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 Kahden Assu - Crossover (Resident Evil - Piratas do Caribe)

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Sophia Blood

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MensagemAssunto: Kahden Assu - Crossover (Resident Evil - Piratas do Caribe)   Sex Dez 23, 2011 8:05 am

;D Essa não tem muitos infectados e coisa e tal, é mais pra comédia mesmo.

First Chapter. A new Virus. A new friends?
Dois anos após Leon e Sophia, e obviamente seus amigos, terem destruído a Umbrella inc. Os dois continuavam a ter uma vida no exército, eles trabalham mais especificadamente em uma agência secreta da Cia, como agentes disfarçados.
Eles se encontravam em uma festa de gala, um poderoso político a promovia, para aumentar sua popularidade na candidatura à presidente dos EUA.
-Então Sophia... Ainda não me respondeu. –Disse Leon
-Respondi o que Leon? – Ela disse ríspida
-O que acha do vestido?
http://fotos.vestidosonline.com.br/fotomedia/foto-vestido-22090012600-tamanho-medio.jpeg
-Eu simplesmente... O-D-I-E-I. Ok? Agora me faça o favor de prender logo o político para eu poder tirar essa “coisa”.
-Ok, ok! – Ele se afastava.
Sophia pegou mais um cálice de vinho, era um dos melhores que já havia bebido, por algum motivo, ele parecia se destacar: tinha um gosto a mais. Um gosto de...
Sangue. Esse era o gosto, por isso Sophia achou a mistura um tanto forte!
-Oh Shit! – Ela correu para o banheiro, e viu que seus olhos começaram a coçar. Certamente algo foi posto naquele sangue. A garota discou o número de Leon, e pouco tempo depois o rapaz atendeu.
-Sophia, o que foi? Não consigo te encontrar!
-Leon. Feche a área, estamos em quarentena! – Ela tossia – Algo foi posto no vinho! Chame Jean e Rebecca rápido! – Pouco depois a garota desmaiou.
(Leon’s POV)
A área fora isolada, Sophia está sendo atendida neste exato momento, o político foi preso e eu quero mais notícias!
-Leon... – Rebecca se aproximava – Tenho boas novas! O vírus não é letal, apenas provoca pequenos sangramentos nas órbitas e faz a pessoa ficar inconsciente por algum tempo. – Eu realmente me senti aliviado com essa noticia, então Sophia ficará bem!
-Porém. – Ela disse – Pode sofrer modificações em certos organismos, no de Sophia por exemplo, os sintomas foram mais graves: febre, hemorragias internas e uma certa irritação na pele. Nada com o que eu já não tenha lidado. Por sorte, achamos a cura já sintetizada nos laboratórios subterrâneos, aplicamos na Sophia e ela está melhorando, só não sei dizer quanto tempo vai levar... – Bom, ao menos era uma boa notícia.
-O que vai acontecer agora?
-Você deve tomar um banho e relaxar, cuidaremos de tudo por aqui. – Ela piscou e foi em direção ao demais infectados.
-Bom, ao menos não preciso me preocupar... – Peguei as chaves do carro e fui para casa.
http://images04.olx.pt/ui/8/04/60/1283290657_116890460_2-Fotos-de--Apartamento-de-luxo-com-2-quartos-e-2-banheiros-1283290657.jpg
Joguei-me no sofá e liguei a TV. Estava mostrando o noticiário, a notícia de que o vírus foi encontrado já se espalhara, e a Cia ganhou créditos por isso, porém também foi mostrado que uma dos agentes infiltrados se encontrava no hospital, em estado regular, seu nome era Elizabeth Hunnigan (uma pequena piada com Ingrid). Usamos nomes falsos, para evitar ligações com o caso Umbrella, onde milhões de pessoas morreram... Coloquei em um filme: Piratas do Caribe, e acabei dormindo durante o mesmo...
Quase dei um pulo quando meu celular tocou, era Hunnigan (a Ingrid). Ela me mandou até o hospital para buscar Sophia, já que a mesma não a deixava em paz, típico de nossa amiga não?
Quando cheguei, ela vestia uma calça jeans clara, uma camisa branca sem estampa, um casaco de couro preto e um All Star branco. Ela entrou no carro...
-Bom dia Leon. – Ela disse mexendo na bolsa – Tenho uma coisa para a Hunnigan.
-O que? – Perguntei
-Uma amostra do vírus. – Ela mostrou um tubo de ensaio com sangue, provavelmente dela – Consegui pegar do laboratório! – Ela exibia um sorriso triunfante.
-Quer comer aonde? – Perguntei ligando o carro
-Nha, pode ser uma casa de massas, sinto falta de uma boa massa com molho branco e presunto! – Seus olhos brilhavam, dei a partida e nos encaminhamos ao Lemon’s a casa de massas mais conhecida de New York.
http://www.estadao.com.br/imagens/l100/casa_das_massas_610.jpg
-Adoro a decoração com vinhos! – Sophia disse entrando, certamente eles souberam como decorar o lugar, pegamos um local bem ao fundo, estava muito frio, e logo seria natal... Essa não! Esqueci o presente da Sophia!
-Bom... O que vai querer? – Perguntei olhando o cardápio, quando tiver tempo, passo em uma joalheria para comprar uma anel para ela...
-Pode ser o rodízio. – Ela disse – E para beber, um vinho por gentileza.
-Dois rodízios então. – Disse fechando o cardápio.
Comemos e bebemos vinho o suficiente para não ficarmos bêbados, Sophia tinha uma resistência a álcool como tinha um cão a um osso... Então tive que levar o vinho para casa, para evitar carregá-la para o carro, como já aconteceu... Duas vezes.
Quando chegamos em nosso apartamento, tranquei a porta, guardei o vinho, tomei um banho e fui dormir. Sophia ainda conferiu os relatórios do caso, e depois foi dormir também.
(Sophia’s POV)
Quinta-feira, cinco dias para o natal, e tenho certeza de que Leon esqueceu meu presente, não que seja por mal, mas ele é meio leigo para presentes. Então, como boa amiga e parceira, deixei um folder de anéis em um joalheria aqui perto na cabeceira dele. Eu circulei um em especial;
http://u.jimdo.com/www34/o/s12cad8c273462e86/img/i8663c38f6e33e3c6/1288554473/std/image.jpg
Peguei minhas coisas, e fui para o trabalho, Ingrid esperava um relatório completo da situação. Cadela, se ela estivesse lá, não lembraria de metade do que aconteceu! Entrei em meu carro, uma Mercedes Mclaren Sl360.
http://1.bp.blogspot.com/-erCFd9vTlkk/TaXI1FWbG9I/AAAAAAAABag/NspP6bJowMY/s1600/mercedes_mclaren_sl65_amg_400_hp_mock_up.jpg
Não é exatamente um carro bonito, mas eu ganhei de Neal e gosto da velocidade que ele alcança. Leon diz que eu sou uma motorista suicida, exagero dele, só porque eu quebrei um ônibus ao meio durante uma perseguição não significa que eu faria isso com meu carro, ainda mais esse carro!
