InícioInício  PortalPortal  CalendárioCalendário  GaleriaGaleria  FAQFAQ  BuscarBuscar  MembrosMembros  GruposGrupos  Registrar-seRegistrar-se  Conectar-seConectar-se  
Compartilhe | 
 

 Entre amigos e suspeitos

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
AutorMensagem
Sam

avatar

Mensagens : 665
Pontos : 721
Data de inscrição : 21/09/2010
Idade : 21
Localização : No fundo do poço

MensagemAssunto: Entre amigos e suspeitos   Dom Abr 01, 2012 12:31 pm

ENTRE AMIGOS E SUSPEITOS

Quem diria, resolvi escrever outra fic do David =/
Classificação: +10
Categoria:
originais, mistério
Sinopse: Er... penso que o primeiro capítulo seja quase uma sinopse da fic ^-^"
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Sam

avatar

Mensagens : 665
Pontos : 721
Data de inscrição : 21/09/2010
Idade : 21
Localização : No fundo do poço

MensagemAssunto: Algo chega junto com o inverno   Dom Abr 01, 2012 12:35 pm

Algo chega junto com o inverno

O inverno chegou cedo naquele ano. Junto com ele chegou a neve e também uma carta lacrada com um selo feito de cera vermelha.
-Nee, Sammy, quais as chances de você aceitar ir até o mercado comprar doces? –Perguntei enquanto lavava a louça. Maldita água gelada, minhas mãos estavam congelando!
-Nesse frio? As mesmas de você queimar todos os seus sobretudos. –Respondeu, secando os pratos.
-E se eu pedir ‘por favor’?
-Continuam as mesmas.
Situações desesperadoras pedem medidas desesperadas.
-E se eu ameaçar cortar seu cabelo enquanto você dorme? –Falei secando as mão, tinha acabado de lavar tudo.
Ela apontou em direção ao meu pescoço a faca que estava secando.
-Se cortar meu cabelo, corto sua garganta.
-Mas Sam!
Ela me ignorou.
-Táááá. –Falei entediado. –Eu mesmo compro os doces, volto logo.
Vesti um sobretudo escuro e abri a porta.
-Poxa... –Falei ajuntando a carta que repousava sobre o tapete.
-O que foi? –Samanta perguntou.
-Uma carta....
Sentei no sofá e a rompi o selo da carta. O papel, tanto do envelope quanto da carta, era poroso e amarelado. A letra do remetente era fina e inclinada, além de muito floreada. Por um minuto achei que fosse uma carta de admissão de Hogwarts.
-Algum caso? –Sammy sentou-se ao meu lado.
-Há, muito melhor! –Eu disse, enquanto lia apressadamente.
-O que é? –Perguntou enquanto tentava tirar a carta das minhas mãos.
-Pare de ser mal-educada! –Disse lhe dando um tapa leve na mão.
Reli a carta, dessa vez em voz alta, enquanto andava pela sala.
-“Há quanto tempo, David! Penso que não nos vemos novamente desde a morte de seu pai, estou certo? Muito bem, isso deve ser consertado... Aceitaria passar o inverno em minha casa de campo? Penso em rever alguns conhecidos que não se reúnem há algum tempo, entende? Pode levar algum acompanhante, se quiser. Caso aceite este meu humilde convite, peso-lhe que esteja na praça principal às 7:00, onde um carro estará esperando. Um grande abraço, Vincent Griffiths.”
Me joguei no sofá.
-Nossa! –Disse rindo. –Nem sabia que Sir Vincent estava vivo! –Falei olhando para a carta e rindo.
-E quem é esse? –Minha assistente não entendia nada.
-Sir Vincent era amigo do meu pai e do Nick. É um inglês meio excêntrico, sabe... Eu adorava visitá-lo! As casas dele me lembram contos de detetives, são lugares incríveis, é impossível conhecer Sir Vincent e não simpatizar com ele! –Falei levantando.
-Espera... “as casas”? Quantas ele tem?!
-Conheço quatro. Uma perto de Oxford, onde ele leciona literatura, uma no litoral inglês, uma no interior do país e outra em Londres. Está decidido, nós vamos! –Falei alegre.
-Bem, acho que não tem motivo para recusarmos. Além disso, estou curiosa para conhecê-lo e ver quem são os outros convidados.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Sam

avatar

Mensagens : 665
Pontos : 721
Data de inscrição : 21/09/2010
Idade : 21
Localização : No fundo do poço

