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 The Violinist - Yaoi +18

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Biah_Sushy

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MensagemAssunto: The Violinist - Yaoi +18   Ter Jan 17, 2012 6:37 pm

/Antes de começar, uma breve explicação:


-MadaTobi era fodásticamente moe na época, agora perdeu a graça u_u
-Não vou trazer mais nenhuma outra fic lemon do Nyah, porq sinceramente eu me envergonho do que eu escrevia antes... u////u Era tudo muito igual, parecia roteiro de pornô de 5ª categoria...
-Tô mandando aqui pra lembrar de q eu era uma escritora mediana e agora nem pra colocar pontuação ou coerência numa frase eu sirvo ¬¬´



-----------------------------------------------------------------------------------------

Minha história como violinista começou quando eu tinha doze anos de idade. Eu na época morava com meus pais e tomava as aulas de musica com um ilustríssimo pianista. Sim, um pianista, mas ele tocava outros instrumentos com perfeição, um desses, era o violino. Eu tinha dúvida sobre qual instrumento eu admirava mais, o piano ou o violino. Meu professor, muito paciente, me ensinava os dois até que eu me decidisse...

Descendendo de uma família rica eu tinha aulas de latim, francês e inglês. Isso por que eu ainda não tinha perfeição na minha língua natal, o japonês. Além das outras matérias que tinha de estudar, realmente, tive uma infância sem muito tempo para diversão. Os únicos momentos de lazer que eu tinha, eram quando eu ia até a casa de meu professor e absorvia sua matéria.

Sempre fui um aluno dedicado, queria impressioná-lo, mas no final era sempre ele que me deixava estático... Todos seus movimentos eram feitos com perfeição, sua fala, sua música, achava até seu nome perfeito... Madara Uchiha... Sempre o admirei. Ele me ensinava tudo o que sabia, era paciente comigo e me tratava com carinho, esse tipo de atenção eu não tinha em casa... Não que meus pais fossem ruins! Mas não tinham tempo a gastar comigo com tantas reuniões e viagens.

Sua casa tinha estilos europeus, algo que se tornava cada vez mais comum pela Ásia... Era uma mansão. Com paredes de alvenaria que se assemelhavam as de um castelo. Grandes janelas e grandes cômodos eram agradáveis a meu ver... A sala onde u tomava minhas aulas era repleta de instrumentos, sofás de tecidos finíssimos, uma lareira, alguns quadros e ao centro, um grande piano de cauda. Ao final de cada aula, eu sentava-me numa causeuse e o ouvia com as faces coradas pelo prazer que tinha com o som, sua postura, sua maestria para como piano...

Gostava de ouvi-lo, seus dedos habilidosos produziam sons perfeitos que me levavam á outra dimensão, nela, meu professor tocava sua música em um grande campo de tulipas multicoloridas, próximo á um lago azul. Eu sentado aos seus pés apreciava cada uma das notas de sua melodia.

Não conseguia imaginar minha vida sem ele, naquela época eu não sabia o que era aquele sentimento. Sentia minha pele arrepiar quando ele me olhava, afagava-me os cabelos, e principalmente, nos raros momentos em que ele enlaçava meus ombros trazendo meu corpo mais próximo ao seu. Quando isso acontecia, eu o olhava confuso, de faces rubras, e ele, apenas sorria de um jeito enigmático e atraente.

– Tobi-kun... –ele dizia- Ficas muito fofo assim.

Aquilo apenas fazia-me corar mais e tentar desviar o olhar, mas não conseguia, olhava-o como um hipnotizado por sua beleza. Se pudesse, passaria toda minha vida ao seu lado, tomando suas aulas, ouvindo-o tocar. Para mim aquele sentimento era apenas uma amizade muito forte e diferente, ainda não entendia as coisas da vida.

Eu continuaria indo até sua casa para ter sua companhia por toda a vida, se não fosse um terrível dia em que ele proclamou nossa separação...

– Tobi, -ele começou- Eu terei de viajar á Alemanha para tratar de negócios.

– Tudo bem sensei, prometo me esforçar até que o senhor volte.

– Não voltarei tão breve...

– Sensei...?

– Você precisará de outro professor, espero que estude com esmero como faz agora.

– Outro professor? M-Madara-sensei, quanto tempo ficará fora?

– Não sei ao certo. –disse ele olhando pela janela-

– Eu... Eu não quero ter outro professor! Se for preciso eu irei com você, por favor, Madara-sama, leve-me junto a ti!

– Não diga tolices. –disse-me ele indiferente. Aquilo foi como um punhal atravessando meu peito.

– Por que não pode me levar junto?

– Você sabe o porquê. Você tem sua família, teria de viajar ao estrangeiro, num lugar desconhecido, com outros costumes, outra língua...

– N-Não me importa Madara-sama! –ajoelhei-me aos seus pés, segurei sua mão direita e nela depositei um beijo- Eu iria até o fim do mundo se fosse preciso!

