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 Série David Backerson, detetive particular

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Sam

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MensagemAssunto: Capítulo seis   Qui Jan 12, 2012 7:25 am

CAPÍTULO SEIS

Já era meio-dia, Sammy e eu deixamos a mansão e fomos até uma lanchonete almoçar.

-E então? Novidades? -Perguntei pegando meu celular e começando a jogar um game.

-Os pais de Edgar morreram misteriosamente à cinco anos e Ruby pode ter algo a ver com isso. -Disse a garota, pegando um canivete no bolso e começando a brincar com ele.

-Mais detalhes por favor Sammy.

Ela se esticou cobre a mesa e colocou o canivete no meu pescoço.

-Sabe que eu odeio ser chamada de Sammy. -Ela disse apertando levemente o canivete contra meu pescoço.

-Desculpa Samanta. -Eu disse ao notar que ela não estava brincando.

-Certo. -Disse ela sentando-se novamente e voltando a brincar com o canivete. -O pai do rapaz era dono da gargantilha e a deu de presente para a esposa. Cinco anos atrás o casal morreu misteriosamente por envenenamento e Ruby passou a ser dona de todos os bens da família, inclusive da gargantilha. Curioso, não é?

-Muito. Falei com a camareira, Katerine, ela disse que Ruby é má.

-E?

-E que Ruby costuma ser amável com as pessoas, porém só quando podem ser úteis a ela.

-E?

-E só.

-Só isso?! -Samanta perguntou indignada.

-Só! Queria que eu fizesse o quê?! Amarrasse a mulher em um detector de mentiras e mandasse ela falar tudo o que sabe?! -Perguntei começando a me irritar.

-Se fosse preciso sim!! -Samanta falou levantando-se irritada.

-Well, pelo menos eu não fiquei de namorico por aí enquanto devia estar trabalhando!! -Eu disse me levantando também.

-"Namorico"? Namorico?! Ok Backerson, mas com esse namorico eu acabei conseguindo mais informações do que você!!

-Tá dizendo o quê?! Que eu não sou um bom detetive?!!

–"Bom detetive"?! Qualquer criatura sobre a face desse planeta é um detetive melhor que você! É pra ser sincera?! Você não passa de um projeto de detetive! -Ela gritou.

-...

-David?

-Pois saiba que esse projeto de detetive é o único motivo que impediu que você fosse parar atrás das grades.

-Uh?

-Stygian, pense bem, quantas pessoas você matou?

-...

-Responda.

-Várias.

-Então por que você não está presa?

-...

-Vamos, responda!

-Não sei.

-Simples, você tá trabalhando como minha assistente, e isso tá contando como trabalho comunitário, sem falar que eu posso ficar de olho em você para que você não apronte nada. Achei que isso fosse óbvio.

-...

-Então Samanta, trate de lembrar que esse projeto de detetive é motivo de você estar livre. Vamos, já é quase uma da tarde e ainda temos um caso para resolver.

Não pense que gostei ter que falar assim com a Sammy, muito, muito, muito pelo contrário. Mas eu realmente me irritei.



Samanta's POV



Então eu só tô trabalhando com ele por causa disso? É... e a gente acha que conhece as pessoas. Bom saber que é SÓ por isso. Única e exclusivamente por isso.

Odeio você David Backerson. Ou será que não?
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MensagemAssunto: Capítulo sete   Sex Jan 13, 2012 12:00 pm

CAPÍTULO SETE

Voltamos à mansão, quando chegamos já era uma e meia da tarde, novamente Cristine nos recebeu.

-Cristine, eu poderia conversar com você um minuto? -Samanta perguntou.

Cristine concordou e ambas foram até os jardins.

Entrei na mansão, estava tudo calmo. Resolvi andar um pouco pelos corredores, para me acalmar. Era melhor esquecer a discução que Sammy e eu tivemos.