Ao entrar na agência, Hunnigan me olhava com curiosidade, motivo: Minhas olheiras do tamanho de uma bola de tênis! Passei mal a noite inteira, procurei tomar chá e descansar, mas não teve jeito.
-Os relatórios. – Joguei os papéis em cima da mesa dela, ela ainda me encarava – Que foi?
-Tem certeza de que está apta a outra missão? Posso enviar Ada no seu lugar. – Ela quer morrer?! É obvio que estou bem! Como eu queria ter cortado a cabeça dela quando pude! Essa desinfeliz me paga!
-Absoluta Hunnigan, e se me ousar dizer que estou incapacitada novamente você vai ver o quão incapacitada estou! – Sentei em minha mesa, hakeei o computador dela para escolher nossa próxima missão, por algum motivo, só haviam missões péssimas para mim e Leon, as melhores ficavam com Ada.
A menos que... Vadia, ela também hakea o computador da Hunnigan!
-Vejamos o que eu posso fazer pra te ferrar Ada Wong. Já sei! – Digitei alguns códigos e pronto, a nova missão da Ada era: trabalhar numa creche municipal, onde havia indícios de mau funcionamento.
Nossa próxima missão seria no caribe, havia queixas de atividades piratas em Cuba, então iríamos aproveitar a praia e surrar piratas! Não poderia ser melhor, apesar de ser necessário um trio de agentes. Ah, eu levo o Jean como apoio médico, pobre homem, nunca sai do consultório!
No outro dia, malas feitas e avião preparado, havia um bom estoque de água, suco de uva e sanduíches, o avião fora revisado e estava pronto para decolar, todos estávamos a bordo, e nosso piloto era bom, eu logo cochilei, e só acordei com Leon me cutucando e perguntando algo sobre pára-quedas.
-Sophia acorda Po**a! Onde estão os pára-quedas?! Estamos caindo! – Ele me sacudia até eu chutar seu estômago
-Tão ali ó! – Apontei para um pequeno armário, havia dois pára-quedas então um de nós teria que fazer salto livre...
-E agora? – Jean perguntava, estávamos numa velocidade absurda.
-Eu vou com Leon! O pára-quedas deve agüentar!
-Certo!!!
Quando saltamos, o inesperado aconteceu: Pousamos em um navio pirata! Havia um homem que se parecia muito com o Johnny Deep. Estava claramente bêbado e segurava uma garrafa de um líquido cor de mel enquanto navegava.
-Ora ora, vejam o que temos aqui... – Ele disse, descendo até nós.
-Você é... Jack Sparrow? – Perguntei.
-Capitão Jack Sparrow. –Ele deu ênfase no capitão. – O que uma doçura como você faz aqui? – Seu bafo de Rum me deixava zonza
-Bem... Viemos aqui, embora não devíamos ter caído em seu navio, mas enfim, viemos prender você!
Second chapter: An escape unimaginable!
-Vieram o que? – Ele perguntou
-Te prender. – Leon disse seriamente.
-Aaaah... – Ele olhou para o vazio por um instante. – Mestre Gibbs, prenda nossos convidados! – Só pude ver aquele mar de piratas pra cima de mim, eu dei um tiro pra cima, e eles se afastaram.
-Já chega. – Eu disse – Você vem conosco, e eu não quero saber de desculpas! E se algum de vocês me tocar eu estraçalho até não sobrar ossos pra contar a história!
-C-Capitão, o que faremos? – Um senhor mais velho perguntou
-Creio que terei que realizar um ato de cavalheirismo... Me jogar na água! – E ele pulou! Droga, droga, droga!!!
-Eu não to acreditando nisso... – Jean disse – O que faremos Sophia?
-Você é Sophia Blood?! – O velho Gibbs perguntou
-Sou, o que tem? – Eles arregalaram os olhos, e quando vi, Jack já estava ao meu lado.
-Estávamos te procurando. – O bafo de bebida alcoólica me deixou meio zonza.
-Não se encoste em mim. – Disse rispidamente. Ele logo se afastou
-O que querem com Sophia? – Leon perguntou
-Ora, o sangue dela é a chave para um grande tesouro! O tesouro do Guarda-chuva*!
-Ta me zoando né? – Ela disse.
-Não, por quê? – Jack disse
-Porque eu já enfrentei guarda-chuvas o suficiente pelo resto da minha vida!
-Nossa... Nunca pensei que guarda-chuvas pudessem ser perigosos! Homens, garantam suas retaguardas!
-Eu mereço... – Leon resmungou
-Merece mesmo. – Jean disse – Isso foi por ter se aliado a Sophia.
-Cara... De qual lado você ta?
-Do lado democrático! – E com um sorriso metido ele se afastou.
Eu Felizmente consegui um quarto só para mim, chega de Leon me enchendo o saco por eu escutar Heavy Metal e J-Rock alto! *olhinhos brilhando*
Quando entrei no quarto, percebi que era a cabine de Jack, apenas tinham posto uma rede pendurada.
-Espero que goste da hospitalidade. – Jack disse. – Rum?
-Claro! – Peguei a garrafa e servi em um copo baixo – Valeu.
-Não toma na garrafa? – Ele se surpreendeu
-Não. Pessoas civilizadas tomam em copos. – Dei meu melhor sorrisinho metido pra ele, que pareceu não ligar pra provocação.
-Que seja. – Ele saiu
-E pensar que uma médica formada acabaria aqui nesse buraco. – Ajeitei minhas coisas, e me deitei na rede, ao menos ela estava limpa.
Eu podia ouvir barulhos ao longe, até alguém me sacudir, fazendo-me cair da rede. Abri os olhos e vi que era Jean, de alguma forma, desesperado.
-Sophia! Estão saqueando o navio! – Peguei minha arma e saí.
-Olha só... O Jack arranjou uma coelhinha! – Dei um tiro no joelho do cara, ele agonizava no chão, e eu pisei na ferida, fazendo dar um grito bem alto, logo, todos olhavam pra mim.