MensagemAssunto: Convidados e conhecidos.   Seg Abr 02, 2012 2:34 pm

CONVIDADOS E CONHECIDOS

Dois carros negros estavam estacionados em frente à casa no topo da colina. O topo dos aceres vermelhos, que contornavam a propriedade, estava coberto de neve, tal como tudo na paisagem.
A casa tinha dois andares e era feita de madeira escura. As janelas eram longas e estavam fechadas. O motorista do carro nos levou para dentro da casa. Lá estava quente, diferente da Era Glacial que estava do lado de fora.
Fomos conduzidos até uma sala de estar. O fogo da lareira crepitava alegremente e xícaras de chocolate quente estavam dispostas sobre uma mesa, logo ao lado dos biscoitos. Sério, decididamente um ambiente perfeito para ficar durante o inverno!
Sir Vincent conversava com... epa, Nick e Lucy?
Bom, pelo jeito com que eles me olharam a minha cara de surpresa deve ter sido mesmo muito estranha...
-David? Faz um bom tempo, não é? –Vincent se levantou e me deu um abraço, abraço esse que deve ter fraturado duas das minhas costelas.
-Alguns anos, sim. –Concordei, ignorando a dor nas costelas. –Não sabia que o Nick e a Lucy vinham.
-Bem, muitas pessoas vêm. –Ele deu de ombros e sentou-se novamente. –Esse lugar tem vários quartos e salas, seria muito entediante vir aqui e não chamar alguns amigos.
Um gato enorme, que até então estava deitado ao lado do sofá, pulou em seu colo. Foi um feito surpreendente, se considerar o peso que aquele bicho devia ter. Bom, se considerarmos isso, andar já seria um feito surpreendente para aquele gato. Ainda me pergunto se aquilo era um gato ou uma bola disfarçada de bichano.
-Acho que ainda não fomos apresentados, senhorita. –Nosso anfitrião falou, olhando para a Sammy. –Qual é o seu nome?
-Samanta Stygian, prazer em conhecê-lo.
-Ex-assassina... –Ouvi Nick murmurar, com uma expressão descontente.
-E qual o problema com isso?! –Vincent riu alto. –Se for pesquisar a ficha criminal de metade dos meus convidados, Nicolas, vai ficar muito decepcionado, acredite...
O gato pulou para o colo do Nick, que pareceu descontente com o peso do bichinho. Ficou mais descontente ainda quando o gatinho começou a tentar pegar o nariz dele com as patinhas.
-Mr. Finny... –A voz do anfitrião repreendeu em tom severo. –Não incomode os convidados...
Em resposta, Mr. Finny pulou ao chão.
-Falando em convidados, acho que mais amigos seus chegaram. –Lucy falou, bebendo um gole de chocolate quente e indicando.
Vincent levantou-se para receber os outros convidados. Três pessoas entraram na sala. Um garoto de cabelos longos e presos, que usava óculos. Outro rapaz, esse com cabelos e olhos claros. E uma garota, cuja pele era tão doentiamente pálida quando a da Samanta, e cujos olhos eram de um curioso tom de vermelho-carmim.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Sam

avatar

Mensagens : 665
Pontos : 721
Data de inscrição : 21/09/2010
Idade : 21
Localização : No fundo do poço

