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Sam

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MensagemAssunto: ...Hunted...   Seg Nov 19, 2012 1:42 pm

HUNTED

ORIGINAL
CLASSIFICAÇÃO +12
GÊNERO:
Bom, é mais uma das histórias do David, então dá para ter uma ideia de como vai ser '-'

Sim... Eu ainda tento... *pensei em desistir do David, mas gosto dele ó.ò*.

SINOPSE: Não, dessa vez o problema não é um mistério. É algo mais simples, muito mais simples. Mas, talvez, um pouco mais perigoso. O problema, dessa vez, não é entender os motivos por trás de uma morte. O objetivo é simples: não morrer. Afinal, pode fugir... pode se esconder... mas não para sempre.
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Sam

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MensagemAssunto: Capítulo 1   Seg Nov 19, 2012 1:45 pm

CAPÍTULO 1

Vida de detetive é algo triste. Por quê? Porque casos difíceis são muito complicados, então eu fico com casos simples que podem ser resolvidos rapidamente. Isso é ótimo, aliás! Afinal... Casos rápidos resultam em mais tempo livre e mais tempo livre resulta eeeeem... mais tempo para games!
Mas às vezes é entediante, sabe... Sei lá, tem aqueles momentos em que você fica horas tentando avançar e simplesmente não consegue, daí resolve deixar os games de lado e fazer outra coisa... Esses momentos são muito chatos! Por quê? Por que a vida real é entediante!
Pois bem, era um desses dias. O sol brilhava, os pássaros cantavam, o gato da vizinha comia os pássaros que cantavam... E eu estava a longas duas horas tentando avançar e nada. Sem escolha, larguei meu psp e fui procurar outra coisa para fazer.
Bom, entediado, parei para pensar... o que se pode fazer quando não se quer jogar?
...
...
...
...
Pergunta difícil...
Andei sem rumo de um lado para o outro. 1ª opção: arrumar meus sobretudos, mas estava desanimado demais para isso. 2ª opção: incomodar a Sammy, mas ela foi treinar. 3ª opção: doces.
Uhm... doces sempre são uma boa opção...
Fui, animado, até a cozinha.
Sem doces no armário... Sem sorvete no congelador... Sem doces na geladeira... Tinha açúcar no açucareiro, mas não achei essa opção muito agradável.
Tsc... Sem vontade de jogar, nem de organizar meus sobretudos... e sem doces!
...
Por que não me matam de uma vez?!
Ouvi o barulho da porta abrindo. Sammy chegou! Hora de pôr em prática a opção nº2!
-Yoo, Sammy! –Falei quando a vi. –Como foi o treino?
-Normal, vou tomar um banho.
-Só normal? Nenhuma novidade?
-Exato. –A voz dela indicava um início de nervosismo.
-Nee, Sammy! Nenhuma mesmo? –Falei seguindo-a até seu quarto.
Ela não respondeu. Parou em frente à porta do quarto, impedindo que eu entrasse.
-Não tem mais nada de útil para fazer? –Perguntou com um daqueles meigos olhares do tipo “cale a boca ou eu corto sua garganta”.
Ela entrou no quarto e fechou a porta. Eu abri a porta e sentei na cama. Pela cara, ela parecia indecisa entre me expulsar ou me bater.
-Pior que não. –Falei cruzando os braços. –Você tem algum doce? –Perguntei, me debruçando sobre a cama e abrindo a última gaveta do criado mudo à procura de algum lanche.
Vasculhei toda a gaveta e a únicas coisas que encontrei foram duas caixas de chocolate vazias e alguns papéis de balas. Levantei e comecei a procurar na estante.
-David... você tá bem? –Ela perguntou com uma expressão engraçada, mistura de riso e confusão.
Parei, olhei para ela e suspirei. Eu devia manter a compostura naquele momento difícil.
-Sammy! –Falei me jogando na cama. –Preciso de doces, e de alguma coisa para me distrair. –Completei, passando a mão pelo rosto.
-Já passou horas na frente daquele psp?
-Já.
-Organizou os sobretudos?
-Não tenho vontade.
Ela se assustou.
-... Sério? –Perguntou.
Não respondi, só olhei para ela.
Insensível! Ela ficou rindo da minha cara!
-Para com essa cara de choro. Vou tomar um banho e depois vamos ao mercado. –Falou cruzando os braços e apoiando as costas na parede.
-Comprar doces?
-Armas. –Respondeu com jeito sarcástico.
Levantei.
-Sinto muito, não vendem lá. –Disse indo até a porta. –Maaaaas... eles tem doces! E é isso que importa no momento. –Pisquei um dos olhos. –Estou te esperando, não demore.
Fui trocar de roupas, depois fiquei assistindo um programa qualquer na televisão enquanto esperava ela se arrumar.