Ele me olhou por alguns instantes, depois se levantou irritado e passou a caminhar nervoso pela sala.

– Uchiha Obito, eu quero que pare agora de pensar nesse tipo de coisa!

Quando ele me chamava pelo nome completo queria dizer que estava desapontado comigo, sua ordem também foi ríspida. Eu, ainda ajoelhado, escondi meu rosto entre as mãos e pus-me a chorar. Ele olhava-me sentindo pena, pena como se eu fosse algum tipo de animal perdido. Se ele me deixasse eu me perderia na vida, pois sem Madara-sama ela não faria mais sentido.

Ele puxou-me contra seu corpo, beijou-me muito nas faces, eu soluçava deixando pequenas lágrimas correrem por meu rosto. Madara-sama era forte, prendeu-me num abraço enquanto me beijava, eu, submisso, pude apenas conseguir apoio segurando-me em sua camisa. Ele terminou com o ato beijando-me próximos aos lábios, eu estremeci com o toque.

– Tobi... –dizia baixo- Não dificulte as coisas... Se dependesse só de mim, ficaria contigo pela eternidade.

Eu sentia arrepios pelo meu corpo já amolecido, mas uma tristeza ainda assolava meu coração. Lembro-me que ele sentou-se comigo ao seu colo, onde eu dormi profundamente. Quando acordei, estava em casa. Perguntei á um dos criados que horas seriam e como eu estava de volta ao lar.

Uma mulher baixa contou-me que já era noite, o mestre havia me trazido dizendo que devido ao cansaço eu adormeci. Sim eu estava cansado, mas por que ele me trouxe de volta? Eu queria voltar naquele momento á sua casa, mas era longe e eu não sabia o caminho. Desapontado, voltei para cama, não consegui dormir de novo, minha cabeça doía, meu coração palpitava dolorosamente. E se eu nunca mais visse Madara-sama?

Pela manhã, durante o café, meu pai me disse que Madara-sama partiria no dia seguinte. Eu queria vê-lo já! Mas tinha aulas de latim, postura e outras coisas que não me agradavam, não deixaram que eu fosse visitá-lo.

Pedi então aos meus pais, que não dia seguinte me levassem até o porto para que eu pudesse despedir-me de Madara-sama. Não poderia deixar que ele partisse sem ao menos abraçar-lhe uma ultima vez. Ao chegarmos, uma multidão despedia-se de seus entes e amigos, meus pais procuravam sem muito esforço, eu, sentindo um aperto ao coração, buscava-o desesperado. Foi quando finalmente o vi, ele afastava-se em direção ao embarque do navio.

Corri em sua direção deixando meus pais para trás, precisava alcançá-lo, esbarrei em muitas pessoas no caminho, gritei seu nome para que me visse, para que parece de afastar-se. Ele reconheceu minha voz, assim que se virou e olhou para trás, joguei-me em seus braços que me seguraram com firmeza para que eu não caísse. Nossos olhares se encontraram então, eu estava agora abraçado á sua cintura, não queria que ele partisse que me abandonasse.

– Tobi... –começou ele pousando a mão sobre minha cabeça- Veio despedir-se de mim não é mesmo?

– Sim... –disse eu timidamente.

É claro que Madara-sama sabia que eu estava sofrendo, que eu não queria separar-me dele, mas para amenizar a situação, fez-me aquela pergunta. Escondi meu rosto em seu tórax, segurei o choro o máximo que pude. Ficar assim tão próximo ao sensei e sentir seu perfume não estava me ajudando a soltá-lo.

Foi então, que para o meu desespero, ouvi a última chamada para embarcar no navio. Não havia mais o que ser feito, Madara-sama pousou um beijo demorado em minha testa.

– Estude Tobi. Adeus. –disse por final indo em direção ao navio.

– Adeus Madara-sama... –minhas ultimas palavras saíram fracas e chorosas, minha garganta doía meu coração estava em pedaços. Nunca pensei que despedir-me de alguém fosse tão difícil. Meu pai chegou atrás de mim, iria brigar comigo por eu ter corrido pra longe dele, poderia me perder, ou ser raptado... Mas ao ver meu estado, apenas pousou a mão sobre minha cabeça.

O navio iniciou sua marcha, senti meu corpo amolecer, como se fosse desmaiar ali, mas quando dei por mim, corri pelo porto, como nunca corri antes, voltei a abandonar meu pai para trás, pendurei-me numa grade que havia ali e com Madara-sama ainda olhando-me gritei:

– Madara-sama, por favor, não se esqueça de mim!

Ele então sorriu de maneira terna para mim e acenou ao longe. Fiquei olhando-o até que o navio sumisse no horizonte... Aquela foi a ultima vez que o vi durante um longo e doloroso tempo.