MensagemAssunto: O começo das férias.   Sex Abr 06, 2012 1:32 pm

O COMEÇO DAS FÉRIAS

Samanta olhou confusa para os recém-chegados, que a olharam do mesmo jeito.
-Já se conhecem? –Sr. Griffiths perguntou, olhando para os quatro.
Todos concordaram.
Tá, a garota eu também conheço. Sophia Blood, trabalhou com a Sam uma vez. Mas eu agradeceria se alguém dissesse quem eram os outros dois.
-Bom, mesmo assim, para aqueles que não se conhecem, deixem-me fazer algumas apresentações. –Em seguida, indicou gentilmente cada convidado, que ao ouvir seu nome cumprimentava os outros com algum aceno de mão. –Temos aqui: Nicolas, ou Nick, um velho amigo meu. Luciane, ou Lucy, que conheci a alguns anos em uma palestra sobre criminalística. David, que conheço desde que o rapaz não passava de um garotinho. Samanta... –Nesse ponto ele parou um instante. –Você trabalhava com o Thomas, não é? –Indagou curioso.
-Como sabe disso? Não me lembro de conhecer o senhor naquela época.
-Mas eu conheci você, e é isso que importa. –Disse rindo. –Sophia, trabalhava para o Peter, não é? Temos aqui também Neal, que conheci há alguns anos. –Disse referindo-se ao rapaz de olhos e cabelo claros. -E Tristan, que foi meu aluno há algum tempo. –Terminou, indicando o rapaz de cabelos longos.
Todos se cumprimentaram direito, fizeram as apresentações e etc...
-Vincent, afinal, porque nos chamou aqui? –Tristan pegou uma caneca de chocolate quente e sentou no sofá, ao lado do Mr. Finny.
O homem suspirou.
-É solitário aqui... Achei que um pouco de companhia alegrasse um pouco as coisas. –Deu de ombros. –Bem, pensei que seria bom conviver com seres humanos um pouco...
-Falando assim parece até que não gosta de pessoas. –Neal disse.
-E quem gostaria? –Vincent fez uma careta. –São criaturas irritantes, egoístas e chatas! Me deixam com ânsia... –Continuou, em uma performance dramática. –Seres humanos... –Outra careta, seguida de um resmungo. –Bem, mas alguns são legais... se não, eu não teria chamado vocês! –Falou rindo e fazendo uma posse alegre. –Quem quer ir para a sala de jogos?!
Não houve nenhuma objeção à idéia, então fomos para lá. Logo que saímos da sala, vimos um dos motoristas tentando levar um enorme baú escada a cima.
-James, ainda não acabou de guardar as malas dos meus convidados? Que feio... –Vincent começou a se bobear.
-O que você leva aqui? –James perguntou, sem um pingo de fôlego, à Lucy.
-Não saio de casa sem alguns materiais de trabalho. –Ela cruzou os braços.
-Er... vamos em frente, sim? –Vincent nos guiou até a sala de jogos.
Chegamos à sala de jogos. Um bar tomava toda a parede em frente à porta, estava cheio de garrafas de bebidas diversas e tinha bancos vermelhos circulando o balcão. No lado direito estavam três mesas cercadas por três cadeiras cada, além de um enorme sofá. No lado esquerdo, uma enorme televisão com aparelho de DVD e home theater... Além disso, no lado esquerdo... No lado esquerdo... N-no... Ow... Santa. Mãe. De. Deus.
-Vincent, eu te amo! –Falei, correndo em direção a um dos vários fliperamas, consoles, games e maravilhas do gênero espalhados.
-Esse ficou feliz... –Sophia comentou sorrindo.
-Não estranhe se ele virar a noite aqui, jogando. –Sam respondeu, cruzando os braços e rindo.
-Deixa ele... –A outra garota falou, em seguida as duas foram até o bar.
Lucy, Nick e Vincent foram jogar baralho em uma das mesas. Sim... com tantas maravilhas tecnológicas à nossa disposição, eles fazem o quê? Jogam baralho. Tsc.., fazer o quê, não é?
Eu jogava Street Fighters com o Neal. E o Tristan... cadê ele?
-Alguém viu o Tristan? –Perguntei, sem tirar os olhos do game.
-AQUI! –O rapaz gritou. –E eu agradeceria se vocês me ajudassem...
Nós tínhamos esquecido o Mr. Finny no meio do caminho e o rapaz tinha tentado ajudá-lo.
...
...
Ah, eu não ia sair no meio da luta! Vai que o Neal me dava uns hadoukens enquanto ninguém estava olhando...
-Qual é o problema? Não consegue carregar ele? –Gritei para Tristan.
-Me admiraria se alguém conseguisse isso... –Respondeu. –Deixa, tive uma idéia.
Dois minutos depois ele apareceu na sala. Rolando o gato como uma bola, em meio a miados de protesto do Mr. Finny.
-Nhooou! –O gato miou, reclamando.
-Queria que eu te deixasse sozinho lá? –Tristan reclamou com o gato.
Mr. Finny miou inconformado outra vez.
-Se tivesse dito “Mr. Finny~~~*, a lasanha está pronta~~*” Ele teria vindo sozinho, e correndo! –Vincent falou.
O rapaz resmungou algo como “tivesse dito isso antes...” e foi beber vinho com as duas garotas no bar.
Já era próximo às 22:45 quando Vincent resolveu ir dormir.
-Certo, antes que eu saia é melhor eu lhes dizer onde são seus quartos. –Falou se espreguiçando. –Todos os quartos ficam no segundo andar. Lamento dizer que apenas cinco quartos estão disponíveis. Na verdade existem mais dois quartos livres, os dois últimos do lado esquerdo, mas vespas resolveram se alojar bem a frente das janelas desses quartos. Se incomodam se alguns de vocês tiverem que dividir os quartos? –Perguntou, um pouco sem graça.
Ninguém se incomodou. Samanta e Sophia ocuparam o último quarto à direita. Lucy o segundo à direita e Tristan o primeiro. Neal e eu ficamos no primeiro quarto à esquerda e Nick no segundo. O quarto de nosso anfitrião era no primeiro andar.
Todos foram dormir. E, no dia seguinte, o pior aconteceu.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Sam