Eu andava tranquilamente, até que passei por um quarto cuja porta estava um pouco aberta. Era o quarto de Anne. A pequena estava sentada na cama escovando o cabelo. Bati duas vezes na porta.

-Posso entrar? -Perguntei sorrindo. A garota concordou.

Sentei-me na beirada da cama.

-Então Anne, você gosta da tia Ruby?

-Gosto, ela sempre me deixa brincar com as roupas dela. E com as maquiagens. E até com as jóias. -Ela disse sorrindo, aparentemente é uma menininha muito vaidosa.

Porém uma dúvida ficou no ar...

-E o seu irmãozinho? Ela é legal com ele?

-Sim, muito.

-E com o Edgar?

A garota pensou por alguns instantes. Levantou-se e parou em frente a uma penteadeira cor-de-rosa com um grande espelho.

-Ela não gosta muito dele. -Disse se olhando no espelho enquanto escovava os cabelos. -Uma vez ela me disse que é porque ele lembra alguém que ela queria esquecer. -Continuou enquanto tentava prender os cabelos em uma trança. -Me ajuda aqui?

Ela sentou-se na cama e eu começei a trançar seus cabelos.

Vejamos, Ruby não gosta de Edgar pois ele lhe lembra alguém.

Katerine disse que ela é má.

Anne disse que...

-Anne, você tem alguma foto dos seus pais?

-Tenho.

-Pode me mostrar?

-Só se você fazer essa trança com mais capricho. -Ela disse.

Olhei para seus cabelos, eu tinha embaraçado tudo. Isso que dá ficar perdido em pensamentos enquanto se arruma o cabelo de alguém, o cabelo dela tá parecendo arte moderna! Graças a Deus que ela não é a Sammy, senão... Bem, nem quero pensar nisso...

-Certo, só deixe-me ver a foto.

Ela se abaixou ao lado da cama e puxou uma caixa que estava sob o móvel. De lá tirou uma foto.

Analisei a foto por alguns segundos. Era tudo tão óbvio... porém falta alguma coisa nessa história.

-Acho que isso é seu. -Falei sorrindo e entregando-lhe uma presilha azul que tinha encontrado na penteadeira de Ruby.

-Onde achou?

-Não importa. Melhor eu ir falar com a Sammy. -Eu disse levantando, era tudo meio óbvio. Admito, devia ter entendido antes!

-Nem pensar! Você vai ajeitar o estrago que fez no meu cabelo! Pode começar a trançar! -Anne disse me entregando uma escova e algumas presilhas.

Depois tenho que falar com a Sammy, esse mistério pode estar bem perto do fim. Mas agora meu dever é fazer uma trança nos cabelos dessa garotinha! Ih, aow... ferrou... esqueci que eu não sei fazer tranças.
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MensagemAssunto: Capítulo oito   Sex Jan 13, 2012 12:08 pm

CAPÍTULO OITO

Samanta's POV


Cristine olhava para mim com cara de quem está escondendo algo. Andavamos pelos jardins.

-Cristine.

-Sim?

-O que pode me dizer sobre a Srta. Ruby Vanfeel? -Perguntei parando de andar e encarando-a.

-Sinto que mesmo que não queira falar vou acabar sendo obrigada, estou certa? -Ela perguntou rindo.

-Você é uma detetive melhor que o David. -Disse andando em direção a um banco sob um pessegueiro. Cristine me seguiu, nos sentamos no banco.

-Ruby sempre teve uma paixão incontrolavel e inesplicavel pela cor vermelha, desde pequena.

-E a gargantilha é vermelha.

-Exato, mas não pertencia a Ruby.

-Pertencia à mãe de Edgar, sei disso.

Cristine suspirou.

-Então não há muita coisa que eu possa lhe dizer. -Disse a mulher.

-Então não me fale sobre Ruby, me fale sobre o que quiser.

-Katerine.

Como assim?

-O que tem ela? -Perguntei.

