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 Contos e lendas de Kherf.

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Bianca
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MensagemAssunto: Contos e lendas de Kherf.   Sex Ago 19, 2011 5:16 pm

Quem leu a minha Magical Chronicles sabe que Kherf é meu mudinho brisado de magia e que os merlinianos e o Derick vão ainda se aventurar muito por ele.
Acontece que como quero fazer uma base e origens pra Kherf eu fiz as lendas, contos e informações de lá. A maioria é interligada e vão sim ter influência na fic do Derick posteriormente.
A Magical Chronicles eu pretendo revisar e postar depois aqui com o primeiro ciclo completo, que é o Despertar da Magia. Enfim... Vou postar os contos, um pequeno que se completa pelo maior. E depois que eu escrever posto mais.
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MensagemAssunto: Re: Contos e lendas de Kherf.   Sex Ago 19, 2011 5:19 pm

Dante, o arruaceiro.


Há bastante tempo atrás, quando nem mesmo os anos eram contados, em meio ao início de uma guerra na província de Quantum um jovem líder de um dos principais grupos de guerreiros eremitas teve a alegria de ver sua esposa dar a luz ao seu primeiro filho, seu herdeiro. O pequeno, nascido em meio a batalhas, recebeu como destino a coordenação de todo o clã. Desde novo ele aprendeu os conceitos da arte do furto e as dificuldades que pairavam sobre o modo de vida deles.
A sua infância foi tida como passageira, pois já aos seus cinco anos de idade foi colocado em provações dignas de um guerreiro para honrar o seu nome. Mais tarde, com quase nove anos, ele já era o líder de uma das equipes de guerreiros que furtavam para cuidar do seu povo e agia como um honroso homem, mesmo sendo uma criança.
Esse era Dante em sua dita infância. Um homem de mente e uma criança de aparência.

A guerra se estendeu até a pré-adolescência do rapaz. Época em que seu pai lhe entregou um cálice de prata, tesouro de família. Um item extremamente valioso; a pessoa que o obtivesse teria prosperidade, tanto em riquezas quanto em vida, mas poucos sabem o real segredo do cálice. Dante não seria um deles, não naquele momento.
O pai de Dante ao dar-lhe o objetivo tomou um punhal nas mãos e segurou firme o braço do filho, sustentou a mão dele passando a lâmina com cuidado em sua palma tirando dali um pouco de sangue usado para preencher o objeto anteriormente vazio e esterilizado para o procedimento. Algumas palavras – muito estranhas a Dante, por sinal – foram proferidas em sequência e nada mais foi feito depois daquilo. Seu pai lhe disse que o cálice seria símbolo de sua herança e que Dante deveria guarda-lo com cuidado.

Na noite seguinte o acampamento foi atacado e junto desse acontecimento duas tragédias; os pais de Dante morreram em batalha e o cálice fora levado com o grupo saqueador. Os membros do grupo corriam para socorrer os feridos e retiravam os corpos inimigos do caminho para usá-los como troféus. Tudo ocorria depressa, mas ninguém encontrava o rapaz, que naquele momento seria o novo líder.

Dante pegou suas coisas e armou-se saindo sem dar satisfação a ninguém. Pôs-se a seguir a trilha inimiga sozinho e dali partiu para sua jornada com o objetivo de tomar de volta sua honra. Durante anos o rapaz vagou por Kherf seguindo o rastro do cálice, que, para azar dele, era sempre roubado por um novo bando.
Se destacavam em sua personalidade a bravura e sua postura. Mesmo agindo apenas conforme seus conceitos acabava encantando donzelas por onde passava. Era educado e um tanto galanteador com as mulheres, o que adicionado a sua beleza lhe fazia desejado pelas damas e invejado por alguns rapazes. Era também um herói a vista de alguns, mas ao mesmo tempo um encrenqueiro para outros.

Certa vez, já aos seus dezoito, ele se deparou com o drama de uma feiticeira que estava a ponto de ser sacrificada por um ogro para servi-lhe de alimento, isso perto das colônias dos elfos de Jork. Bravamente Dante lutou contra o monstro, assassinando-o com as mãos nuas e, salvando a dama, tornou-se mais uma vez um herói.

A feiticeira – muito bela por sinal – concedeu a Dante um presente de agradecimento. Ela o persuadiu e acabou beijando-lhe e dando ao rapaz vida e juventude eternas, mas, sem ele saber, ela tirou-lhe suas lembranças e sentimentos bons. Tomou dele um pouco do sangue de seu ferimento e prosseguiu com seu furto das memórias sobre o cálice e qualquer pessoa que sequer tenha sido importante a ele. Com a armadilha da traiçoeira que ansiava ter o cálice tão valioso para ela e conhecia a parte da lenda do sangue do proprietário o guerreiro foi marcado em uma sina de vagar por Kherf apenas procurando sentido para o único nome que ecoava em sua mente.