/Sérião galere tô com vergoinha u////u´



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MensagemAssunto: II   Ter Jan 17, 2012 6:38 pm

Em casa, não queria comer, não sentia fome, sede, não sentia ao menos vontade de viver. Já não tinha interesse no piano, vê-lo me causava mal, pois sempre que adentrava no salão em que ele estava, via a vaga imagem de Madara-sama dedilhando suaves notas.

Meus pais preocupados contrataram um médico que me diagnosticou com depressão. Eu passava o dia trancado no quarto, só saía para ter minhas aulas de letras. Decidiram que eu não poderia ficar sem tocar novamente. Já que eu não conseguia aproximar-me novamente do piano, investiram no violino. Este não tinha me marcado tanto quanto o outro instrumento. Passei a tomar aulas com um grandíssimo violinista, Akasuna no Sasori, ele não era tão paciente quanto Madara-sama, mas ainda assim era mais amável comigo do que com muitos de seus alunos.

Ah, seus alunos não eram muitos também, ele não aceitava qualquer um, para que eu fosse aceito, tive de passar por uma entrevista e mostrar o que sabia. Entramos numa sala de sua casa e ficamos á sós, ele, sentado numa voltaire olhava-me sério, cheguei a ter medo. Não queria tê-lo como professor, queria Madara-sama de volta. Mas ainda assim tinha medo de provocar a ira de meus pais, então, com dificuldade, toquei A Primavera, de Le quattro stagioni de Vivaldi.

Sasori-no-danna, como gostava de ser chamado, olhava cada movimento que fazia com extrema atenção, parecia devorar-me com o olhar. Quando terminei, ele em silencio abandonou a sala, só depois meus pais entraram correndo abraçando-me, de acordo com o que eles disseram, mestre Sasori ficou impressionado com minha performance e me adotaria como seu aluno.

Lembro-me que me tornei aluno de Madara-sama por que ele havia me chamado. Aconteceu quando eu tinha cerca de dez anos de idade, só havia tomado aulas com minha mãe até então. Estava num jantar importante para eles, eu, como qualquer criança, estava entediado, não havia nada de interessante por lá. Aventurei-me pelos corredores da casa, me perdi, fiquei com medo... Entrei numa sala aleatória, grandes janelas permitiam a entrada da luz do luar que iluminava a sala tão bem quanto qualquer outra luminária que pudesse haver lá... Vi então um piano de cauda, solitário naquela imensidão. Como eu estava sozinho, resolvi tocá-lo, não resisti ficar apenas olhando-o.

Pratiquei algumas musicas que já conhecia de memória, depois notei o livro de partituras, eram complicadas... Chequei todas até encontrar-me com Pour Elise de Ludwig van Beethoven. Admirava aquela música, comecei a tocá-la então. Quando estava próximo do piano esquecia-me do mundo afora, gostava de saber que aquelas notas estavam saindo do contato de minhas mãos com o instrumento. Quando terminei de tocá-la, minhas faces estavam quentes, sentia alegria em conseguir tocar aquela musica tão bela...

– Divino...

Arrepiei-me por todo o corpo, quem era aquela voz? Olhei para trás assustado, vi saindo das sombras um homem alto, de cabelos compridos e negros, pele clara e talvez fosse impressão minha, mas seus olhos tinham um brilho avermelhado.

– Realmente... Tem talento... –disse andando em minha direção- Posso saber seu nome?

– O-Obito... –gaguejei-

– Belo nome.

Olhamo-nos por um curto período de tempo, ele, sentando-se numa causeuse iniciou:

– Importa-se se eu ficar aqui e escutá-lo?

Para falar a verdade, me importava um pouco, não estava acostumado a ter um publico que não fosse minha mãe ou meu pai, estranhos me deixavam nervoso, mas menti por educação.

– N-Não senhor.

Voltei minha atenção ao piano e iniciei uma nova música, não me recordo de qual era, cometi alguns erros enquanto tocava, estava nervoso. Ele olhava-me de modo enigmático, não entendia sua expressão, se o som produzido lhe era agradável aos ouvidos ou não. Terminei a música, olhei-o apreensivo, ele apenas sorriu e disse:

– Magnífico...

– O-Obrigado...

– Mas... Pude notar alguns erros, quem é seu professor?

– Ah... Sim, eu pequei em várias partes... Não tenho professor senhor, o que sei é o que minha mãe ensinou-me e o que eu aprendi sozinho.

Ele olhou-me, parecia um pouco surpreso, eu não entendi na época o porque dele estar daquele jeito pela música que eu toquei tão mal... Perdido em meus pensamentos, me surpreendi quando ele aproximou-se e sentou-se ao meu lado.

– Que acha de tocarmos um dueto?

Hesitei por uns instantes, já havia tocado duetos com minha mãe antes, mas não era muito bom, e aquele homem, nem ao menos sabia seu nome...