-Desde a morte de nossos antigos patrões Katerine começou a se fechar cada vez mais. Começou também a ter um medo inesplicavel de agulhas.

Refleti por alguns instantes.

-Me fale sobre você e Katerine, por favor.

-Trabalhavamos para os pais de Edgar. Essa mansão era deles, tudo aqui era. Ruby morava aqui também, porém ela e a minha falecida patroa não se davam bem.

-O que Katerine tem a ver com isso?

-Já vou chegar lá. Katerine e Ruby eram amigas, sempre foram, se conheçem desde o colégio. Foi Ruby quem consegui que Katerine viesse trabalhar aqui. Certa manhã notei que o Sr. e a Sra. Vanfeel não saiam de seu quarto, entrei para chamá-los e os encontrei mortos. Daquele dia em diante Katerine e Ruby começaram a se falar cada vez menos.

-Entendo.

Um vento forte começou a soprar, fazendo com que várias flores do pesegueiro saissem voando. Soltei meu cabelo para tentar ajeita-lo melhor, foi inútil, o vento não ajudou muito.

-Bem, e como vai seu namorado? -Cristine perguntou.

Estranho, eu não tenho namorado.

-Desculpe, mas eu não tenho namorado. -Eu disse enquanto o vento parava, fazendo com que as mechas de meu cabelo caissem sobre meus ombros.

-Desculpe, achei que você e o Sr. Bac-

-Cale a boca. -Eu disse secamente.

-Me desculpe, não quis incomodá-la. -Ela disse surpresa com minha reação.

-Mas incomodou. Obrigada pelas informações, com licença. -Eu disse me levantando e voltando para a mansão.

Katerine, quero algumas informações, e acho que posso consegui-las com você.



David's POV



Cara, como se faz uma trança?! Ok, o jeito é improvisar...

-Não vai trançar o meu cabelo? -Anne perguntou impaciente.

-Calma! Eu preciso de... de... inspiração! -Eu disse olhando para os cabelos castanhos da menininha.

Concentra David, você consegue! Pensa como um designer... como um estilista... como um cabelereiro... Aaaaaahh! Não consigo!!

Cara, quem foi o retardado que teve a brilhante ideia de inventar um penteado tão difícil?!

-Dá pra arrumar meu cabelo logo?

-Ok, mas... ao invés de fazer uma trança... por que não fazemos algo diferente?

-Explique.

Vai David, pensa como um designer, como um estilista... ok, vamos lá.

-Fofa! Algo mais moderno, mais ousado, mais fashion, mais tu-do! -Eu disse dando um pulinho. Tá, eu exagerei.

-Ok, com tanto que fique bom. -Ela disse me olhando com medo.



-=-=-=-=-=-=-



Ótimo, o penteado tá pronto. Cara, que horror.

-Meu cabelo tá... -Começou a garotinha enquanto se olhava no espelho.

Droga, eu sabia q-

-...lindo! -Ela disse se levantando e indo em direção a porta. Em seguida saiu do quarto.

WHAT?! Ela tá brincando né?! Ela tá parecendo uma mistura de vocalista do Tokyo Hotel, com tranças, gel, spray de cabelo e trocentas presilhasinhas!! Bom, tem gosto pra tudo mesmo...

Well, agora é a hora de encontrar a Sammy.
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MensagemAssunto: Capítulo nove   Ter Jan 17, 2012 10:36 am

CAPÍTULO NOVE

Eu estava indo procurar a Sammy nos jardins, mas acabei encontrando com ela na entrada da mansão.

-Você fica bem com o cabelo solto, deveria usar ele assim mais vezes. -Eu disse ao vê-la.

-Perguntei? -Respondeu secamente.

Ótimo, a Sammy continua de mal-humor por eu ter falado daquele jeito com ela.

-Conseguiu alguma informação útil com a Cristine? -Perguntei mudando de assunto.

-Sim, mas tenho que falar com a Katerine, acho que o que ela sabe de algo que deveriamos saber. -Ela disse apressando o passo.