Vocês conhecem o Dante -///- E eu não consegui não ter vergonha, Oishii... :/ Eu posto fics direto, mas essas são coisas que eu criei e ainda é problemático pra mim >///////<
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MensagemAssunto: Re: Contos e lendas de Kherf.   Sex Ago 19, 2011 5:22 pm

Dante e Selena.



Durante a jornada de Dante, pouco antes de ele ter sido enganado pela feiticeira na floresta, ele passou por parte de Jork que nenhum homem ousava entrar. Obviamente aquilo lhe era agradável e fazia com que seu ego apenas crescesse, já que sua extrema bravura o tornava superior aos outros homens. Qualquer um que ousasse dizer que era algo mais que Dante deveria prova-lo e assim acabavam os homens ousados, perdidos e feridos depois de duelos para tentar mostrar ao guerreiro – já nessa época lendário – que ele poderia ser vencido. Todos falhavam e tinham sorte se não saíssem dali mortos. Tinham sorte quando Dante era piedoso, ou talvez azar por terem sido fracos e ficarem marcados como aqueles que pediram por piedade daquele a quem desafiaram.

Era por isso que era feito. Se não têm honra para morrer como homens, que vivam como covardes e sintam na pele o que a falta de coragem causa.
Um dos lugares explorados pelo guerreiro foi a sagrada Floresta da Estrela, local de onde a primeira estrela de toda noite é mandada aos céus por sua guardiã. Por ser um local sagrado poucos se atrevem a entrar. Alguns aventureiros desavisados, ou simplesmente os mais ousados e curiosos – assim como Dante – costumam vagar pelo local tentando encontrar uma forma de ao menos ver quem é a tal guardiã.

O arruaceiro além de corajoso e capaz, para se manter no local sem ser morto, é também sortudo. Em certa noite, quando Selena saía de seu refúgio para enviar aos seus companheiros o sinal do início da noite estrelada, Dante a viu pela primeira vez.

Em toda sua juventude esteve com mulheres – até antes disso, com seu amadurecimento precoce experimentando colocar de lado a infância perdida -, mas nenhuma delas tinha o intrigado tanto quanto Selena.
Seus fios de cabelo longos e escuros lembrando-o a noite, a pele branca que tinha o mesmo brilho do luar e o doce sorriso que se desenhava nos lábios ao mandar a pequena joia aos céus haviam feito um grande desejo se ascender dentro do rapaz.

Por noites consecutivas ele retornou à clareira para observá-la. Poderia tentar se aproximar e seduzi-la para suprir seus desejos de uma vez, já que ele sempre conseguia o que queria. Havia cogitado essa hipótese e a analisado minunciosamente enquanto sua mente permanecia traçando formas e estratégias para tê-la. Mas ele não faria isso, ele não poderia fazer isso e ir assim, de uma hora para a outra.
Selena era à ele maravilhosa. Um mistério tentador que deixava-o atordoado. Ele a via tão especial quanto aquele local e sentia que deveria saber sobre ela e fazer bem à ela.
Acabaria se tornando um louco. Um louco simplesmente encantado pelo ser mágico que acabara de descobrir. Tão novo aquele ser e que se ele soubesse o que fazer, se soubesse chegar a ela, ele poderia ser o seu primeiro. Se tornou um completo dependente do singelo sorriso.

A ninfa havia há muito tempo notado o visitante que ali se prostrava todas as noites. De início assustou-se com a presença imponente do grande rapaz – grandeza equivalente a sua força e também a altura – de um belo sorriso e seus cabelos loiros feitos de ouro. Os olhos que a acompanhavam a encantavam em seu tom caleidoscópico que revezavam do verde esmeraldino ao azul celeste. Se não fossem as armas e as marcas de batalhas espalhadas pelo corpo do esbelto rapaz Selena o confundiria com algum dos nobres de beleza excessiva que tentaria tomar dela sua estrela, como outros antes haviam feito.

Passou então a observá-lo também, meio insegura quanto ao tempo que ele levava ali, mas mesmo assim, mesmo disfarçadamente, ela o observava.

Ele sempre a observava por todo rito de envio da preciosa estrela ao céu, sentava-se ao pé de uma grande árvore a beira da clareira tentando manter-se oculto e a fitava em seu cantar até o retorno da joia aos braços da guardiã.

A estrela é um fragmento da alma de Selena, sua felicidade. Quanto mais brilhante a joia, mas iluminado está o coração da ninfa guardiã.

Depois de algum tempo de observação Dante resolveu aproximar-se. Nunca ficara tão inseguro de algo, mesmo quando sua segurança era por manter-se vivo. Não sentia isso com frequência. Quando Selena enviou a estrela aos céus e ameaçou iniciar seu cântico, interrompeu-se vendo que aquele que há tanto estava calado iria se aproximar.

Dante por sua vez concentrou-se – ao menos era o que tentava – e disse à ninfa o que tanto lhe intrigava por aqueles dias. Contou-lhe sobre sua curiosidade e esclareceu que havia nascido ali sua admiração. Pediu-lhe que ela contasse a ele sobre si, que matasse sua curiosidade e que em troca ele lhe diria o que ela quisesse saber sobre tudo lá fora.