O mercado perto de onde moramos não tem muitas opções de doces então, só para variar um pouco, resolvemos ir para o shopping.
Adoro aquele lugar. Tipo, lá tem tudo: mercado, lojas de doces, de games, lojas de sobretudos, praça de alimentação e cinema. Traduzindo: o lugar perfeito para ir de vez em quando.
-Não gosto desse tipo de lugar, não posso levar armas, no máximo uma faca ou outra. –Sam disse baixo.
Minha assistente deve ser louca, só pode.
-E por que infernos você iria querer levar um revólver para um shopping? –Tsc, a profissão anterior devem ter deixado ela um pouco paranóica... –Ah, vamos aqui! –Entrei em uma pequena loja, cheia de doces coloridos e que também vendia revistas e mangás.
Ao lado do caixa, no qual uma atendente estava distraída lendo algo em um notebook, ficavam pequenas cestas de compras. Peguei uma e fui para as prateleiras onde ficavam as balas e os chicletes. Sam, como a boa chata de sempre, não me acompanhou em minha jornada em busca de doces bons e baratos, ao invés disso ela foi até uma estante onde estavam as revistas e os mangás.
-É mesmo absurdo... –Ouvi a moça do caixa pensar alto.
-Algum problema? –Perguntei enquanto deixava as balas de lado e ia atrás de outros doces.
-O sistema de segurança do nosso país mostrando, mais uma vez, o quão bom é... –Ela falou rindo com escárnio, em seguida virou o notebook para que eu pudesse ver a notícia. –Fuga do presídio estadual, um psicopata solto pelas ruas dessa cidade... O cara foi preso há três anos, após ter planejado e concluído o assassinato de um terço dos funcionários do mercado onde trabalhava. Pra vermos como a segurança daqui é perfeita. –Deu ênfase na última palavra. –O governo daqui não acerta nunca?
-Bem, para começo de conversa, um psicopata nem deveria estar em um presídio... Um presídio não reabilita uma pessoa assim, ele deveria estar em um lugar que o tratasse de forma adequada. –Entreguei-lhe a cesta cheia de doces enquanto falava.
-Pena de morte seria bem mais prático, se quer minha opinião. –Ela parecia irritada. –Uma pessoa assim é um perigo, quase impossível que se torne apta a voltar à sociedade. Deu R$ 30,45.
-Uma bala no meio da testa seria uma solução bem prática. –Sammy entrou na conversa enquanto eu pagava. Algo na expressão sádica dela me fez pensar que, naquele instante, a atendente teve sorte da Sammy ter se obrigado a deixar as armas em casa. –Afinal, pessoas assim são um perigo, não é?
Sam tá sorrindo, alerta vermelho...