-Tá de mal comigo? -Perguntei, mesmo sendo óbvio que sim.

-Brilhante dedução! Continue assim e talves algum dia consiga ser um detetive. -Ela disse irritada.

-Sammy!

-É Samanta! –Respondeu, ainda andando.

-Dá para olhar nos meus olhos quando fala comigo?

Ela virou-se e me encarou.

-Estou tentando trabalhar. -Disse secamente me olhando com raiva.

-Ok! Tive uma ideia, vamos ontinuar trabalhando como se nada tivesse acontecido, depois que o caso terminar você pode voltar a me tratar mal, o que acha?

-Certo, mas você vai me deixar conseguir informações do MEU jeito. Certo? -Ela perguntou.

-Tenho outra escolha?

-Venha comigo e aprenda... -Ela disse sorrindo. -Sabia que Katerine tem medo de agulhas?





Procuramos Katerine pela mansão, encontramos ela tirando o pó de algumas estantes em um dos quartos.

-Katerine, estavamos procurando você. -Sammy disse ao ver a mulher.

-Desculpe senhorita, mas estou trabalhando. -Katerine respondeu.

-Eu também estou trabalhando, e até você não colaborar com o meu trabalho eu não deixarei que continue o seu, então acho melhor vir com a gente. -Minha assistente falou irritada. Katerine simplesmente concordou.

Sammy nos levou a biblioteca, os três entramos e ela trancou a porta.

-Srta. Katerine, sente-se, por favor. -Ela disse indicando uma poltrona, a mulher obedeceu.

-Vou ser direta. -Sammy começou a andar pela sala. -Você tem medo de agulhas?

Katerine não respondeu.

-Bem, vamos a segunda questão, você e Ruby eram muito amigas, não eram?

Entendi onde a Sammy queria chegar.

-Samanta, você não tá pensando o que eu penso que você tá pensando...

-Exato. -Ela respondeu com um pequeno sorriso nos lábios. -David, você já resolveu esse caso, né? O caso do desaparecimento da droga da gargantilha. -Ela perguntou ainda andando.

-Como adivinhou?

-Sua expressão quando você estava me procurando, parecia feliz, como se tivesse descoberto algo. Bem , já que você resolveu o caso eu achei que seria legal eu resolver algum mistério também. -Ela disse sorrindo.

Claro, era óbvio demais... Medo de agulhas... uma morte misteriosa por envenenamento... uma amizade...

-Voltando ao assunto. Senhorita Katerine, qual seria o motivo do seu medo? Uma lembrança ruim talves?

Aos poucos a mulher começava a ficar mais nervosa.

-Bom, não sei se você sabe Srta. Katerine, mas existe um método de envenenamento muito simples que consiste em aplicar o veneno em alguma bebida. Só é preciso furar a garrafa ou a rolha da garrafa com uma agulha e injetar o veneno com uma seringa. Fácil, não é? -Samanta parou de andar e a encarou.

-Katerine, fale a verdade, vai ser mais fácil. Essa maluca aí só vai parar de brincar de interrogatório quando você começar a falar. -Eu disse olhando calmamente para ela.

A mulher tomou fôlego e começou a falar.

-Ruby e eu éramos amigas, um dia eu estava precisando de um emprego e ela pediu ao seu irmão que me contratasse como camareira. Eu disse a ela que nem sabia como agradecer, ela me disse que era só ajudar ela caso algum dia ela precisase. Bom, ela precisou. Ela me obrigou a fazer isso. Eu não queria!

-Mas concordou do mesmo jeito! -Sammy disse rindo, lancei-lhe um olhar reprovador.

-Ela argumentou dizendo que eu apenas fingia ser amiga dela, além de ameaçar me demitir. Eu era ingênua na época e acabei concordando em ajudá-la, injetei uma seringa de veneno em uma garafa de bebida e servi ao casal naquela noite, duas horas depois, quando já estavam no quarto, o veneno causou uma parada cardíaca nos dois. O resto vocês já devem imaginar.