-Quem ousar me chamar de coelhinha de novo vai achar essa dor uma massagem! Que porcaria está acontecendo aqui? – Eu realmente não estava de bom humor, já comentei que detesto que me acordem? Pois é, sempre fico querendo matar alguém quando acontece, nesse caso... É o Jack!
-Então está é Sophia Blood. – Uma jovem disse.
http://elle.abril.com.br/blogs/espelho-meu-espelho-seu/files/2011/05/make-Piratas-do-Caribe.jpg (qualquer semelhança é pura coincidência.)
-E quem é você? – Perguntei
-Capitã Maria Hotkiss. (é uma piadinha ta)
-E ela tem um mesmo! – Jack disse.
-Cala a boca Jack! – Nós duas dissemos
-O que quer conosco Capitã? – Leon intrometeu-se.
-O tesouro, o que mais um pirata poderia querer? – Ela disse
-Um banho, talvez... Se pensassem em seu bem-estar poderiam até viver na sociedade... – Disse baixo
-Homens amarrem a senhorita Blood por gentileza! – Eles vinham na minha direção como infectados, mas, eles eram mais rápidos.
Corri até o leme, com eles me seguindo, consegui pisar na porta da cabine sem abri-la, me lancei por cima dos piratas, dando um mortal no ar e parando convenientemente ao lado do barril de espadas. Saquei espadas como estas:
http://3.bp.blogspot.com/_dLS8kqt2uaM/S8OyVEqJyLI/AAAAAAAAABw/uR0rM42c_bQ/s1600/Ninja-To.jpg
-Katanas? Nem sabia que você possuía tal arma Jack! – Maria disse
-Engraçado... Nem eu sabia que tinha essas coisinhas aqui.
-Não são coisinhas! – Eu disse enquanto cortava alguns braços – São melhores que esses “floretes” que vocês usam!
A capitã Hotkiss veio ao meu encontro, ela sacou sua espada, a fiel Nêmeses, a aclamada deusa da vingança.
http://www.es.gov.br/site/files/arquivos/imagem/espadi201108.jpg
-Ou você vem comigo de boa vontade, ou eu arrasto você pelos cabelos! – Ela veio para cima de mim como uma onça pronta para devorar sua vítima.
(Leon’s POV)
Sophia e Maria lutavam de igual para igual. O tinir do metal indo ao encontro do outro deixaria qualquer pessoa impressionada, por incrível que pareça, a expressão de Sophia era de... Divertimento, ela esbanjava um grande sorriso enquanto lutava, seus olhos brilhavam dando a ilusão de que eles eram vermelhos puros!
É certo de que Sophia não luta assim há tempos, ela me disse que quando aprendia Kendo, nenhum adversário queria lutar contra ela, pois sempre saiam com um osso quebrado (ou uma costela, uma pélvis...), ao que parece, ela manejava a espada de madeira como se fosse matar. Quando ganhou sua katana de prata, era muito pesada para qualquer um, mas Sophia a manejava como se fosse leve, o que fazia até mesmo professores a temerem.
Ela e Maria lutam há 30 minutos sem parar, e nenhuma delas parece estar cansada, os movimentos de Sophia são rápidos e precisos, Maria mal tem tempo de se defender, ela logo será encurralada.
-Renda-se. – Sophia conseguiu tirar a espada de Maria, agora ela possui três espadas (obviamente uma está empunhada).
-Como quiser... Eu nunca vi alguém lutar assim, certamente você daria uma ótima pirata! – A mulher sorria, o que me deixava inquieto, eu não confiava naquela mulher, e Sophia estava tão desconfiada quanto eu.
-Não, tenho mais o que fazer. E eu gosto de viver na sociedade, barcos me deixam enjoada. – Ela devolveu a espada a Maria, que se levantou lentamente. Quando Sophia descia, foi atingida por um dardo no pescoço, e Maria e seus capangas a levaram antes que eu pudesse fazer algo.
-Sophia! – Eu, Jack, Jean e Gibbs dissemos ao mesmo tempo.
(Maria’s POV)
Pobre garota. Chego a essa conclusão. Mesmo sendo tão jovem seus feitos já são conhecidos mundialmente: Destruiu uma empresa multibilionária causadora de uma pandemia mundial onde humanos foram praticamente cobaias. Perdi minha família para a Umbrella Inc.
-Capitã. – Ah, Rafael entrou em minha cabine, ele de longe é um dos mais brilhantes jovens que já conheci em meus 28 anos.
http://www.goodlook.com.br/wp-content/uploads/2008/12/rafael-lozano-1.jpg
-Sim Rafael? – Eu estudava os mapas que roubei de Jack. E o idiota nem percebeu!
-A senhorita Sophia já vai acordar, o que faço se ela romper as amarras?
-A pergunta correta seria: O que faço se ela estiver furiosa e querer me matar? – Sophia disse, apesar de sua baixa estatura, ela tem uma grande força e agilidade, embora seus problemas respiratórios a prejudiquem.
-S-Senhorita Sophia?! – Rafael adentrou meus aposentos com as mãos para cima, com medo de ser atacado pela jovem.
-Sua tola... Mesmo se me matasse, para onde iria? Não conhece estes mares, e sem um capitão, um navio não funciona! – Eu disse me virando – O que vais fazer huh?
-Eu poderia torturá-la até me dizer como voltar para o Pérola Negra. Mesmo sendo a mulher que é, não iria resistir as minhas torturas. – Ela disse friamente.
-Certamente, mas esqueceu-se de que minha tripulação e forte o suficiente para dominá-la! – Rafael voltou para dentro, ele havia saído um instante para tomar ar.
-Capitã... Nossa tripulação está desacordada... – Ele disse, o medo era eminente em sua voz.
-Então... Quais são as coordenadas para a ilha do “ tesouro do guarda-chuva”? – Ela dizia calmamente.
-Eu a levarei lá. – Disse me levantando – Rafael me ajude com as velas! – Eu saí da cabine e fui em direção ao leme, enquanto Rafael desamarrava as cordas que prendiam as velas.
Demorou cerca de treze horas e meia, mas chegamos à ilha de Lamu, próximas as ilhas Maiorca e Menorca. Em uma imensa cadeia de ilhotas desertas, o que não se sabe, é que Lemu possui uma caverna subterrânea, onde há uma série de túneis que levam a uma entrada de pedra, onde apenas o sangue de uma Shinigami* pode ser usado como chave. Eu acredito que Sophia seja a tal Shinigami, e que ela vai nos levar ao tesouro de Albert Guarda-Chuva. Só resta uma questão: como chegaremos lá, se é uma entrada muito profunda, e mesmo aqueles que prendem a respiração, não agüentariam a pressão da água?