– Perdão...

– Sim?

– Acho que não perguntei seu nome ainda...

– Oh desculpe-me... Devia ter-me apresentado antes, me chamo Madara Uchiha.

No momento eu imaginei já ter ouvido aquele nome antes, mas eu estava mais preocupado pelo fato daquele homem estar tão próximo...

– E então?

Mas seu olhar era cativante, seu sorriso também, eu não consegui dizer não. Juntos então nós tocamos a Souvenir de la Russie de Johannes Brahms onde ele ficou como primo e eu como secondo.

Madara-sama era rápido e tocava com tamanha maestria que eu fiquei envergonhado de tocar com alguém de nível tão avançado. Em determinada parte da música, nossas mãos se encontraram, senti meu rosto mais quente, mas continuei até o final. Nunca havia tocado assim tão bem, tinha agora um sorriso meio bobo no rosto quando retirei minhas mãos do teclado.

Foi então que o anfitrião da festa manifestou-se batendo palmas junto de mais três cavalheiros, tinham uma estranha felicidade estampada no rosto, as luzes se acenderam, o vi cumprimentar muito á Madara que o tratava de modo indiferente.

– Que belo som mestre Uchiha, que belíssimo som!

Mestre... Não... Aquele homem ao meu lado... Era realmente um dos maiores pianistas da época? Fiquei estático, lembro-me de meus pais sempre comentarem sobre a perfeição que o tal Mestre Uchiha possuía com o piano e outros instrumentos... Eu havia tocado ao lado de um pianista excepcional. Levávamos com coincidência o mesmo sobrenome, não possuíamos parentesco algum.

Não podia acreditar agora eu estava mais envergonhado ainda por tocar ao seu lado. Só saí de eu transe quando vi minha mãe, furiosa com meu sumiço adentrar pela sala.

– Obito! O que acha que está fazendo? Procurei-te por toda a parte!

– M-Mãe! Me desculpa, e-eu...

– Foi minha culpa minha cara senhorita. –Madara-sama foi em direção á minha mãe para cumprimentá-la.

– M-Mestre Uchiha! –curvou-se nervosa- É uma grande honra...

Madara pousou a mão em minha cabeça, e disse a minha mãe que ele havia me segurado na sala ao invés de ter me levado até meus responsáveis, e depois acrescentou que eu tinha um grande talento musical... E por fim:

– Quero tomá-lo como meu aluno.

Todos estavam espantados, os homens murmuravam entre si, minha mãe estava incrédula.

– O que disse?

– Minha cara senhorita, é falta de educação pedir para que alguém repita algo que você ouviu perfeitamente.

– P-Perdão Mestre Uchiha!

No mesmo dia, ele conversou com meus pais, eles nervosos por conseguirem falar pessoalmente com o grande pianista. Eu tomaria aulas com ele já no dia seguinte, em sua casa. Meus pais, embora ricos, ficaram apreensivos de um milionário como ele ver nossa “humilde” casa. Desde então se passaram dois anos de nossa convivência, cada vez que eu o via sentia-me mais atraído.

Depois de ter aulas com ele, eu tocava belíssimas melodias, e duetos, ah adorava os duetos! Ele sempre muito atencioso... Não acreditei que ficaria sem ele.

Sasori-no-danna notava que eu estava desanimado, que não queria levar nada mais a sério. Um dia quando todos os alunos já haviam ido cada um á sua respectiva casa, ele me chamou para conversar.

– Obito-kun... –parou enquanto sorvia um gole de chá- Por que está tão desanimado?

– S-Sasori-no-danna... –eu não conseguia falar, começava a soluçar minhas palavras.

– Sei que sente falta de seu antigo professor, mas gostaria que você me desse um pouco mais de atenção.

– D-Desculpe...

– Não precisa desculpar-se... –disse afagando-me- Apenas quero que pare de sofrer, não sabe o mal que me faz vê-lo assim...

Ele olhava-me de maneira diferente, algumas vezes eu chegava a ter medo, mas sabia que ele queria meu bem, então sorri.

– Fica lindo quando sorri... Quero vê-lo assim todos os dias, pode ser?

– Me esforçarei Sasori-no-danna.

Desde então eu tentava sorrir mais, especialmente durante as aulas de Sasori, mas sempre, especialmente á noite, chegava àquela tristeza que voltava a assolar meu coração. Como estaria Madara-sama? Estaria pensando em mim naquele instante? Também estaria sofrendo pela nossa separação? Estaria bem de saúde? Por que não me escrevia cartas?