-Nunca se sabe quando vão fazer uma loucura. –Ela continuou, se apoiando no balcão. A voz estava mais baixa e lenta, os olhos fixos na garota. –Sabe o que é mais interessante neles? Se quiserem matar você, eles provavelmente vão conseguir. Mesmo que não tenham armas por perto, eles só precisam do motivo certo.
-Sim, acho que são assim. –Peguei um dos braços dela e comecei a puxá-la sutilmente em direção à porta. –Mas, sabe, acho que alguns deles só precisam começar a serem tratados pelas pessoas certas da maneira certa. Vamos Sammy?
...
...
...
-Você ia fazer o quê? Bater nela?! –Puxei a louca pelo corredor, até chegarmos na praça de alimentação. –Acho que precisamos ter uma séria conversa, senhorita! –É tão mais fácil falar assim com ela quando os revólveres não participam da conversa!
Ela sentou em uma das cadeiras e ficou observando a fonte no centro da praça.
-Hey, vai me ignorar? –Sentei na outra cadeira. –Precisa se controlar mais...
Me ignorou, outra vez.
Não insisti. Não quer falar comigo? Tá, não fala. Mas vou ignorar ela também.
Tsc, cinco longos minutos de silêncio.
-É só que... é irritante, às vezes. Só isso. –A garota suspirou. –Ora, não faça drama, o máximo que eu poderia fazer era tentar estrangular ela.
Não consegui evitar rir, e levei um tapa.
-Devia te dar um bichinho de estimação, talvez te deixe mais calma. –Falei irritado. –Um gato, talvez. Se você não matá-lo em uma semana vai ser um bom começo. –Cruzei os braços.
Ela riu.
-Nossa, é essa a imagem que tem de mim? –Perguntou, ainda rindo.
-Não, mas é essa a imagem que você tenta passar.
Outro minuto de silêncio. Sam se levantou, achei que fosse se revoltar e ir embora, mas tive uma certa surpresa:
-Anda, acho que uma loja no outro corredor vende sobretudos. Talvez tenha algum modelo que você não tenha, embora eu ache isso meio difícil.
WTH?!
-Tá com febre? –Devia estar, Sam querer ir comigo a uma loja que vende sobretudos é tão possível quanto um apocalipse zumbi começar nesse instante.
-Você vem ou não? –Ela respondeu, incomodada.
-O que você acha?! –Quase arrastei ela pelo braço até a tal loja. –Ah, espera, lembrei que a geladeira está quase vazia, melhor passarmos no mercado antes.
E assim fizemos. Porém, enquanto passávamos por um dos corredores do mercado pensando no que pegar para o almoço do dia seguinte, uma confusão de gritos e tiros começou. O som do portão batendo com força indicou que ele fora trancado, era a única saída do lugar. Mais três tiros e o som de gritos. Em seguida, silêncio total.