Third Chapter: The Bottomless Pit
Quando desembarcamos na ilha Lemu, montamos acampamento em um local seguro, certamente Jack e seus novos “amigos” viriam atrás da garota. Rafael e alguns marujos foram pegar madeira, Sophia e eu ficamos com a parte da comida, embora ela seja uma completa inútil para caça...
-Eu já te disse! Essa corda fica aqui! – Era a sexta vez que perdíamos um coelho porque ela não soube montar a armadilha direito.
-E eu já disse: Eu não sei caçar! Eu sou especializada em estourara cabeças de infectados, não de caçar um coelhinho fofinho...
-Nossa refeição, você quis dizer. – Seus olhos estavam arregalados – O que foi? – Ela apontou para trás de mim, quando me virei, recebi um golpe e ela saiu correndo.
-Sinto muito! Mas trabalho sozinha! – Maldita!
-Capitã! – Rafael me viu “estatelada” no chão, e seguiu Sophia.
(Sophia’s POV)
Aquele garoto está na minha cola, e eu to ficando sem fôlego... Acho melhor me esconder em um lugar seguro até as coisas se acalmarem, mas a questão é: Eu não conheço nada dessa maldita ilha!
-Sophia? – Ele me chamava, eu achei uma árvore, então subi nela para poder descansar. Tudo bem que tive que jogar um cadáver lá de cima, mas isso faz parte... Né?
Rafael passou por baixo da árvore e notou o corpo, quando ele olhou para cima, eu saltei, devo ter girado umas três vezes no ar, só sei que eu caí e dei uma rasteira nele, logo me levantando para correr de novo, mas, ele conseguiu prender um dos meus pés com uma corda, e saiu me arrastando floresta adentro.
(Rafael’s POV)
Confesso que foi difícil pegar essa garota, poxa ela é forte! A rasteira que ela me deu faz minha perna doer até agora, fora que ta difícil carregar ela... Quando olhei para a corda, vi o motivo: Ela tinha se soltado, e havia amarrado uma pedra à corda!
-Maldita policial! – Eu gritei
-Na verdade é agente dos EUA, pirralho. – Ela estava sentada a minha frente.
-Por que não saiu correndo? – Eu estava estressado e curioso ao mesmo tempo.
-Porque, eu não preciso. Meus amigos logo vão chegar, e você vai se ferrar. Eu fiz uma rima! Lekal! – Ela estava zoando com a minha cara por acaso? Eu larguei a corda e saquei meu florete de dois gumes:
http://images.wikia.com/dresdenfiles/images/8/8d/Sabre.jpg
-Renda-se senhorita Sophia. Não quero machucar-lhe.
-Você? Me machucar? Rapaz, quantos anos você tem?
-23 senhorita.
-Certo. – Ela desceu da rocha onde estava sentada e sacou suas espadas. – Vamos ver quanto tempo agüenta.
Ela veio para cima de mim, eu esperava que o barulho do metal de batendo atraísse a capitã Maria até onde estávamos, assim eu poderia assegurar que Sophia não poderia escapar. Mas se eu for morto...
Ela mal me dava tempo para defender. Eu tinha que esquivar de seus ataques, quando consegui lhe cortar, foi a bochecha, um pequeno filete de sangue escorreu, antes que o corte cicatrizasse. Juro-te que nunca vi nada igual em toda a minha vida! Entendo que o tesouro prometa vida eterna, mas, lutar contra alguém que não se fere é loucura!
-Sophia! – Ouvia-se gritos masculinos a longe. Deveriam ser os dois homens que estavam com ela.
Só então percebi o revolver em sua cintura, era um pequeno Colt 45, quase imperceptível por causa de suas roupas pretas. Ela continuava me atacando com voracidade, se eu não conseguisse atingi-la, logo os companheiros dela estariam conosco.
-Nem pense em atravessar minha espada para pegar meu revolver. Está sem balas. – Ela disse, quando guardou a espada, chutou o meu florete para longe e os dois homens nos alcançaram.
-Como sabia? – Eu estava desesperado, capitã Maria sempre me disse que homens que falham são homens mortos. E nem morrer eu podia.
-Sei que sua capitã é exigente. E sei que você queria se matar para não perder crédito com ela... – Um cara loiro me levantou e me algemou, então, começamos a andar
-Se gritar ou chamar alguém eu te mato, entendeu? – Um rapaz moreno disse (no livro do R.E o Leon era ruivo, mas tudo bem...)
-T-Ta.
(Jean’s POV)
Depois que algemamos o garoto, começamos a andar, e Leon já deixou bem claro que iríamos nos livrar dele caso algo de errado.
Deixamos Jack em seu navio, nocauteado por Leon, conseguimos chegar até aqui de bote, e acho que meus braços ganharam alguns músculos...
Ao alcançarmos Maria e seus “cúmplices” decidimos segui-los, pois o rapaz tinha combinado de atrair Sophia para o Abismo sem fim, a entrada para a caverna do tesouro. Certamente teremos que achar um jeito de descer.
-Jean. – Sophia disse, paramos e ela prosseguiu até a beirada do precipício, qualquer um com fobia de altura teria tido um infarto só de olhar para baixo. –Acho que consigo descer, é só me segurar nas pedras, e tem água lá em baixo.
-Vou com você. – Leon disse, ele se tornou um pouco mais autoritário desde a missão em que Sophia levou um tiro de Wesker. To achando que ele tem uma queda pela Sophia.
-O seu retardado. – Sophia deu um cascudo em Leon – Eu vou ter que pular, você desmaiaria se pulasse daqui!
-Você é mesmo burra não é? – E eles adoram se provocar – Eu vou descer pelas pedras, e saltar quando a distância for segura, se você pensasse, perceberia meu plano.
Depois de algum tempo de discussões, eles decidiram que seguiriam o plano de Leon. Sophia tirou seu casaco, ficando apenas de regata e leginng, fora o coturno que ela costuma usar. Por fim, ela pulou, e logo pôde-se ouvir o ‘plaft’ da colisão com a água.
-Segura ele viu? – Leon me provocou antes de começar a descer.
-Idiota. – Eu disse amarrando Rafael na árvore. – É melhor você ficar quieto se não quiser ser amordaçado. – Ele concordou.
Saí por algum tempo e voltei com frutas e peixes, ele continuava ali, então fiz uma fogueira para assar os peixes, afinal, eu estava com fome. E ele também não parecia muito bem...