Sempre que pensava em Madara-sama mordia a manga da blusa, grossas lágrimas percorriam seu rosto já rubro. Sentia meu peito doer, não sabia o que ela aquilo... Havia noites que eu sentia como se eles estivesse ali, sentia sua respiração em minha nuca... Nunca contei sobre isso á ninguém. Durante uma época, cheguei a acreditar que ele havia morrido e seu espírito vinha visitar-me! Mas num jornal via-se que ele estava tocando em grandes concertos pela Europa. Senti um alívio invadir meu corpo.
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MensagemAssunto: III   Ter Jan 17, 2012 6:39 pm

O tempo foi passando, eu já estava com dezesseis anos, tocava violino melhor que qualquer aluno de Sasori-no-danna, mas isso me prejudicou, pois os outros alunos não me queriam por perto, tinham inveja do meu tratamento. Realmente... Mestre Sasori me tratava diferente. Fui educado com muitos mimos, gentilezas, ás vezes ele era semelhante á Madara-sama e eu me sentia atraído, mas nada comparado ao que sentia ao mestre Uchiha.

Um dia fui atacado por um dos alunos, ele estava furioso comigo, nós, o grupo, tocaríamos numa Orquestra e eu havia sido escalado como violinista principal. Depois do concerto, enquanto os outros garotos descansavam, Sasori deu os parabéns á todos, depois ele me chamou num canto e beijou-me na face.

Assim que o mestre saiu, esse aluno me atacou como podia. Alguns tentavam segurá-lo, outros apenas assistiam torcendo para que eu me ferisse. E aconteceu... Quando acordei, estava num leito de hospital, tinha parte da cabeça enfaixada. Apenas meu olho direito estava livre. No quarto estavam o mestre Sasori que segurava minha mão e depositava um beijo demorado nela quando me viu acordando, e Deidara, um dos alunos que tentou impedir que eu fosse ferido. Mas o loiro era muito frágil, parecia uma mulher, nunca conseguiria parar alguém como Zetsu, o que me atacou.

Quando estava livre do efeito das anestesias, descobri algo terrível. Meu olho esquerdo fora perdido para sempre. Zetsu, Deidara me contou em segredo, depois de me atacar, afastou-se um pouco de mim, Sasori entrou na sala em seguida, ficou petrificado com a cena, virou-se para Zetsu socando-o. Depois de alguns acontecimentos, judiciários digamos assim, Zetsu passou alguns dias na prisão, até ser liberado por falta de provas, depois não se ouvia mais falar dele.

Meus pais e Deidara me visitavam com freqüência, eu já estava ali naquele leito á duas semanas, acreditavam que não tinha mais esperanças para que eu acordasse. Mas eu voltei a viver, e lá estava o danna olhando-me com carinho. Ele me visitava todos os dias, algumas vezes ficava ao meu lado sem voltar pra casa, chegou há ficar cinqüenta horas sem sair de perto.

Mas toda essa atenção me incomodou, o que acontecera com os outros alunos? E ele também devia ir para casa, pobre mestre, ficar gastando seu tempo comigo!

– Sasori-sama... Aprecio tudo o que o senhor faz por mim... Mas não deveria dar aulas?

– Tobi-kun... No momento a única coisa que me importa é sua saúde. –disse segurando minha mão e beijando-a.

– Mas os outros alunos serão prejudicados assim!

– Não, mandei que eles estudassem em casa... Eles devem aprender a se virarem sozinhos.

– M-Mas... –gemi então com dor no local atingido.

– Shhh, não se esforce tanto Tobi... Quero vê-lo em pé novamente em breve para que eu possa voltar a lhe dar aulas. De agora em diante você tomará aulas particulares, pois não quero vê-lo ferido novamente...

– Sasori-sama...

Ele se aproximou de mim, beijou-me na testa, depois, com um olhar penetrante examinava cada centímetro de meu rosto. Fiquei com medo, nunca o vi daquela forma, ele então colou seus lábios aos meus. Não posso descrever o que senti na hora, era como uma mistura de medo, dúvidas e um pouco de prazer. Eu, que nunca havia nem ao menos sonhado em beijar um homem nos lábios, tentei afastar-me e dizer-lhe algumas coisas, mas foi o entreabrir de meus lábios, que o convidou para explorar todo minha cavidade bucal, sua língua invadindo-me, aquilo era tão errado!

– S-Sasori-sama! –com a face rubra, eu o afastei, estávamos ofegantes, e eu, apavorado... Ele apenas olhava-me de maneira sedutora- P-Por que fez isso?

– Tobi... –ele colou novamente nossos lábios, depois se afastou - Não sei o que me deu... Mas eu precisava provar nem que fosse uma única vez o sabor de seus lábios.

– D-Danna, isso é errado!

– Eu sei... –dizia com a voz distante, mordendo o lábio inferior- Mas eu me sinto completo quando estou contigo.

Ele beijou-me pela face, desceu para o pescoço arrancado gemidos meus, eu nunca havia sentido algo parecido, sentia um calor apossando-se de meu corpo. Ele subiu novamente até meus lábios e beijou-me, foi profundo, eu, ali entregue correspondi o beijo, não acreditava no que estava fazendo! E se meus pais descobrissem, ou alguém entrasse no quarto? Sasori-sama acariciou meu corpo e senti sua mão sobre meu membro, aquele toque me estremeceu, mas não podia deixar que ele prosseguisse.