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MensagemAssunto: Capítulo 2   Qui Jan 10, 2013 1:18 pm

CAPÍTULO 2

-Que droga foi essa? –Perguntei baixo.
As prateleiras que dividiam o lugar em corredores eram enormes, praticamente estantes, então não tínhamos conseguido ver nada. Mas tínhamos ouvido, e graças a isso tínhamos ideia do que estava acontecendo.
-Você é o detetive, não consegue adivinhar? –Samanta respondeu, me puxando pelo braço logo em seguida.
-Vejamos... Um assassino louco e perigoso acaba de invadir o local, matar os guardas, trancar o portão e resolveu brincar de caçada todos que ficaram presos aqui?
-Quem diria, não é tão lerdo quanto eu pensava!
Parou de correr.
-Certo, alguma ideia de como sair? –Perguntei. -Aquela não podia ser a única saída, deve ter alguma saída para funcionários ou algo assim.
-Tem sim. Fica lá. –Sam apontou para o lado oposto do corredor. –Fica na parede oposta do portão principal.
-E você teve a brilhante ideia de correr para o lado oposto... Tá brincando comigo, não é?
-Se você acha... –Respondeu ficando séria. -Não achei que ir na direção de um louco armado fosse uma boa ideia... –Em seguida abriu um sorriso irônico. –Mas se você quiser tentar, fique à vontade...
-Desculpe, entre os dois assassinos disponíveis prefiro ficar com você.
Bem, hora de pensar um pouco. O lugar tem um número considerável de corredores. Sete deles são do setor alimentício, um para bebidas, tem mais três para materiais de limpeza, três da seção “casa, mesa e banho”, dois de utensílios domésticos, um para materiais escolares, dois para coisas para acampamentos e uma parede inteira cheia de eletrônicos. Em frente à tudo isso ficam os caixas , o portão principal, a saída para funcionários e um cara tentando matar todo mundo.
Notei que a garota me fuzilava com o olhar. Não que isso seja algo raro, mas no momento era meio incômodo.
-Com licença? Detetive trabalhando! Estou tentando pensar em algo, se importa em não me mutilar mentalmente?
Ela apenas fechou mais ainda a expressão. Algo me dizia que lá vinha alguma bomba.
-Lembrei de uma coisa... “E por que infernos você iria querer levar um revólver para um shopping?” –Disse em tom de deboche. –Viu? Depois ainda quer dizer que eu tô errada!
Mais tiros.
-Tsc, lá se vão as moças do caixa... –Observou, com a calma de quem pergunta “que horas são?”.
-Sammy! Não diga isso como se fosse a coisa mais normal do mundo! –Reclamei.
Ela riu baixo.
-Hey, o que pretende fazer? Quando ele acabar com o pessoal que correu pra saída, vai vir pra cá...
-Seu sorriso sádico está me assustando...
-Acostume-se, é o único que eu tenho. Vamos, temos que sair daqui.
-É, algo bem simples... O que vamos dizer pro cara? “Oh, bom dia senhor! Podia olhar pro outro lado um pouco, para que possamos correr desesperadamente para a saída e fugir antes que o senhor nos mate?”
-Não era bem isso que eu tinha em mente... –O sorriso sádico continuava em seu rosto. –O corredor de utensílios domésticos fica muito longe?
-Legal! Vai matar o cara com uma faquinha?! –Minha vez de ser sarcástico. –Fica aqui perto, três corredores à esquerda.
Andamos em direção ao fim do corredor. No momento em que entramos nele, tive a mais desagradável das surpresas.


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MensagemAssunto: Capítulo 03   Seg Jan 14, 2013 8:46 am

CAPÍTULO 03


-Você! –A criatura me olhava, surpresa e indignada. –David Backerson...
-Maximilian Weber...
...
MAX!
Justamente quando eu pensava que a situação não podia piorar!
-Uhm... Estou interrompendo algo? –Samanta parecia confusa.
-Sammy, você já matou pessoas. Faça um bem à humanidade e mate mais uma. –Cruzei os braços. A existência daquela coisa era algo totalmente dispensável.
Um breve silêncio.
-Estamos sendo caçados por um assassino, que nos últimos minutos matou algumas pessoas... –Nossa, grande descoberta, gênio. –Por que você não estava entre elas? –Perguntou com aquela expressãozinha ridícula de desprezo.
-Sério, qual é o problema de vocês? –Sammy se apoiou numa das prateleiras.
Nenhum dos dois respondeu.
-Ótimo... cercada de idiotas. –Ela passou a mão pelo rosto. –Se já acabaram a discussão, podemos continuar?
-Claro que s... Ow, tá fazendo o quê? –Me dirigi ao ser de cabelos oxigenados. Max tinha tirado a mochila que carregava, e estava enchendo-a com os doces das prateleiras.
-Exigindo um reembolso! Acha justo virmos aqui, achando que é um local seguro, e acabarmos numa situação dessas? –Respondeu enquanto saqueava as prateleiras.
-Uhm, Sammy... acho que ele tá certo... –Refleti por alguns instantes.
-E eu com isso? –Ela arqueou uma das sobrancelhas.
-Me passe sua bolsa, por favor.
-Já não comprou doces o bastante? –Disse enquanto me entregava a bolsa.
-E quem disse que vou comprar? Detesto admitir, mas a criatura está certa. –Falei enquanto lotava a bolsa. –Vejamos... balinhas azedas, chicletes ácidos, chocolates...
A bolsa mal estava pela metade quando Sammy nos puxou pela gola da blusa.
-O que pensa que está fazendo?! Nem te conheço, me solta! –Max reclamou, ele também não tinha acabado de ser reembolsado.
Ela nos arrastou correndo até o corredor de utensílios domésticos, quando chegou nos empurrou ao chão.
-São mesmo tão idiotas ou estão se fazendo?! –Murmurou irritada. –Acham que aquele cara vai esperar as madames acabarem o chá pra, só depois, ir atrás de vocês?!
Sim, ela estava prestes a pular nos nossos pescoços, e com razão.
-Eu devia ter deixado vocês lá mesmo, com o escândalo que estavam fazendo me admira que ele não tenha ido correndo até lá!
Ergui a mão.
-Fale.
-Por que salvou o peso-morto aí também? –Indiquei o Max. –Você é minha assistente, não tem nada a ver com ele.
-Uhm... –Max parecia estar pensando.
-Que foi? Alguma ideia? –Samanta olhou para ele.
-Backerson, você tem posse legal de arma, não é? E, logicamente, uma arma que leva com você...
-Tenho...
Ele abriu um sorriso.
-Pela primeira vez, estou feliz em te ver! –Levantou-se animado.
-Mas não trouxe comigo.
Ele não acreditava no que ouvia. Mas, como a pessoa controlada que era, teve uma reação bem calma e natural.
-Backerson! Que raios de detetive é você, que nem ao menos leva uma arma quando sai?!
-Desculpe, não pensei que precisaria de uma pra comprar miojo!
-Ah, calem a boca! –A expressão assassina no rosto da minha assistente nos fez obedecê-la. Ela baixou o tom de voz, praticamente sussurrando, como sempre fazia quando ficava a ponto de querer me matar. –Parem de agir como idiotas, ou aquele cara vai ser o menor problema de vocês.
Aquele pedido gentil teve efeito... Max e eu nos encaramos, sabíamos o que devíamos fazer. Ele deu um longo suspiro.
-Trégua? –Falou estendendo a mão.
-Um grande sacrifício... mas é preciso. –Falei solenemente, enquanto apertávamos as mãos.
Gritos, que pareciam ser de crianças, nos interromperam. Dois tiros. Pareciam ser na área dos eletrônicos. Sam sentou-se no chão, tentando conter o riso.
-Realmente... estou cercada de idiotas. –Murmurou rindo.
-Uhm, David... Tem certeza de que estamos seguros com ela...?
-Claro que não. Mas como eu disse, entre os assassinos disponíveis prefiro ficar com a que eu já conheço. –Joguei uma bala na boca e apoiei as mãos na cintura. –Então Sammy, qual é o plano?
Ela nos olhou e sorriu. Algo nos dizia que não ia ser nem um pouco legal...

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MensagemAssunto: Capítulo 04   Seg Fev 04, 2013 12:52 pm

CAPÍTULO 04


Samanta cruzou os braços e andou lentamente de um lado para o outro. Olhava para nós de uma forma estranha. E por algum motivo, acho que aquele sorriso tinha um certo grau de maldade...
-Senhores, o plano é simples. –Fez uma pausa e parou de andar, mau sinal. –Isca viva.
-Tchau, me viro sozinho. –Max tentou ir embora, mas puxei ele pelo braço. –Vai me soltar ou não?
-Se eu vou correr risco de vida então você também vai. Cadê seu senso de aventura?
-Que parte do “isca viva” você não ouviu? –Ele me olhava como se eu fosse louco.
-Acredite, também não gostei dessa parte. Mas, por acaso, tem outra ideia melhor?
-Não, mas acho que consigo pensar em algo menos suicida. –Em seguida, virou-se para a Sam. –E o que você pretende fazer? Já viu aquele cara? Eu já, e pode ter certeza de que não quero ver de novo.
Minha colega estava quieta. Suspirou fundo e pôs uma das mãos no ombro do Max.
-Não precisa se preocupar. –Começou, sua voz estava calma e lenta. –Se for tão bom em correr quanto em reclamar, vai sair dessa sem um mínimo arranhão.
Ela deu um passo a frente. A expressão do rosto não indicava raiva.
-Mas, se mesmo assim, quiser seguir sozinho... –Outra pausa. Sua mão, que antes estava no ombro dele, estava apertando o pescoço com força. Empurrou-o contra a estante. -...eu vou ficar muito chateada.... E isso não vai ser bom pra você.
Quando ela o soltou foi possível ver a marca da mão estampada no pescoço dele.
-Uhm... Bem, o que pretende fazer exatamente? –Max perguntou, enquanto olhava para o chão e levava a mão ao pescoço.
É, Sammy tem boas formas de convencer as pessoas...
-Algo simples e que resolva tudo de uma vez por todas... Sabe, seria ruim conseguir fugir e, no último instante, levar um tiro na cabeça porque o caro conseguiu nos seguir. –Ela falou com naturalidade.
-E isso quer dizer que vamos fazer o quê? –Perguntei pegando outra bala.
-Vamos degolá-lo.
Quase me afoguei com a bala.
-Sammy! –Falei tossindo, depois de quase ter morrido com uma bala entalada na garganta.
-Se tem um plano melhor, siga em frente. –Ela respondeu com um sorrisinho cínico, enquanto escolhia uma faca em uma das prateleiras.
-Como você pretende fazer isso? –O loiro perguntou rindo. Sim, pelo visto ele tá tendo um ataque de nervosismo.
Ela olhou para ele de forma fria.
-Puxando a cabeça dele para trás pelos cabelos, depois passando a faca de uma orelha à outra. Rápido e prático, não acha?
-É, parece bem rápido... –Concordei. –Mas quanto à parte do prático... como pretende pegá-lo? –Perguntei descrente.
-Onde vocês acham que a parte “isca viva” se encaixa? –Perguntou sorrindo.
Max ia argumentar, e eu também, mas ela sinalizou para que ficássemos calados. Entendemos o porquê quando ouvimos o som de passos.
-Ah, droga... –O loiro sussurrou. –Fiquem quietos, não façam nenhum barulho...
-De que adianta? Fizeram tanto escândalo nos últimos minutos que eu até estranhei que demorasse tanto. –Sam me puxou pelo braço.
Quando notei, estávamos correndo em direção à área dos caixas e das saídas. O portão tinha sido posto à baixo, as atendentes estavam caídas por aí.
-O cara tá lá no fundo, não é? –Max, a mesma anta de sempre, falou olhando para a saída. –Não sei vocês, mas eu tô indo.
Ele foi em direção a porta, Já Samanta ia para perto dos caixas, eu a segui.
-Ele é idiota ou o quê? –Perguntou enquanto procurava alguma coisa. –Se vir o corpo de algum segurança, me avise. Acho difícil que ele não tenha levado as armas dele, mas não custa nada conferir.
-Nem tanto, só ainda não percebeu que a porta está trancada. –Falei, ajudando ela a procurar. –A chave está com ele, não é? –Perguntei, me referindo ao cara que, naquele momento, estava brincando de caçar pessoas calmamente pelos corredores do supermercado.
-Claro, assim ele pode contar com todo o tempo que quiser. Por isso não foi atrás de nós quando vocês começaram os escândalos, e por isso não correu também quando corremos até aqui... Achou alguma coisa? –Perguntou, parando de revistar o corpo.
-Dois chicletes e uma nota de vinte, mas acho que não vão ser úteis... É crime roubar um morto? –Ora, ele não ia mais precisar de 20,00...
Max voltou, visivelmente decepcionado.
-Más notícias, a porta está trancada.
-Não brinca... –Observei. –Uhn? Viu onde a Sammy foi?
Ela tinha sumido. Um tiro, uma bala foi enterrada na parede às nossas costas. Nosso amigo estava no final do corredor no qual estávamos antes, andava calmamente. A luz refletiu em algo brilhante preso ao cinto dele, provavelmente a chave da qual iríamos precisar.

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