(Sophia’s POV)
Esperei Leon entrar na água para mergulhar, claro que tive que prender a respiração, pois a caverna ficava meio longe. Mas conseguimos emergir antes de nos afogarmos. O que eu vi depois me surpreendeu de todas as formas possíveis.
-Mas o que... – Leon disse, tinha que concordar, tinha uma pequena gruta e uma parede sem nada, só isso!
-E pensar que passamos por tudo aquilo para nada. – Eu me encostei-me à parede, então me lembrei do que Jack disse:
“-Ora, o sangue dela é a chave para um grande tesouro! O tesouro do Guarda-chuva”
Peguei uma faquinha que achei em um canto qualquer e fiz um corte na mão, para minha surpresa, o corte não cicatrizou então eu coloquei meu sangue em uma pequena pedra que mais parecia uma tigela. Quando a tigela se encheu, o corte cicatrizou e a parede se abriu.
-Que isso?! – Leon se espantou com o tremor que provocamos.
Quando entramos, descobrimos o que realmente aquilo era: Um depósito de T-Vírus, haviam frascos e infectados em tubos por toda parte, havia também uma mesinha com um computador mais adiante, conforme nós avançávamos, os olhares dos “encubados” nos seguia.
-Que coisa mais bizarra. – Leon dizia – Do que será que é feito esse tubos?
-Silicone e plástico, são uma espécie de casulo, deve haver mais por aqui, não tem só este espaço...
-Como você sabe? – Leon perguntou sentando-se à mesa.
-Porque... Esta é a base original da Umbrela, onde meu sangue foi modificado, e onde o T-vírus foi criado.
-Achei que ele havia sido criado na mansão em Raacon City.
-Não. Lá ele foi sintetizado. Para ser criado, precisava-se de um espaço sem habitação humana, e um local onde apenas certas pessoas fossem capazes de entrar. E certamente há mais segredos por aqui.
-O que será que é aquela sala? – Leon caminhou até uma porta preta, onde havia uma caveira pintada em sangue provavelmente.
-Deixe-me ver. – Eu abri a sala e gritei.
No centro dela, havia mais um casulo daqueles, mas este era na forma de uma esfera e o que havia ali dentro não era um infectado.
Não um infectado qualquer, aquela é você!
-O que diabos é isso?! – Leon se aproximou do “meu” corpo encubado – É bem real para ser uma ilusão.
-Leon... – Eu disse ao me aproximar – Acho que eles queriam que o projeto original vivesse. Wesker me disse que eu era a matéria prima do T-vírus, e se... Eu for apenas uma cópia?
-Tem um computador lá. Vou acessar e ver o que diz. – Ele foi em direção do computador enquanto eu observava o corpo ali dentro se remexer, como se estivesse em um profundo sono.
Quando toquei no tubo, minha mão atravessou, e o que havia ali dentro abriu os olhos, eram castanho-escuros e sua pele era bem branca, como a minha, sua estatura devia ser a mesma, mas seus cabelos eram longos. Ela ficou me observando, ela trajava nada mais que um maiô preto, quando Leon se aproximou ela ficou observando ele, quando ela tocou a parede da “cápsula”, a água ali dentro foi drenada, e antes que ela caísse no chão, eu a segurei.
-Ei, calma, calma. – Ela certamente estava com medo de mim, mas depois ela se acalmou. – Qual é seu nome?
-Sophia... Sophia Blood. – Seu sotaque era perceptível. Assim como o meu, obviamente.
-Ola, meu nome é Alicia, e este é Leon. Nós vamos te tirar daqui Sophia. – Era estranho olhar para mim mesma, e quando vi, senti uma forte dor de cabeça e tudo ficou escuro...
Forth Chapter: A new life without memories?
Quando eu acordei, estava sendo carregada por um homem estranho: cabelos castanhos, olhos azuis, parecia ser militar pelas roupas. Se ao menos eu me lembrasse do que aconteceu.
A última coisa que lembro é de uma mulher dizer que eu ficaria bem, depois ela desmaiou, e eu também. Agora estou aqui com ele, devem ser amigos, ao menos acho isso.
-Esse rio corre para algum lugar? – Ele perguntou
-Sim, até um reservatório com uma escada longa. – Eu tinha caído no rio uma vez, quando senti, havíamos pulado para a água, e logo chegamos ao local que eu disse.
-Suba, temos que sair daqui. – Eu o obedeci, não sei como eu estou com estas roupas: calça preta e regata da mesma cor, e uma bota militar, acho que é coturno...
Quando chegamos a superfície, ouvi uma explosão e percebi que o laboratório da Umbrella onde estávamos havia explodido, aquele homem além de salvar minha vida, destruiu todo o sofrimento pelo qual passei.
-Como se chama? – Perguntei, ele certamente estranhou, mas resolveu responder.
-Leon. Leon Scott Kennedy. – Apertamos nossas mãos e logo um rapaz loiro saiu do meio da mata.
-Leon! Sophia, eu ouvi a explosão! – Como ele sabia o meu nome, eu nem o conheço! – Sophia, o que houve com seu cabelo, e seus olhos?
-Longa história. – Leon disse. – Vamos Jean, temos que voltar para o navio.
Depois de algum tempo, estávamos em um grande navio sem cor, pelas histórias que eu costumava ouvi de Neal, era um navio pirata, mas por que esses estranhos são piratas? Eu não entendia...
-Oi Sophia. – Neal estava encostado em um dos mastros do navio, certamente Leon e Jean ficaram surpresos em vê-los. Já me acostumei com ele surgir do nada...
-Ei! – Um cara estranho saiu da cabine – Vocês me nocautearam e roubaram um bote! Como ousam!
-O bote foi devolvido e você está vivo, o que mais quer? – Perguntei
-Princesa, você parece diferente. – Obviamente ele estava bêbado
-Sai de perto! – Eu me afastei dele e Neal veio falar comigo
-Tenho algo para você – Ele me mostrou um frasco com um liquido vermelho, ele injetou em mim e eu tive diversos flashes de Memórias, com diversas pessoas em lugares diferentes, então, eu sabia exatamente quem eles eram e porque estávamos aqui: eu era uma agente da Cia, encarregada de prender o pirata Jack Sparrow pelos crimes que ele cometeu, mas, fui raptada pela capitã Maria Hotkiss, e acabei encontrando meu corpo original, mas ao que parece, meu outro corpo perdeu a vida ao entrar em contato comigo, então acabei me vestindo inconscientemente e agora estou aqui, com meus amigos (embora a maioria eu nem conheça).