– S-Sasori-sama... N-Não... –estiquei os braços repelindo-o de meu corpo- Não podemos!

Sasori-sama suspirou, sentou-se ao meu lado e me pediu desculpas, disse que se deixou levar.

– Perdoe-me Tobi...

– Sasori-sama... Quero que você me perdoe também, estou fazendo com que sofra.

– Não, você é uma das melhores coisas que já aconteceu na minha vida. Não quero perder-te. Não o tocarei mais. –disse desapontado.

Fiquei com um peso no coração, mas não poderia dizer mais nada, não queria que ele se aproximasse daquela forma novamente. Não tocamos mais no assunto.

Quando voltei pra casa, estava exausto, tomei um banho demorado, minha mente estava vazia. Era tudo diferente sem o olho esquerdo, eu agora usava uma cobertura negra sobre o meu olho, me senti um monstro, duvido que alguém fosse me contratar para emprego com aquela aparência... Meus pais evitavam tocar no assunto, tinham receio de que eu me ofendesse.

Só voltei a me divertir com as aulas com mestre Sasori, notei a diferença quando as aulas eram particulares, aprendi mais depressa e criei maestria no que fazia. As noites eu já dormia tranqüilo, por um tempo esqueci-me da existência de Madara-sama... Mas foi apenas ver sobre ele num jornal que voltei a sentir sua falta. Agora não sofria tanto quanto antes, aprendi a me controlar.

Numa noite, eu havia ido dormir normalmente, e tive um sonho... Estranho... Nele, Madara-sama abraçava-me forte, beijava-me por todo o corpo. Quando me dei por conta, estávamos ambos nus, não lembro como vi seu corpo, mas era agradável, ele mordiscava meus mamilos enquanto eu colocava a mão sobre a boca para impedir que meus gemidos escapassem... Ele ia descendo meu corpo deixando uma linha de saliva pelo caminho, eu arqueava meu corpo para trás... Quando ele chegou próximo á minha virilha, eu acordei, e estava molhado.

Meu membro estava ereto, coberto pelo meu sêmen, meu coração acelerado... Seria essa a chamada polução? O assunto tão proibido entre qualquer pessoa? Condenado por algumas religiões... Senti-me envergonhado por ter aquela classe de pensamentos com Madara-sama, mas quando, por curiosidade toquei meu membro, gemi, fui então me tocando e descobrindo novas sensações, arqueava meu corpo para trás, gemia seu nome o mais baixo que podia, até despejar novamente minha essência, estava acabado. Corri para o banho pra limpar-me, que vergonha sentia de mim... Como fui ter a coragem de fazer aquilo?!

Ordenei que um empregado lavasse os lençóis e que não contasse nada aos meus pais. Não comentei disso com ninguém, fui á uma grande biblioteca e lá descobri um pouco sobre o que havia acontecido com meu corpo, fiquei vermelho ao saber que aquilo era normal, que eu devia excitar-me, mas só o fato de ter feito isso pensando em Madara-sama fazia-me me condenar!

Os dias passavam, cheguei a ter outros daqueles sonhos, mas nunca os revelei á ninguém. Quando contava com dezessete anos de idade, perdi meus pais em um acidente, de acordo com seu testamento, eu iria morar com um tutor, não era muito longe de casa. Quando o vi não acreditei que eu teria de ficar sob os cuidados dele...
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MensagemAssunto: IV   Ter Jan 17, 2012 6:40 pm

Orochimaru era branco como a lua e tinha cabelos negros e compridos como os de um índio. Sem esquecer-me de seus olhos, eles eram semelhantes aos de um caçador pronto para atacar sua presa. Ele era extravagante demais, onde meus pais estavam com a cabeça em deixar aos cuidados DAQUILO!?

Ele trabalhava como psicólogo e sempre arranjava um novo emprego secundário, todos eles estranhos. E ele desejava meu corpo! Isso ficou claro desde o primeiro dia em que nos conhecemos. Obviamente não o deixei que me tocasse, mas todas as noites eu dormia com medo.

– Tobiiii! Vamos brincar de médico?

– Não.

– Por favoooor, você vai adorar!

– Se você se aproximar mais eu vou chamar a polícia.

– Ahhh...

Porém devo admitir que ele fosse engraçado dando chiliques por qualquer coisa. E sua experiência em tantas áreas fez com que ele desenvolvesse um alto QI e que soubesse atuar em praticamente qualquer situação. Sasori não gostou dele, só continuava a ir visitar-me para dar aulas, e sempre ficava agora um tempo a mais, por que mesmo odiando o Orochimaru, ele queria ficar perto de mim e proteger-me.