avatar

Mensagens : 665
Pontos : 721
Data de inscrição : 21/09/2010
Idade : 21
Localização : No fundo do poço

MensagemAssunto: Tiros na madrugada   Ter Abr 10, 2012 1:21 pm

TIROS NA MADRUGADA

Passos foram ouvidos a noite inteira. Bom, na verdade até perto das 00:30, depois tudo ficou em silêncio. Ao menos é o que eu acho, pois nessa hora peguei no sono. Não que eu tenha dormido muito, acordei com o barulho de um tiro. É, não é uma forma muito agradável de se acordar, acreditem. Todos correram para o corredor naquele momento.
Todos pareciam estar bem. Até que miados dessesperados chamaram nossa atenção, vindos do andar de baixo, O quarto de Vincent estava aberto, mas o ocupante não estava lá. Vasculhamos todos os quartos, todas as salas. E então, perto dos sofás da sala de jogos, encontramos o corpo imóvel do homem, estendido no chão.
Uma mancha carmim cobria o lado direito do peito. Mr. Finny miava dessesperado ao lado do corpo.
-Todos sentados, agora. -Nick ordenou, num gesto bem típico de quem acha que manda alguma coisa.
-O que quer dizer? Suspeita que alguém aqui tenha feito isso? -Neal perguntou.
-Tem algum outro suspeito? Com a nevasca que está caindo desde ontem de manhã, acho bem difícil alguém conseguir chegar nessa mansão.
-Nick, se acalme, você é tão suspeito como qualquer outro aqui, então não está em condições de exigir qualquer coisa. -Sam observou, em seguida sentou-se em um canto do sofá.
Ótimo. Um delegado. Um detetive. Uma perita. Três pessoas com ficha criminal extensa. E o Tristan. Ah, e um cadáver. Tudo isso em um círculo fechado. Ótimo.. Tudo que eu mais queria para essas férias...
-Bom, uma coisa é certa, ninguém entrou e ninguém vai conseguir sair. Seja quem foi que fez isso, vai continuar aqui... -Sophia observou, pegando o Mr. Finny no colo. Garota forte essa...
-Sim, um círculo fechado. -Tristan falou se aproximando da garota e acariciando o gato. -Isso é algo estranho, é um acontecimento bem clichê na ficção.
-Mas isso não é ficção. Um homem morreu essa madrugada e um assassino está entre nós-
-Notou só agora? -A moça de olhos vermelhos perguntou, com um olhar inocente e sorriso irônico.
Uh hu! Dessa vez vou ter apoio para incomodar o Nick! Ele só a olhou com raiva visível e continuou.
-Mas, uma vez que o culpado esteja entre nós, poderemos pegá-lo. -Completou de forma solene, embora sua voz estivesse triste. -Não se esqueçam que aqui temos um delegado e uma perita.
...
...
...
...
-Não esqueceu ninguém, não? -Falei indignado.
Ele suspirou.
-Certo... Um delegado, uma perita. -Deu um suspiro arrastado. -E o David. -Completou com desânimo.
Depois me perguntam o porquê de eu incomodá-lo...
-Lucy, você disse que não sai de casa sem alguns equipamentos. -Tristan observou.
-Sim, posso examinar o corpo e ver se encontro alguma coisa. Vou usar uma sala no sótão como local de trabalho, só preciso arrumar tudo. -Ela respondeu. -Vou pegar algumas luvas, e arrumar uma mesa no sótão, não toquem em nada.
Quando Lucy voltou, levamos o corpo para onde ela pediu. Aquela sala era gelada. O corpo foi deitado sobre uma mesa. Logo ao lado, a morena organizou uma série de microscópios, bisturis, pinças, lâminas, frascos com misturas das mais diversas e afins. Nem um terço do que o pessoas da perícia usa, mas já era alguma coisa.
Foi estabelecido que a sala de jogos seria examinada imediatamente, para evitar que provas espalhadas pudessem ser escondidas ou modificadas. Todos começamos a agir imediatamente. Não seria um exagero dizer que todos desconfiavam de todos. Naquele momento, estávamos entre amigos e suspeitos.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Sam

