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Sam

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MensagemAssunto: Capítulo cinco   Qui Jan 12, 2012 7:14 am

CAPÍTULO CINCO

Sammy, por que me abandonaste? Isso, muito bonito! Vai passear pelos jardins com o loirinho e deixa toooodo trabalho pra mim!

-Srta. Ruby, posso falar com a Srta. Katerine em particular?

-Uh? Bom, se é necessário, não vejo problemas. -Disse a loira se levantando e saindo da sala, seguida por Cristine e pelas crianças.

Katerine continuou parada onde estava, perto da janela. Me aproximei dela.

-Diga-me Katerine, o que acha da sua patroa?

-Sr. Backerson, a Srta. Vanfeel sempre foi uma ótima p-

-Não minta...

Ela ficou em silêncio. É, aparentemente Ruby Vanfeel não é flor que se cheire, embora pareça ser.

-Pode falar, não se preocupe, o que for dito aqui permanecerá aqui, prometo. -Eu disse sorrindo.

Katerine deu um longo suspiro.

-Ela é má.

-Má?

-Srta. Ruby não é o que aparenta ser, não confie nela. -Disse a moça enquanto fitava o chão.

-Explique melhor.

-Só digo que ela não é uma pessoa confiável, pode ser amável com as pessoas às vezes, porém é só quando podem ser úteis a ela.

-Como assim? -Perguntei buscando mais informações.

-Já falei mais do que devia Sr. Backerson, se a Srta. Vanfeel souber que falei algo sobre ela... bom, será o fim do meu emprego. -Em seguida a garota saiu da sala.

Má? Bem, acho que é melhor eu começar a prestar mais atenção as atitudes da Srta. Vanfeel...

Queria saber o que a Sammy está fazendo.



Samanta's POV



-Como assim? -Perguntei.

-Foi o que ouviste, a gargantilha que estão procurando pertencia à minha mãe. -Edgar respondeu.

-Então acho que a pergunta certa seria: como ela foi parar nas mãos de Srta. Ruby Vanfeel?

-Acho que posso explicar. -Disse o rapaz. -Ruby é irmã de meu pai. Minha avó paterna tinha uma gargantilha, era feita de prata e adornada com diversos rubis, tia Ruby adorava aquela gargantilha. Com a morte de minha avó grande parte dos bem foram passados ao filho mais velho, meu pai, entre esses bem estava a gargantilha.

-Certamente Ruby ficou frustrada.

-Exato, mas não acabou por aí. Meu pai deu a gargantilha para minha mãe quando se casaram. O ódio de minha tia aumentou mais ainda. Então, à cinco anos atrás, meus pais morreram misteriosamente por envenenamento. Como não sou maior de idade todos os bens ficaram sob a guarda da tia Ruby, e ela finalmente pôs as mãos na gargantilha.

-Envenenamento? Nunca suspeitou q-

-Que Ruby estivesse envolvida nisso? Já, mas eu só tinha treze anos, o que eu poderia fazer? Acusá-la sem provas?

-...

-Mas eu juro, que se eu descobrir que ela estava envolvida com isso... Bom, é melhor deixarmos os assuntos passados no passado, não é? Afinal, já é quase meio-dia, melhor entrarmos. -Disse o rapaz me puxando pelo braço novamente.

Well, aparentemente Edgar Vanfeel tinha razões para sumir com a gargantilha. Mas antes de tomar decisões precipitadas é melhor falar com o David.

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Série David Backerson, detetive particular
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