Quase todos os dias, meu tutor trazia alguns homens á casa... No inicio pensei que fossem alguns colegas de trabalho, mas ao ver que algumas crianças também se envolviam descobri que ele era um pederasta! Não fiquei lá muito surpreso, pois já era algo meio óbvio, mas mesmo assim, causou-me repulsa.

Ele tratou-me normalmente, disse que aquela era sua escolha e não podia mudar. Sentia atração por homens e pronto. Senti raiva... Mas não dele e sim de mim, eu tocava-me pensando em um homem, havia beijado outro... Argh, repugnante!

Sasori-no-danna com o tempo desistiu de vez de me seduzir, viu que eu não cederia. Quando me dei por conta, ele e Deidara pareciam bem íntimos... Até demais... Mas continuei ainda assim praticando. Lembro-me da primeira vez que toquei numa Orquestra de Ópera. A tal era Don Carlos de Giuseppe Verdi. Nunca me esquecerei da melodia, a excitação que senti por tocar naquele grande lugar.

Em casa... Bem já mencionei o que se passava... Comecei a ter homofobia então. Não havia como tratar-me já que na época, qualquer manifestação de homossexualismo era algo terrível para a sociedade. Mas Sasori-sama, Orochimaru-sama, Deidara-san... Todos... Resolvi então esforçar-me para tolerar. No fim passei a não me importar com aquilo. Cresci naquele meio até completar vinte e um anos, já era um aclamado violinista, eu tocava como o principal em óperas, pessoas pagavam altos valores para escutar-me.

Com o dinheiro acumulado, me mudei para uma casa grande, nada comparado á que vivi com meus pais, mas para mim era o suficiente, morava sozinho. Tinha várias fãs, saí com algumas mulheres, mas não encontrei nenhuma que me agradasse. Já não pensava mais em Madara-sama, nem sabia como ele estava agora, havia me esquecido dele. Estava ganhando muito dinheiro, já não me sentia tão impressionado com a música, pude voltar á dedilhar pianos, e além dele, Sasori me ensinou a tocar harpa. Depois de cada concerto, eu tocava alguma passagem de piano, mas não me agradava mais, a música agora era apenas minha carreira.

Um dia, estava eu lendo um livro, estirado sob uma cadeira ao estilo Luís XV enquanto ouvia a sinfonia nº 9 em ré menor de Ludwig Van Beethoven em um disco de goma laca. Um empregado entrou no recinto trazendo-me o jornal, eu não estava com a menor vontade de ler aquilo e deixei de lado.


– Uchiha-sama, não querendo intrometer-me em sua vida-

– Já se intrometeu, o que quer?

– Acredito que haja uma matéria de seu interesse.

– Ah claro, depois darei uma olhada.

No final das contas nem toquei no jornal. Á tarde recebi uma mensagem, eu era convidado a tocar na próxima noite, fazendo um dueto entre violino e piano. O preço a ser pago era bom. Aceitei a proposta. Ensaiei até o dia da apresentação, esperava que o tal pianista fosse bom, não gostava muito de tocar ao lado de principiantes... Realmente, o tempo havia me mudado e endurecido um pouco meu coração.

Cheguei ao ilustre teatro, onde as paredes eram decoradas com ouro e jóias, colunas de mármore... Era um dos maiores símbolos da cultura européia no Japão. Fui em direção ao meu camarim, era de fato grande e aconchegante comparado com alguns... Mas deixando isso de lado, tive de ser rápido, pois devido á problemas durante a viagem eu chegara encima da hora. Tocaria Ave Maria de Johann Sebastian Bach, algo realmente simples comparado ao meu nível atual. Talvez o pianista ainda estivesse tocando aquele tipo como um desafio.

Quando subi ao palco carregando meu violino... Eu o vi. Sentado ao piano, tranqüilo, com um pequeno sorriso no rosto. Ah! Então era essa a tal notícia do jornal do dia anterior, Madara-sama havia voltado para o Japão. Mesmo surpreso, ainda estávamos em frente a um grande público, um grande e exigente público!

Iniciamos o que fomos convidados á fazer, de inicio toquei como faria perto de qualquer outro. Depois dos aplausos, iniciamos Canon in D Major de Johann Pachelbel,

ouvi-lo ao piano me trouxe diversas lembranças, não havia mudado em nada, era como se tivesse congelado no tempo! Toquei de modo que a muito não fazia, apaixonado pelo som emitido.

Sem descanso, iniciamos o primeiro movimento Sonata No. 5 de Ludwig van Beethoven. Houve então um recesso para que os senhorios saíssem para beber e fumar. Ele levantou-se e foi para algum lugar, eu repousei meu violino e fui atrás dele.

– Madara-sama! –finalmente o alcancei.

– Oh olá, Tobi não é? É um prazer que eu possa conhecê-lo e tocar ao seu lado.