avatar

Mensagens : 665
Pontos : 721
Data de inscrição : 21/09/2010
Idade : 21
Localização : No fundo do poço

MensagemAssunto: Pistas e revelações   Qua Abr 11, 2012 1:56 pm

PISTAS E REVELAÇÕES.

Todos nos reunimos na sala de jantar e tomamos um café da manhã rápido e silencioso. Bom, silencioso só até a Lucy levantar e dizer que iria começar a examinar o corpo.
-Não vai ficar sozinha com aquele cadáver. –Samanta começou. Ótimo, porque ela insiste em por lenha na fogueira?
-Está me acusando de algo? –Lucy a olhou revoltada.
-Não pode negar que ela está certa. –Neal interferiu na conversa, enquanto pegava uma fatia de torta. –Se você estiver envolvida com o assassinato pode muito bem manipular as provas que encontrar.
-Não acho que ela faria isso... Não é ela aqui que tem uma ficha criminal envolvendo homicídios. –Nick alfinetou. Óbvio que ele não perderia a chance.
-É uma indireta? –Neal parou de comer a torta.
-Quer mesmo saber? –O delegado respondeu.
-Sabe... Se continuar com as ironias, essa faca vai se encontrar com o seu pescoço bem rápido... –Sophia entrou na conversa.
-Ótimo... Todos desconfiamos de todos... Isso é o início de uma bela amizade! –Falei tomando um gole de suco.
Tristan, que até então brincava com o Mr. Finny, resolveu tentar acalmar a conversa.
-Tenho um certo conhecimento em medicina e em criminalística, posso ajudar Lucy no exame do cadáver. Se ela não tiver nada contra isso, é claro. –Falou, ajeitando os óculos.
-Nenhuma objeção. Ao trabalho? –Ela disse, levantando-se.
Ambos deixaram a sala de jantar.
-Bom, acho melhor começar a fazer algo também. Vou examinar a sala de jogos. –Falei me levantando.
Neal, Sophia e Samanta me acompanharam.
O contorno do corpo foi marcado com uma corda que conseguimos com o James. Coitado, ele e a cozinheira parecem estar em estado de choque.
-Parece tudo normal, para mim. –Comecei. –Não vejo nenhum sinal de luta, acham que foi pego de surpresa ou simplesmente não reagiu?
-Se tivesse sido pego de surpresa acho que teria gritado. –Neal falou, se aproximando. –Foi morto no canto da sala, entre o sofá e as paredes. Não tinha para onde fugir...
-Deve ter pensado que, se não reagisse, poderia negociar com o assassino. –Falei.
As garotas se aproximaram também.
-Acho estranho não ter nenhuma mancha de sangue, não concordam? –Sophia falou.
-Certamente é. Quando a bala perfurasse o alvo o sangue respingaria pelo ferimento, não é? Mas aqui, só temos sangue no chão. –Samanta disse, se abaixando.
Parei para pensar por um tempo.
-Talvez seja melhor falar um pouco com a Lucy. –Sophia disse.
-Samanta... –Perguntei arrastando a voz.
-Que é?
-Você... Você não levou armas nesse passeio, não é? –Perguntei cobrindo o rosto com a mão.
-Quanto a isso...
Por que não me surpreendo?
-Parabéns. Você, automaticamente, foi declarada suspeita. –Respondi suspirando.
Neal e Sophia se olharam.
-Não me digam... –Olhei para eles irritado.
-Bom, sabe como é, força do hábito... –Neal deu de ombros.
-Armas brancas contam? –Sophia perguntou rindo.
-A cada segundo o caso fica melhor... –Disse cruzando os braços e olhando para eles indignado, mas mesmo assim tentando não rir.
Mr. Finny estava conosco. Enquanto conversávamos, ele entalou no espaço entre o sofá e o chão.
-Nhôu...! –Agonizou preso.
-Eu ajudo! –A moça de olhos vermelhos disse, enquanto tentava desentalar o bichano. –Acho que ele achou uma coisa...
Após ajudar o gato, ela esticou o braço sob o sofá. Mr. Finny tinha achado um projétil coberto com sangue seco.
Levamos a pista para a Lucy. Quando chegamos encontramos o corpo coberto por um lençol vermelho, também conseguimos isso com o James. Tristan e Lucy conversavam sofre o ferimento.