-Ela ameaçou culpar você pela morte caso você ameaçasse abrir a boca, você continuou trabalhando aqui e com o tempo acabou ficando com medo de agulhas. Ruby conseguiu o que queria e você teve que continuar aqui, sentindo culpa pelo que fez. -Eu disse me sentando ao lado dela. Ela concordou com a cabeça.

-Obrigada, já pode ir. -Samanta disse abrindo a porta. Deixamos o lugar, Sammy e eu fomos dar uma volta pelos jardins.





-Que horas são? -Ela perguntou.

-Quatro e meia. -Eu disse olhando no celular.

-Vamos resolver esse caso ainda hoje.

-É. Vou telefonar para o Nick, é melhor que ele esteja aqui. Vamos ter duas prisões, no mínimo, não é?

-Sim. -Sammy concordou. O vento insistia em bagunçar seu cabelo, ainda solto.

-Você fica bem assim.

-Você já disse isso. -Ela disse corando levemente enquanto olhava as nuvens.

-É só a verdade. -Eu disse pegando o celular e discando o número do Nick.

-Alô?

-NICK!! -Eu disse o mais alto que consegui. Sammy riu.

-Backerson! Quer me deixar surdo?! O que você quer?! -Ele perguntou nervoso.

-Tava com saudades... -Eu disse em um tom meloso.

-Também te amo David. -Ele respondeu sarcástico.

-Desculpe Nick, mas você não faz muito o meu tipo...

-Ora seu.. -Nick tentou falar, mas eu o cortei.

-Preciso que venha imediatamente até a residência da Srta. Ruby Vanfeel. Acabo de resolver um caso, preciso de você aqui em quinze minutos. TCHAU!!! -Eu disse desligando na cara dele.

-Ok, melhor pedirmos que todos se reúnam na sala de estar, certo? -Sammy perguntou, ainda rindo.

-Eeeexato! Dentro de quinze minutos todo esse caso será revelado! -Eu disse sorrindo.

-Que bom, porque você ainda não me falou nada sobre o culpado pelo sumiço da gargantilha, confesso que estou curiosa.
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MensagemAssunto: Capítulo dez   Ter Jan 17, 2012 10:50 am

CAPÍTULO DEZ


Estávamos todos reunidos na sala de estar. Srta. Ruby e Johnny estavam sentados no sofá, Edgar estava em uma cadeira à esquerda deles, Cristine e Katerine estavam sentadas à direita, Sammy e eu estávamos em pé. Impressão minha ou falta alguém?

-Oi todo mundo! -Anne disse entrando serelepe e saltitante na sala.

-ANNE! O q... O-o q...! O que aconteceu com seu cabelo?! -Ruby disse com os olhos arregalados. É, aparentemente meu penteado super moderno causou impacto...

-Tá lindo, né?! O David que deixou ele assim! -Ela disse sorrindo.

Sammy olhou bem para a situação e teve que sair da sala, teve um ataque de risos.

É, acho que a minha carreira de cabelereiro acaba aqui... Não apreciam minha arte! Bando de sem-cultura...

Todos na sala continham o riso, bom, todos menos Ruby...

-Mas o que é... er... esse... isso! -Ela disse apontando para o cabelo da garotinha.

-É meu novo penteado! -Anne respondeu.

-Olha Anne, se isso era uma tentativa desesperada de chamar atenção... saiba que está funcionando muito bem! -Edgar disse, tentando inutilmente conter o riso.

Anne o ignorou.

-Não me importo. Ah, David, quanto você cobraria para ser meu cabelereiro particular? -Anne me perguntou.

Ruby quase teve um treco ao ouvir isso, deu pra notar pela cara que ela fez...

-David, o Nick chegou. -Sammy disse entrando na sala, ainda rindo um pouco mas visivelmente mais calma.