– Conhecer-me? Está brincando não é?

– Desculpe-me... Conhecemos-nos? –perguntou-me com um sorriso sem graça.

– Querido, estava fabuloso...

Vi uma mulher loira aproximando-se e o beijando. Era de fato bonita.

– É um prazer conhecê-lo mestre Tobi. Sou Tsunade, humilde esposa de Madara.

– O prazer é todo meu, permite-me? –posei por educação um beijo em sua mão direita, mas ainda assim não conseguia parar de olhar Madara-sama.

– Algo errado? –perguntou a mulher meio sem graça.

– Creio que já devia ter conhecido esse rapaz... –disse confuso pousando a mão sobre a própria testa- Seu rosto me é familiar, mas...

– Quero pedir perdão mestre Tobi... Mas há cinco anos Madara sofreu um acidente e perdeu parte da memória, foi muito difícil parar nós superar isso.

– Então... Pelo jeito o senhor não se lembra mais de mim não é?

– Desculpe-me... –disse ele sem graça- Quem é?

– Sou-

Antes que pudesse prosseguir, o maestro furioso nos encontrou chamando-nos de volta ao palco. Madara-sama olhou-me e depois sorriu, despediu-se da esposa e juntos fomos rapidamente continuar nosso trabalho. Então sem descanso tocamos o segundo e o terceiro movimento da peça.

Terminamos nossas apresentações, outros se apresentariam agora. Não estava com vontade de continuar naquele local.

– Tobi-san, não vai assisti-los?

– Desculpe-me Madara-sama, não me sinto bem. Irei para casa.

– Que tens filho?

– Só uma dor de cabeça, nada demais...

– Espero ver-te em breve. –disse-me com um belo sorriso.

Não pude deixar de corar, pensando melhor, ele tinha mudado sim, parecia mais belo agora.

– Nos veremos.

Quando cheguei em casa, atirei minha roupa pelo chão, trajando apenas trajes mínimos me joguei em minha cama. Depois de tanto tempo... Madara-sama... Não se lembrava mais de mim, aquilo assolou meu coração, chorei como quando era criança e não sabia exatamente o porquê.

Voltamos a nos encontrar semanas depois, onde faríamos o dueto para Violin Sonata de Leoš Janáček, uma peça divina sem dúvidas! Foi um curto período de tempo em que ficamos juntos afinal nossa atuação seria apenas com aquela música. Quando me preparava para ir embora, ele me surpreendeu na porta de meu camarim, entregou-me um bouquet de rosas vermelhas. Disse-me que gostava do modo que eu tocava. Eu disse o mesmo de quando ele tocava piano.

Sorriamos um para o outro, eu novamente com as faces vermelhas mal conseguia agradecer-lhe. Madara-sama... Pensar que não recordava do tempo em que passamos juntos fazia-me chorar por dentro. Quando tentei voltar a falar do assunto, sua esposa chegou. Eles estavam de saída, então para não atrapalhar, agradeci uma ultima vez pelo presente. Recebi elogios de Tsunade também.

Não sabia onde ele morava e ele também não sabia de minha moradia, queria vê-lo... Continuei tocando, melodias agora dramáticas e chorosas, não estava sentindo-me bem... Já então não era questão de querer, eu precisava ver Madara-sama! Mas tive uma surpresa, quando um dia estava tocando e o vi assistindo-me. Não o encontrei na saída, mas soube por um informante de confiança que ele agora ia a todas as minhas apresentações, ora com a esposa, ora sozinho. Não entendi o por que daquilo... Meu informante também não soube me explicar. E por que ele não ia mais me cumprimentar? Era intrigante...

Ao final de uma apresentação, eu andei rumo á minha saleta, mais uma obra sem erros. Quando alcancei a porta fui interrompido por Madara-sama.

– Olá caro Tobi, á quanto tempo.

– Mestre Madara, sim, a muito não nos vemos.

– Venho assistido á muitas de seus concertos. Toca perfeitamente, como nunca ouvi ninguém tocar.

– O-Obrigado pelo elogio, mas há outros muito melhores que eu pelo mundo afora.

– Quero que vá a minha casa tocar para mim.

– Eu? S-Seria uma honra senhor!

– Quero entregar-lhe algo aqui... –pegou uma caixa coberta de jóias em sua volta, dentro, aconchegado num tecido finíssimo, um violino estava repousado, mas não era um violino qualquer- Isso é para você Tobi.

– M-Madara-sama, não posso aceitar algo assim! É caríssimo!

– Você tem talento, quero que toque este instrumento para mim.

– Madara-sama...

– Já vou.

Quando dei por mim, tinha um belíssimo Stradivarius em mãos, não acreditei. Ser presenteado com aquele instrumento tão raro e fino, e ser convidado á tocar para um exímio pianista como ele! Eu estava nervoso, mas concordei com sua proposta.








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