-Sinto dizer, mas não encontramos o projétil. –Lucy disse, levantando desanimada.
-Mas o Mr. Finny achou! –Sophia estendeu a mão, mostrando a bala.
-Ótimo! –Lucy pegou a bala, quase levando a mão da garota junto. –Nick chega daqui a pouco com outras coisas das quais precisamos.
-E o que seriam essas coisas? –Samanta perguntou.
-As armas de vocês. –Nick falou entrando.
Falando a verdade, eu não vi o Nick. Vi dezenas de revólveres, cartuchos, adagas, facas, mas o Nick não. Acho que ele estava embaixo daquilo tudo.
-Vão fazer um confronto microbalístico? –Perguntei.
-Sim. Por mais perfeita que uma arma seja o cano sempre vai ter alguma imperfeição que vai marcar a bala. Cada arma deixa uma marca única, é quase a mesma coisa que analisar impressões digitais. –Tristan explicou. –Mas acho que vai levar um bom tempo para acabar...
-Vai não... –Falei indo até a pilha. –Estão esperando o quê? –Falei olhando para os três usuários de armas de fogo.
Em um ou dois minutos as armas estavam separadas em três pilhas. Lucy e Tristan iriam achar um jeito de testar uma a uma para comparar, com um microscópio óptico, as marcas deixadas nas balas. Samanta resolveu ajudá-los. Já Neal foi com Nick, que pretendia começar a interrogar todos os presentes. Acho que já deu para notar que o Nick cismou com o rapaz, né?
Sophia e eu descemos a fim de olhar a cena do crime outra vez.
-Não entendo uma coisa...
-O que é? Perguntei à minha assistente temporária.
-Samanta e eu estávamos no mesmo quarto, uma saberia se a outra saísse. Neal estava com você. Acha mesmo que somos suspeitos? –Perguntou, com a expressão de mais puro tédio.
-Não. Na verdade, não é por isso que não desconfio de vocês.
-E porque é então?
-Ouvi passos a noite inteira, até perto das 00:30.
-Também ouvi, e?
-Todos estávamos no segundo andar...
-Vai falar logo ou vai continuar tentando fazer suspense?! –Disse rindo. Em seguida sentou no sofá e Mr. Finny pulou em seu colo.
-Qual é a graça de saber algo e não fazer suspense? –Falei, em seguida continuei. –Ouvimos passos a noite toda... mas diga, em algum momento você ouviu alguém descendo a escada?
Ela ficou quieta.
-Samanta, Neal, você, eu, Nick, Lucy, Tristan... Ninguém desceu. Quem fez isso estava no primeiro andar. E mais, o culpado teve acesso às armas de algum de nós. O culpado pôde entrar nos quartos enquanto estávamos conversando com o Vincent, roubar um revólver, esperar todos dormirem até um momento em que pudesse ficar a sós com Vincent. Nesse momento, a vítima estava na sala de jogos, quando o assassino entrou Vincent não se espantou, pois era alguém que ele conhecia há um bom tempo. Sendo gentil, Vincent foi até o canto do sofá e convidou o culpado para sentar. Esse deve ter sido o momento em que ele foi morto. Provavelmente a bala foi arrancada rapidamente com alguma faca e jogada sob o sofá, onde Mr. Finny a encontrou, e o culpado saiu antes que chegássemos. Então, enquanto tomávamos café, talvez o assassino tenha até mesmo escondido a arma do crime em algum dos quartos. –Falei enquanto andava de um lado para o outro com os braços cruzados. –E, sabe, além do Vincent, apenas os funcionários da casa ficam no primeiro andar...
Sophia estava parada, me olhando com espanto.
-Sem querer insultar, mas achei que você fosse mais idiota! –Disse ainda surpresa.
Ficamos um minuto em silêncio.
-Espera, James está no segundo andar agora? –Ela perguntou se levantando.
-Acha mesmo que ele conseguiria fazer algo contra qualquer um que continua vivo nesta casa? –Perguntei rindo.
Nesse momento ouvi Lucy gritar do segundo andar.