Nick entrou.

-NICKITO! EU TAVA COM SAUDADES!! -Eu disse acenando frenéticamente. Maneiro, o Nick tá com cara de quem quer me matar!

-Backerson... odeio você. -Ele disse, provavelmente se controlando para não pular no meu pescoço.

-Mas eu tava com saudades! -Respondi fingindo estar emburrado. - Você nem me liga mais, aposto que anda muito ocupado com a secret- Eu ia falar mas Nick me cortou.

-David, você está se apegando muito a mim. Decididamente você precisa de uma namorada... -Ele disse sorrindo, enquanto eu ouvia risinhos irritantes pela sala.

ISSO! Isso mesmo Nick! Me deixa com cara de trouxa na frente de todo mundo! Véio desgraçado. Vai ter vingança!!

-Voltando ao assunto que interessa... -Eu disse olhando feio para o Nick. -Bem, vamos passar a limpo todo o assunto.

Sammy, Nick e eu nos sentamos.

-Esta manhã Samanta e eu fomos chamados aqui para encontrar uma gargantilha, porém encontramos bem mais do que isso. -Eu começei.

-Como assim "bem mais do que isso"? -Ruby perguntou confusa.

-Estamos falando de assassinatos. -Eu disse. Nick rapidamente começou a encarar a Sammy. -Er... Nick, dessa vez não foi a Samanta. -Eu especifiquei, enquanto a Sammy esfaquiava Nick com o olhar.

-Bom Srta. Ruby, o que poderia nos dizer sobre a morte de seu irmão e de sua cunhada? -Sammy perguntou, parando de encarar o Nick e passando a encarar a loira.

-Por acaso está me acusando de alguma coisa?! -Ruby disse irritada.

-Eu não disse nada, mas se o chapéu serviu... -Sammy respondeu se fazendo de santa.

-As duas comadres vão parar de tricotar e vão me deixar falar ou tá difícil? -Eu perguntei cruzando os braços.

Ótimo, finalmente calaram a boca!

-Well, well, well... bem Ruby, sinto dizer isso... mas Nick está aqui para levar você e Katerine para o tribunal. -Eu disse.

Ruby ficou espantada, diferente de Katerine, a quem eu já tinha falado isso pouco antes de começarmos essa reuniãozinha.

-Mas... não! Não podem fazer isso! -Ruby tentou argumentar.

-Diga isso no tribunal. Ah, e só para avisar, temos uma testemunha que por acaso também foi sua cúmplice. -Sammy disse com um sorriso de vitória nos lábios.

Ruby não disse mais nada. Aparentemente sabia que não poderia discutir muito, afinal Katerine tinha ajudado-a em tudo e agora estava do nosso lado.

-É David, conseguiu resolver isso, mas até agora não falou nada sobre a tal gargantilha! -O véio desgraçado disse sorrindo.

-Quem é o detetive aqui? Você? Acho que não! Eu sou o detetive aqui, então cale a boca e deixe que eu faça o que um detetive tem que fazer!

-Quem você pensa q-

-Nick, cale a boca e me deixe detetivisar em paz! -Eu disse mostrando a lingua para aquele chato.

-Essa palavra nem existe! -Nick tentou argumentar.

-Agora existe! Eu já disse, eu sou o detetive aqui! Então cale a boca oras! -Eu disse cruzando os braços indignado. Eu disse que me vingava, se bem que essa foi uma vingança chatinha, só fiz o Nick calar a boca.

-Nem resolveu o sumiço da gargantilha... -Nick murmurou irritado.

-Claro que não! Por que ela nunca sumiu! -Eu disse sorrindo.

Sammy era a única além de mim que não estava surpresa, eu já tinha explicado tudo para ela antes.

-Nunca desapareceu, esteve sempre aqui... Só que com a pessoa certa. A gargantilha estava com a verdadeira dona, e Ruby não era a dona dela.

-Explique. -Nick pediu confuso.