-Você mentiu pra mim Neal. – Ele me olhou com dúvida – Disse que o líquido verde que injetou em mim era uma mistura que, se sintetizada com sangue de alguém imune ao vírus, se tornaria uma espécie de cura para os vírus. Mas, ao que parece era só o meu sangue mesmo.
-Na verdade não. Realmente era a cura, eu a injetei em você para garantir que não seja infectada, é bom que suas memórias tenham voltado.
-Ou as memórias de minhas substitutas, você quis dizer. – Ele fez uma careta e deu de ombros.
-Sophia? – Leon me chamou, fui até ele então ele cochichou – Se quiser me explicar o que está acontecendo, eu agradeceria. – Ele sorriu então eu ri um pouco
-Claro, claro! Ao que parece, o sangue que Neal recolheu de mim, de certa forma guardou minhas antigas memórias. Inclusive as que eu já tinha!
-Entendo, mas, o que vamos fazer em relação ao Jack? – Eu simplesmente disse:
-Vamos prendê-lo oras! – Leon me encarou enquanto eu me dirigia ao pirata. – Jack Sparrow, está preso!
-Faltou um capitão nessa frase! – Eu o algemei com dificuldade, pois ele se contorcia mais que uma minhoca quando se espeta no anzol!
-Anda logo! – Eu o joguei dentro do bote aonde tínhamos vindo da ilha, depois nós entramos, mas quando fui chamar Neal, ele havia desaparecido.
-Esse cara é estranho... – Leon disse
-É, eu sei. – Jean, comece a remar! – Eu disse sorrindo
-Vocês abusam... – Ele fez o que pedi a contragosto obviamente
Depois de seis horas, chegamos até uma baía militar e Jack foi levado para a prisão, ele seria enforcado no dia seguinte, e pediram para que nós ficássemos. Então, fui até um cabeleireiro, eu não gosto muito de cabelos longos em mim, mas resolvi deixar ele um pouco longo.
http://www.2flashgames.com/photo/file/sophia_bush/Sophia_Bush_0012.jpg
-Acho que vou tomar um banho, comer alguma coisa e desmaiar! – Eu disse
-Sophia... – Leon me chamou
-Que foi? – Ele desviou o olhar e disse
-Sua blusa rasgou... – Não só rasgou, como a loira da cabeleireira cortou a alça!
-Té mais! – Sai correndo até o quarto do hotel, tomei um banho e vesti uma calça preta, com uma camisa do Nightwish, um sobretudo preto e um coturno.
As pessoas me olhavam de forma estranha na rua, eu fui até um quiosque, e pedi panquecas de camarão! (almoço de ontem) Mas no fim, só comi as panquecas e um pouco da salada mesmo, frutos do mar te deixam estufada. Fora que ele não tinha suco de uva, então fui obrigada a pedir uma coca-cola!
No outro dia, Jack tinha uma corda no pescoço (ah vá) e todos, eu disse todos, queriam ver o corpo dele pendurado, claro que, eu, Leon e Jean éramos contra a exposição pública, mas vai discutir com os colonos pra ti ver?
O que aconteceu foi tão rápido que eu nem percebi, só vi quando Jack se soltou e saiu correndo até a beira da construção, que levava até o mar, só depois vi o papagaio de um dos piratas, então Jack disse:
-Este será o dia em que vocês se lembrarão por quase terem pegado o capitão Jack...
Fifth Chapter: New Adventures, old Goals
-Cala a boca Sparrow! – Disse Neal, ele havia jogado uma torta em Jack – Peguem-no Guardas!
-Ah... Oi Neal. – Disse Leon indiferente – O que faz aqui?
-Bem. Tenho más notícias...
-Desembucha Neal – Eu disse
-Há indícios de T-Vírus em um prédio na zona Norte de Quantico, Virginia.
-Tem certeza? – Eu disse, Wesker deve ter vendido o vírus para o mercado negro!
-Infelizmente sim. Venham comigo, Jack vai fugir de qualquer jeito. – Ele disse rindo.
Quando chegamos em Quantico, fomos logo até o prédio, era uma construção de 15 andares, e parecia abandonada, o símbolo de um guarda-chuva agora não estava mais lá, e a área era completamente deserta.
Quando entramos, estava escuro e era difícil de enxergar, eu carregava 6 pistolas e minha katana tradicional. Leon e Neal (dá um belo trava língua!) também estavam bem armados, não sabíamos o que iríamos enfrentar, então, melhor se precaver.
-Que música é essa? – Neal perguntava, certamente havia uma música no prédio, foi isso que manteve os infectados dentro dele. Fui até o painel de controle e digitei alguns códigos.
-Over the Hills and Far Away! Se vou fazer algo, que seja com um som agradável! – Eu disse. Neal e Leon trocaram olhares e logo me seguiram.
Seguimos por um corredor até uma ampla sala, devia ser a sala de recreação, já que tinha até um karaokê. Examinamos o local e nenhum sinal de sobreviventes, havia marcas de sangue por todo o local, e o cheiro de corpos em decomposição não deixava dúvidas: foi o T-vírus que provocou essa destruição. Mas restava uma dúvida: onde estavam os infectados?
-Sophia... – Ouvi Neal chamar, ele apontou para uma porta. Infectados não abrem portas! Que burra que eu sou para não me lembrar disso, Deusa!
Mas para nossa surpresa, quando abrimos a porta, não havia nenhum sinal de infectados ou infecção. Continuamos seguindo pelos corredores até que avistei meu pior pesadelo: cães infectados!
-Preparem-se! – Eu disse, os animais vieram em nossa direção e em seguida os tiros começaram. Pouco a pouco os cães foram caindo, então pudemos prosseguir.
-O que falta? Gatos infectados? – Neal dizia, fomos parar em uma sala que mais parecia um labirinto.
-Macacos servem? – Perguntei
-Ô droga... – Ele disse – Sugestões?
-Passar correndo e nunca, nunca mesmo parar. Essas coisinhas têm foices no lugar de mãos, e são mais psicopatas que eu! – Os dois se entreolharam e assentiram
-Pois bem, vamos indo logo. – Leon disse preparando-se para correr.
Correr pelo labirinto não era o verdadeiro problema, mas sim desviar das lâminas enquanto corríamos, era difícil e volta e meia eu ganhava um novo corte, o bom era que os bichinhos se concentraram em mim, já que os cortes cicatrizavam instantaneamente após o corte. Já que fui atrás, os dois estavam seguros.
-Filho da mãe! – Eu saquei minha arma e comecei a atirar neles, como eram espertos se esconderam de mim, então pude prosseguir sem muitos problemas.
A próxima sala não tinha nada de mais, apenas alguns infectados já abatidos por Leon e Neal, então descansamos um pouco, e depois prosseguimos. A próxima sala consistia de um grande ferro, coberto de corvos.
-Não toque em nada. – Eu disse, Jill me contou como fora sua visita a mansão que serviu como local para a produção de T-vírus, então eu sabia exatamente como passar por isso. – Procurem quadros ou algo parecido.
-Não tem nada aqui. – Neal disse – Devemos matar eles?
-Sophia, tem interruptores aqui! – Leon disse, um dos corvos chiou, mas eu não dei bola.
-Deixe-me ver. – Eram cinco interruptores, todos com kanjis em japonês. – Do início ao fim. Cada kanji é um estágio de tempo, se eu seguir a sequência corretamente, algo acontece. – Neal e Leon ficaram a postos, os corvos nos observavam enquanto eu ligava os interruptores. Quando liguei o último, uma nova porta surgiu, levava até um jardim, um jardim horrível!
-Aquilo não são... – Neal não terminou a frase, pois havia muitas aranhas pelas paredes, o que me fez soltar um grito, eu detestava aranhas, e aquelas batiam o recorde de tamanho!
-Atira! Pelo amor da Deusa Atira!!! – Eu descarreguei minha arma nelas, e por fim, não havia mais nenhuma se mexendo. – Odeio aranhas!
-Mais cães... – Leon apontou para um portão onde haviam cães nos olhando.
Eu me aproximei, e por algum motivo eles se afastaram então me lembrei: O T-vírus foi derivado de meu sangue, então eles não me “enxergam”. Leon e Neal se aproximaram, então seguimos por um corredor que possuía um grande muro, coberto de trepadeiras até outra construção. (tudo isso dentro do prédio!)
-Esse lugar é irreal. – Neal disse – Não concordam?
-Plenamente. – Disse Leon, eu concordei com a cabeça.
Ao abrirmos o portão, havia mais infectados, então atiramos neles, mais adiante, tinha uma escada, e lá em baixo, cobras...
-Ah, ótimo! É tudo o que eu queria! – Eu disse
-Sophia, como você está de munição? – Isso era um mau sinal.
-Tenho cinco pentes de cada arma, acho que vou usar minha katana. – Eu a saquei, era uma Katana de prata, a lâmina tinha 65 cm, e era tão afiada quanto uma navalha, o cabo e a “capa” (empunhadura acho) da Katana eram negros, com um dragão flamejante como estampa. – Vou precisar de roupas limpas quando sair...
Passamos pelas cobras correndo feito loucos, uma ou duas me morderam, mas eu as decapitei, então não tive problemas. Quando chegamos à sala seguinte, era um escritório e possuía diversos arquivos, então eu fui lê-los, e descobri coisas interessantes!
-Olhem isso! São registros de chegada e partida de carregamentos de cobaias infectadas com o vírus. Tem um diário aqui.
“Caro diário, creio que minha vida está para acabar. Um idiota do setor de manutenção deixou um dos cachorros mordê-lo, e ainda por cima não me falou nada! Agora todos estão infectados, e o lugar está uma bagunça. Eu fui mordido por um de meus amigos há 15 horas, e os primeiros sintomas começaram a aparecer, então o que eu digo é o seguinte. Se está vivo, siga pela porta atrás do estande de livros até meu aeroporto particular, tem um jato lá e um painel de controle. Destrua este lugar e fuja!”
-A escrita das últimas duas frases está tremida. Então devo presumir que ele está lá. – Eu disse preparando-me para decapitar qualquer coisa que venha em minha direção.
-Vamos indo. – Disse Neal. – Leon você está bem?
-Acho que uma das cobras me mordeu... – Ele estava tão pálido quanto eu, estava suando muito e suas mãos tremiam. – Que droga!
-Neal. Vá à frente, eu cuido disso. – Ele assentiu e desapareceu pelo corredor, ouvi um tiro, então tudo ficou silencioso.
-Sophia... – Ele estava tremendo muito então me aproximei com uma seringa, eu a injetei em mim, retirando o sangue. – O que vai fazer?
-Como sempre, tenho que cuidar de você. O que acha que vou fazer? – Ele sorriu, então injetei meu sangue nele. Logo Leon começou a gritar de dor. Era horrível ver ele assim, mas fazia parte...
-Sophia! – Neal apareceu novamente e viu o que eu tinha feito. – Não devia ter feito isso. – Ele estava com raiva. – Sabe o que fez?
-Sei. – Eu disse carregando Leon para o corredor. – Ainda estou cumprindo o juramento Neal, então cale-se.
Neal pilotou o jatinho até uma base militar próxima, de lá, comuniquei o ocorrido a Hunnigan, e ela disse que viria nos ver.
-Como está Leon? – Ela disse assim que chegou
-Ele está bem agora, só precisa descansar – Eu disse
-E você? Parece pálida, mais do que já é!
-Só um pouco de febre, vou ficar bem. – Eu me deitei em um dos vários leitos, me cobri com vários cobertores e logo caí no sono.
Quando acordei, eu me sentia tonta, minhas mãos e pernas tremiam, e eu mal conseguia manter-me em pé. Eu peguei um termômetro que estava na mesinha de cabeceira e medi minha temperatura: 38.7
-Isso não é bom... – A temperatura não havia baixado o que significa que os remédios não estão fazendo efeito.
-Como você ta? – Vi a Lívia entrando no quarto.
-Na mesma. Ainda estou com febre, e acho que vou vomitar... – Ela logo se afastou, o que me fez rir – Claro que não vai ser em você!
-Ah, como é que eu vou saber?! – Ela se aproximou de mim – Você ta queimando!
-Falei. – Eu me deitei novamente – Como está Leon?
-Ele ta bem. Já acordou, e pediu para ser avisado quando você acordasse.
-Sei, eu estou exausta...
-Quer comer algo? – Fiz que não com a cabeça.
-To enjoada...
-Quer um suco de uva? – Ela disse sorrindo
-Não... Já disse, to enjoada. – Eu virei para o lado e voltei a dormir.
(Leon’s POV)
-O quê? – Eu não podia acreditar, Sophia, recusando um suco de uva?!
-Ela ta mal... – Lívia disse – To achando que ela mal se alimenta Leon...
-Eu falo com ela. – Neal surgiu atrás da Lívia, que gritou.
- Não faz mais isso! – Ela disse brava, esse cara é muito estranho.
-Vou me lembrar disso Kennedy. – Ele disse entrando no quarto
(Neal’s POV)
Eu sabia que isso eventualmente viria a acontecer. Ela está brincando com fogo, e isso me preocupa. Ela sabe que mesmo que tente fugir do destino, ela terá que voltar conosco, ela deve sumir. Quando entrei no quarto, ela dormia tranquilamente, isso é o que qualquer um pensaria.
-Fiquei sabendo que não está se alimentando. – Eu disse me sentando a beira da cama.
-To enjoada. – Ela resmungou.
-Isso porque você tem tomado remédios, fortes, aliás, sem se alimentar. Como não quer ficar enjoada? – Ela se virou, devia estar com febre pela vermelhidão do rosto.
-O que você quer? – Ela choramingou.
-Que você fique saudável. Mas se nem você mesma quer se ajudar, o que eu posso fazer? – Ela sentou-se e ficou me encarando.
-Você sabe o que eu tenho, não sabe? – Eu concordei com a cabeça, o que a fez ficar em silêncio.
-Você precisa voltar Sophia. Não está em condições de continuar brincando de agente. E sabe disso, você tem uma doença, e o único tratamento é o T-vírus. Agora que seu corpo original despertou novamente, terá que aumentar as doses de injeções que você tomava, ou vai acabar...
-O que estamos fazendo aqui então? – Ela perguntou saltando da cama.
-Não podemos sair assim. – Ela começou a se vestir, e jogou um travesseiro em mim.
-Não é para olhar! – Ela disse, eu ri baixo. Depois que ela terminou, saímos pela janela e fomos até meu carro.
http://2.bp.blogspot.com/_zPJLXAS3RTo/TAOsKSADYCI/AAAAAAAAGO4/sj1ee9JANAM/s1600/G_NOTICIA_1275308537-BNZ.jpg
-Uma perguntinha básica: Para onde vamos mesmo?
-Para casa. – Eu disse ligando o carro.
(Leon’s POV)
-Onde está Sophia?! – Eu disse quando entrei no quarto, estava silencioso demais, e eu sabia que isso não era bom sinal!
-Como assim, ela não está no quarto? – Hunnigan disse me atropelando quarto adentro. – Achem aquela garota! – Ela gritou.
Eu avistei um bilhete em cima da escrivaninha do quarto, eu me aproximei e o abri, vendo que estava endereçado a mim.
Caro Leon. Espero que possas me perdoar, eu apenas estou seguindo meu destino.
Sinto muito pelo que aconteceu, eu não pensei nas conseqüências que envolvem dar meu sangue a você. Naquela hora eu não raciocinei direito e acabou acontecendo.
Não tente me encontrar, sinto muito se você achou que possuía alguma chance comigo, mas uma das “maldições” que Wesker deixou, foi o fato de que eu não poderia me relacionar com pessoas ‘normais’, ou elas acabariam morrendo, e isso quase aconteceu, por minha culpa.
Sem mais delongas... Sophia Blood.
Quando li aquela carta, eu não pude acreditar nas palavras ali escritas, Sophia havia deixado tudo para trás, e agora ela está sabe-se lá onde, com Neal. E eu não pude fazer nada para impedir!
Saí rasgando pelo hospital, fui até o estacionamento, enquanto revirava meus bolsos atrás de minhas chaves, quando as encontrei, entrei em meu carro e logo saí correndo.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/01/Jeep_Cherokee_Sport_4x4.JPG (é o carro do pai)
Eu não tinha a mínima ideia de para onde eles iriam, mas eu precisava achá-los. Sophia não me deixaria assim, depois de tudo o que passamos, e ela me faz isso?! Posso nem ser nada dela, mas eu não a deixaria escapar entre meus dedos. Eu prometi protegê-la, e é exatamente isso que vou fazer...
Sixty chapter – Without a Love in My Life? (Final)
Depois de duas semanas, eu ainda não consegui encontrar Sophia, esta noite eu serei apresentado ao meu novo parceiro de equipe. Na verdade, estou indo ao encontro dele neste exato momento.
Mas, quando eu cheguei ao pátio, o suposto “novo colega” estava inconsciente no chão, e Sophia possuía um soco inglês em seu punho direito. O general gritava com ela.
-Já chega de suas atitudes precipitadas Sophia! Só porque foi a única a sobreviver ao acidente na ilha, não quer dizer que você seja diferente!
-Estou saindo. Neal já levou minhas coisas para o meu helicóptero, e estou partindo. – Sem dizer mais nada, ela subiu no helicóptero e acenou para mim. Depois disso, eu nunca mais a vi.
(Sophia’s POV)
Deixar toda a minha vida para trás, junto com as pessoas envolvidas nela não é nada fácil, mas creio que dessa forma será melhor para todos...
Ao chegarmos em uma antiga fábrica da Umbrella, Neal me ajudou a entrar, confesso que os efeitos do T-vírus estão acabando. Quando chegamos a sala de armazenamento, eu tive que injetar um frasco de T-vírus em mim mesma.
-Uma vacina destas por mês, e você fica viva, duas, vira zumbi. Entendeu? – Ele disse
-Entendi. – Avistei uma faca – Vejo você amanhã?
-Exato. Esteja pronta quando eu chegar, daqui iremos até nosso último destino. – Ele saiu me deixando sozinha.
(Neal’s POV)
Quando entrei novamente no local pela manhã, Sophia não estava lá, e havia um bilhete, seguido por uma grande quantidade de cabelo no chão.
Neal...
Sinto muito, mas eu mesma escolho meu destino, não vou me autodestruir, além disso, não ouse me procurar, caso contrário, matarei você sem piedade.
Assinado: Sophia Blood.
-É... Eu devia ter imaginado. – Eu disse como sempre, Sophia escolheu o caminho solitário...
À noite, me juntei a Chase e Agatha, estávamos onde tudo começou. Em um laboratório subterrâneo em baixo de Washington, programamos a bomba, mas quando vi. Tudo estava borrado, e havia uma poça de sangue ao meu redor. Agatha e Chase já estavam mortos e eu vi um rosto bem conhecido.
-Você... – Eu disse
-Onde está Sophia?
-Ela não veio... Não vai conseguir matá-la... Ada Wong... – Eu senti o torpor em minha mente, e tudo ficou escuro...
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Kahden Assu - Crossover (Resident Evil - Piratas do Caribe)
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