--------------------------------------------------------------------
Capítulo final na semana que vêm.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Sam

avatar

Mensagens : 665
Pontos : 721
Data de inscrição : 21/09/2010
Idade : 21
Localização : No fundo do poço

MensagemAssunto: Re: Entre amigos e suspeitos   Qua Abr 18, 2012 2:04 pm

SURPRESA

Corremos para cima. A porta estava aberta e James segurava uma faca afiada com a mão esquerda.
-Mas que infe...? -Minha nova assistente não conseguiu terminar de formular a frase ao ver aquela cena.
-Er... Parabéns? -Sam, Tristan e Neal ariscaram.
Nick deu uma palmada leve na própria testa.
-Eu disse para mandarem outra pessoa com ela... Idiota, aposto que não conseguiu manter segredo... -Nick me olhou com reprovação.
-Ah! A culpa é minha! Certo, claro... com toda a certeza! Os lerdos não conseguem arrumar tudo em quinze minutos e a culpa é do detetive! -Disse indignado, enquanto ajudava o pobre James a colocar garfos, copos e afins na mesa, além de ajudá-lo com a faca para o bolo que ele segurava com a mão esquerda.
-Venha cá! -Vincent nem esperou a garota responder, abraçou-lhe e deu dois tapas leves em suas costas. -Feliz aniversário! O que achou da surpresa? Vamos, pode dizer! Foi algo explêndido, não é? Eu mesmo ajudei a planejar tudo e-
Em meio ao discurso de nosso anfitrião, Tristan puxou Sophia para perto da mesa onde todos tentavam arrumar doces, salgados e bebidas.
-Se ficar esperando ele acabar o discurso, só vai comer o bolo daqui a umas duas horas... Tive dois semestres de Literatura com ele, acredite, sei do que estou falando... -Falou rindo.
Samanta me olhava irritada.
-Meia hora... Não sabe quanto tempo é isso? É o tempo que precisávamos para arrumar tudo! -Falou irritada. Tô com medo... ela vai me matar, tô dizendo!
-A culpa não foi minha! Briga com a Lucy, o grito dela que nos fez subir! -Falei me defendendo. -Não é? -Olhei para a Sophia com a maior cara de dessespero que consegui.
-Se você diz... -Falou em meu socorro. -Agora... expliquem tudo. -Falou cruzando os braços e olhando para todos.
-Bom... já que todos estávamos no mesmo lugar justamente perto do seu aniversário, convencemos Vincent a ceder a casa para uma festa. -Neal falou.
-Exato, Sam e eu demos a ideia de simularmos um assassinato para entreter você enquanto os outros iam arrumando tudo. Como Vincent adora teatro, adorou a ideia de se fingir de morto e ver o que ia acontecer. -Falei. -Tudo teria dado certo, maaaaaas... -Olhei para a Lucy.
-Culpa do mordomo. -Ela respondeu calmamente.
-Quê?! -James quase infartou.
-Sim! Você me espetou com a faca, eu gritei. Culpa sua, fim de caso. -Concluiu, de braços cruzados.
-James, estou descepcionado. -Vincent balançava a cabeça negativamente, também de braços cruzados.
-Mas... mas...! -O jovem não entendia mais nada. Tsc, o que eu posso fazer? A culpa é sempre do mordomo, todo mundo sabe disso! -Tá, esqueçam... Alguém me ajuda a buscar o que falta?
Ninguém respondeu.
-Eu sugiro mudarmos a festa de lugar... seria mais divertido na sala de jogos... -A aniversariante deu sua opinião.
-Concordo plenamente! -Falei, claro que eu adoraria ficar lá jogando durante a festa.
Todos seguiram para a sala de jogos.