Fui até Anne.

-Anne, a tia Ruby te empresta as joias dela, não é?

-É, eu já te disse isso.

-Você pegou algum colar vermelho e prateado? -Anne concordou com a cabeça.

-Pode me mostrar?

Anne correu até seu quarto, em seguida voltou com uma gargantilha feita de prata e rubis.

-O QUÊ?! Estava com você o tempo todo?! -Ruby gritou.

-Achei que fosse só um colar normal, essa é a tal gargantilha? -Anne perguntou. Respondi que sim.

-Vi que estava com Anne quando pedi se ela tinha alguma foto dos pais, a gargantilha estava dentro de uma caixa junto com a foto. Anne estava com ela pois era uma lembrança que tinha de sua mãe, que usava a gargantilha na foto. Além disso, nossa culpada esqueceu uma presilha azul-clara na penteadeira da tia. -Eu disse, Anne concordou com a cabeça.

-Não sabia que era isso que estavam procurando, só fiquei com ela porque era da mamãe. -A garotinha disse.

-É, acho que isso explica tudo. Podem ir, agora é comigo. -Nick disse para Sammy e eu. Pegamos o pagamento pelo caso com Edgar e fomos embora, nosso trabalho tinha acabado.

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MensagemAssunto: Capítulo bônus   Ter Jan 17, 2012 10:55 am

CAPÍTULO BÔNUS

Finalmente chegamos no apartamento. Tá quente hoje, e pra variar aqui dentro tá um forno!

-David, notou que Ruby não gostava do Edgar? -Sammy me perguntou quando entramos no apartamento.

-Sim, sabe por quê? -Eu disse indo até a cozinha tomar um copo de água

-Fale. -Ela disse indo até seu quarto.

-Entendi quando Anne me mostrou a foto, Edgar era idêntico ao pai. E graças ao pai dele que Ruby não ficou com a gargantilha desde o início, não é? -Eu disse, Sammy concordou.

Durante o jantar Sammy resolveu se lembrar de que estava de mal comigo. Resolveu me ignorar por completo.

-Sammy, você tá me ignorando?

Nada.

-Sammy?

Nenhuma palavra.

-Ok, se é assim que você quer... tô indo dormir. -Eu disse saindo da cozinha.



Samanta's POV


Se ele acha que me chamar de Sammy vai me deixar mais irritada ainda a ponto de eu falar com ele... ele está muito enganado!

Após o jantar eu fui até meu quarto, pretendia dormir, porém uma coisa chamada DAVID estragou meus planos.

-David... O que você pensa que tá fazendo no meu quarto? -Perguntei irritada.

-Tentando dormir, grita mais baixo por favor. -O irritante respondeu.

Imagine a cena, eu parada na porta com cara de quem vai matar alguém. E o David deitado sem camisa na minha cama! Eu vou matar o desgraçado!!

É, eu PRETENTIA dormir, mas a madame resolveu encher o saco! Eu querendo dormir e o David deitado na minha cama!

-Durma no seu quarto!

-O colchão daqui é mais macio. -Ele disse virando de frente para mim.

Esse cara não tem noção do perigo, né?

-Levanta.

-Não, vou continuar aqui, os incomodados que se retirem! -Ele disse me olhando.

É guerra?

-Ok! Não me incomodo com você aqui! -Eu disse tirando o colete e a calça de couro e deitando do outro lado da cama. -O quarto é meu!

-E o apartamento é meu. -Ele disse.

Tá, ele venceu essa.

Fiquei quinze minutos pensando em um modo de tirar aquele chato de lá.

-David, sai do meu quarto. -Eu disse pegando um revólver no criado-mudo.

Ele não respondeu.

-David? -Tarde demais, ele pegou no sono. -Idiota. -Ri baixo.

A situação era irritante, mas não queria acorda-lo. Simplesmente dormi em seu quarto. E no dia seguinte ameacei matá-lo caso isso se repetisse.
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