A dama, meio desconcertada pelos elogios, os recebeu com muita simpatia e disse-lhe que ele poderia perguntar o que desejasse saber, mas que não era necessário dar a ela algo em troca disso.

Assim passou-se mais algum tempo. Toda noite Dante se prostrava a beira da clareira e aguardava-a. Não se ouvia mais o canto, ao invés disso Selena contava ao guerreiro sua história e demonstrava o seu encanto.

A ninfa contou que é uma filha do sol com uma ninfa da lua e que seu pai a entregou como tesouro para a irmã, a lua, como pedido de desculpas pelo desrespeito para com sua serva.

Como todos os servos de sua senhora Selena ganhou uma estrela, formada pelo fragmento da sua felicidade, e aprendeu a desenvolver seu cântico de alegria – coisa que ajuda a aumentar o brilho de sua estrela deixando-a ainda mais forte no céu. Com o tempo o canto da ninfa chamou a atenção de sua tia que lhe concedeu o poder de dar a luz a sua alma apenas com um sorriso sincero quando fosse levar a estrela a sua alçada.
De tão radiante que Selena e sua estrela se faziam a senhora Lua ordenou que a sobrinha desse início as noites estreladas, para que as mesmas venham ser abençoadas.
Dante percebeu que estava certo, Selena era mesmo especial. Com o tempo seu interesse, desejo e admiração se desenvolveram para uma afeição e amor, que talvez naquele momento fosse impossível.

Ela começou a questioná-lo, querendo saber de sua história. O rapaz meio receoso de contar-lhe tudo, incluindo seus atos violentos e derivados de seu passado chegou a cogitar a hipótese de omiti-los. Mas Selena sorriu-lhe ansiando saber sobre alguém que lhe inspirava admiração e ao ver isso ele se abriu.
Dante lhe contou tudo, exatamente tudo. Desde os roubos, as brigas, a morte dos pais, o amadurecimento forçado, a história do cálice. Tudo. Surpreendeu-se com as reações da ninfa, que o deixou falando o quanto fosse preciso, sem nunca interrompê-lo, como se aquilo fosse tão importante quanto a sua estrela. E, ao termino de tudo, a ninfa simplesmente lhe abriu o melhor dos sorrisos comentando como não o enxergava ao modo que ele se pintava, “o causador de problemas”.
Intrigado ele não pode de questionar o comentário, pois a noite estava no fim. Manteve-se pensando nisso naquele novo dia e resolveu perguntar a ela quando a visse naquela noite, já que sozinho não conseguiu entender como ela o via.

Selena lhe disse que para ela ele era um bravo e nobre guerreiro de grande coração e heroísmo, que presava a honra de sua família, se fazia um tanto narcisista quando tratava-se dele mesmo destacar as qualidades usando de seu ego, mas que não mediria esforços por seus objetivos a ponto de tornar-se digno de tais adjetivos. Um ser admirável, disse ela e ele sorriu.

Já estava passando muito tempo e Dante não retomava sua viagem, o que lhe atrasava e fazia-o perder a pista de seu cálice. Agora aquele amor se confirmara dentro de si e a vontade de continuar ali era grande, mas sua promessa de honrar a família vinha primeiro. Suas expectativas quanto é a Selena eram boas, pareceria presunção se ela não tivesse dito por si mesma que o carinho pelo arruaceiro havia feito daquelas tantas noites as mais iluminadas de sua alma. Fato que somente elevou o que Dante já tinha em excesso.

Na última noite em que ficaria ali ele apareceu na clareira com suas armas e pertences. Selena estava ciente de que aquilo seria uma despedida, por isso seu sorriso foi mais fraco do que de costume. O rapaz segurou em suas mãos e fitou no fundo de seus brilhantes olhos ao dizer que a amava. O rosto dela iluminou-se quase que instantaneamente e ao abraçar Dante ambos fizeram-se aliviados e alegres por aquela realização.

Ele lhe beijou a testa e acariciou seu rosto prometendo que voltaria para busca-la. Ele iria toma-la por esposa e assim ela seria eternamente dele, mas agora ele precisava cumprir sua primeira promessa. Ela disse-lhe que o esperaria por quanto tempo fosse necessário e que seu coração estava entregue a ele. Dante beijou-a nos lábios, demonstrando seu amor, e partiu antes de amanhecer.

Infelizmente pode-se afirmar que Selena permanece esperando o retorno de seu amado, que no momento não se lembra de nada, nem ao menos de suas promessas. Apenas seu nome ecoa na mente de Dante, que busca por uma resposta ao vazio de sua mente e castigo de sua eternidade.

A Floresta da Estrela é agora chamada de Recanto de Selena, a que aguarda que tragam de volta sua felicidade.

O brilho de sua estrela fica cada vez mais fraco e seu choro silencioso cada vez mais sem esperança.






Eu... Preciso explicar? ... O final eu vou mudar... Com mais um conto né. A pedido do Oishii... Logo posto ^_^
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