-Vincent, estou decepcionado outra vez... você demorou quinze minutos só para trazer até aqui uma pilha e meia de presentes, nove copos, uma pilha de talheres, guardanapos, seis bandejas de salgados, seis bandejas de doces, duas garafas de vinho, três de refrigerantes, seis de suco de uva e uma torta! -Vincent olhou-o com reprovação. -Que vergonha...
-Ele está brincando, não está? -O pobre rapaz perguntou, enquanto juntava-se a nós em uma das mesas.
-Claro que sim. -Neal disse, atacando a torta.
-O que acho da surpresa, senhorita? -James sorriu e perguntou para Sophia.
-Eu já sabia de tudo! -Disse sorrindo.
Quê?! Ah não! Ela tá brincando, não é?!
-Está brincando... diz que está brincando! -Samanta falou. -Sabe o quanto foi difícil não te falar nada sobre isso para manter a surpresa?
-Sei!Isso tornou tudo ainda mais engraçado! -Falou, ainda sorrindo. -Pouco depois de todos irem dormir resolvi ir até a cozinha tomar um copo de água, daí acabei vendo James e Vincent combinando algo sobre que bebidas e doces seriam servidos. Como o aniversário mais próximo era o meu, foi tudo bem óbvio. -Falou com aquele sorrizinho no rosto.
Incrível como ela e a Sam tem o mesmo jeitinho irritante...

Bem, no fim a festa surpresa foi tudo, menos uma surpresa. Jogamos, conversamos e aproveitamos os doces e bebidas até altas horas.
Já era madrugada quando todos foram para seus quartos. Na verdade ainda não sei como ninguém caiu da escada quando todos foram dormir, tenho quase certeza de que James resolveu se vingar e trocar as garafas de suco de uva por vinho. Malditos mordomos vingativos... No fim, Vincent teve que ser carregado até seu quarto pelo pobre James, que logo em seguida teve que ajudar o Nick. Pobre James, devia ganhar um aumento, na minha opinião.
Neal e eu passamos um pouco da conta, eu diria, quando fomos dormir já estavamos andando em zigue-zague. Sam e Sophia aparentavam estar bem, tirando o fato de uma ter precisado se apoiar na outra para chegarem até o quarto. Lucy tinha ido dormir cedo, então não teve nenhum desses problemas. Tristan também não teve que passar por isso, mas no caso dele foi por ter notado que o suco também era vinho.
O resto da estadia na casa de Vincent foi algo bem normal. As nevascas continuaram por um bom tempo. Nos distraíamos conversando, lendo, jogando... Enfim, foram ótimas férias, na minha opinião.

-----------------------
Feliz aniversário, Sophia =) Enfim, sei que não foi uma boa fic *meu pouco talento só conseguiu fazer isso*, mas considere um pequeno presente, tá? ^-^"
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
 
Entre amigos e suspeitos
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 1 de 1
 Tópicos similares
-
» Despedida de dois amigos, ases de Spitfire.
» Diferenças de qualidade entre LC Model e Bandai
» Entreajuda e cumprimentos entre motociclistas/motards
» Diferença entre DRAMA e DORAMA.
» Diferença entre os V1,V2,V3 e EX?

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
FanFuck :: Fanfictions :: Fanfucks-
Ir para: